Hoje eu sou apenas e tão somente, silêncio...
Na paz transcendental do universo sideral,
olho para a escuridão do espaço, fenomenal...
Na minha viagem vagalimínica me evidencio!
Assim, vagando silente, silenciosamente ando,
e a vida, apenas a me olhar fica, na imensidão
do meu eu apocalíptico... Nada mais, quando
a solidão invade é só silêncio, andar em vão...
Tudo hoje é silencio, luz, terra e o vento...
Silêncio no mar, nos rios e em cima do céu,
na escuridão, silencio, ouço o testamento...
Criatura, olhai a flor, abelhas sugam o mel...
A vida é silêncio e assim vive a natureza!
Silencio me, em singela e pura incerteza.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 19.04.2018
16:30 [Tarde]
Estilo: Soneto
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