segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Nunca mais


Eu subi a serra

Eu voltei a terra

Que me viu nascer

Num alvorecer.


Eu pensei nela

Que era tão bela

No calor do chão

Tremia o coração.


Eu voltei no tempo

Que aquele vento

Vindo lá da mata

Já faz tanta falta.


Ouvi a nossa canção

Que com emoção

Embalava a vida

Na paixão contida.


Acariciei com calma

Tua doce alma

Que amo tanto assim

E quero ter pra mim.


O tempo não perdoa

E eu me perco à toa

Nessa triste solidão

Na dor da desilusão.


Por que será meu Deus,

Que os sofrimentos meus

Hão de ser assim tão cruéis?

Meus sentimentos são fiéis.

Nunca mais terei a paz...?

Nunca mais serei capaz...?

Deus, socorro, quanta dor!

Preciso me apegar ao teu amor.

Poeta Camilo Martins

Nunca...


Eu nunca fui amado assim tão intensamente,

Nem te tive envolvida inteira em meus braços!

Na solidão infernal, envolto em fracos laços...

O único mergulho foi em mim, intimamente.


Eu nunca tive um olhar que penetrasse a alma,

E me olhasse num revés, de quem tudo sabe...

Na imensidão do meu eu, não há paz ou calma!

É sempre a incerteza que já no peito nem cabe.


Nunca choraram uma lágrima que fosse no fundo

Do poço, do meu profano e enigmático mundo...

Não! Nunca houve um tão profundo como o meu!


Na ilusão, em plena visão de inexistente amor...

Há séculos que esse sentimento em mim morreu!

Sem esperança... Envolvido pela revolta e a dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.09.2011

Noutros tempos... Veio a luz

 

À luz da vela,

Aquela vela de

cêra,

No

Canto da mesa

Lângüida luz

Que alumiava

Somente

O meu

Pensamento...

Depois à luz

Da linda

Lamparina

Pavio

De algodão

Bem dobrado!

Minha avó

Mesmo

Fazia...

Tampa

De garrafa

Achatada.

Com sua

Luz mais

Forte

A iluminar

Minhas

Travessuras.

Nas noites

Escuras

Mas bem

Foguentas

E espoletadas

De menino!

Veio mais tarde

Um lampião

A querosene

Uma chama

Bem diferente!

Se podia

Até controlar

Então eu

Ficava

931

A brincar.

Aumentava

Baixava...

-- Pára com

Isso menino!

Vovó gritava!

Corria pro

Terreiro

Sem luz...

No brilho

Só da lua.

E das

Estrelas...

Lindas!

Magníficas e

Perfeitas!

Iluminavam

Meu

Futuro,

Minha alma,

Meu ser!

Oh! por

Minha falta

De sorte...

Veio aquela...

Luz elétrica!

Lâmpadas

Por todo

Canto... em

Casa,

No caminho.

Lá no terreiro

Da vida

De tudo

De todos...

Eu chorei...

Que agonia!

Eu amava

As outras

Luzes.

Onde estão?

Tudo se foi

A luz da

932

Vela... da

Lamparina e

Do lampião!

Ofuscou meu

Ser

Minha vida

E até a

Alma.

Onde estão

As estrelas

Gente! onde

Está

Minha lua?

E os pontinhos

De luz no céu

Que eu contava?

Que eu

Seguia ou

Me seguiam...

Mas fui

Vingado

Em pouco

Tempo

Bem pouco!

Adormeci

Sonhando

Com aquele

Céu...

Até hoje...

Pela manhã

Olhei...

Nenhuma

Lâmpada

Brilhava!

Veio a

Maravilhosa

Luz do sol

E a todas

Condenou.

“O caminho

Do homem

Justo é

Assim... como

A luz da aurora!


Vai brilhando

Cada vez

Mais

Até ser

Dia perfeito”.

Hoje! Não

Sei...

Aquelas luzes...

A vela, a

Lamparina...

O lampião

Que eu

Aumentava

E diminuía

A chama...

Minha avó!

As

Mesmas

Lágrimas...

Da alma!!

Vidas que

Não

Prestam

Atenção

Na vida.

Nascem

Para viver

Mas

Apenas passam

Pela vida!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.08.07

Nostalgia


Lembro me da velha sanfona de seu Malaquias...

Tocando longe... Como se chorasse todos os dias!

Não tinha nem oito baixos, se contassem tudo...

Era um som dolorido... Que me deixava mudo!


Eu ia deitar me cedo, por exigência de vovó...

Mas ficava acordado até tarde, num choro só!

Ouvindo, lá longe, no salão, a festa do Zé Vaniz...

Que eu menino não podia ir... Ô proposta infeliz!


Da casinha de palha e chão batido de vó Luiza...

Na escuridão do quarto, sem a luz da lamparina,

Como fugir, desobedecer... Sem se saber onde pisa?!


Via apenas, da lua, pela fresta, uma luz bem fina...

E a música, meio sem ritmo, do fole do velho tocador!

Que hoje traduzo como se fosse para um grande amor...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.05.2011

Nosso Romance

 

Na manhã fagueira dos sonhos meus

Nos vimos longe só trocamos olhares

Eu não sabia dos ardentes desejos teus

Desviei o olhar, fitando os verdes mares.


O sol já marcava assim quase meio dia

Quando nos abraçamos freneticamente

E a frondosa arvore testemunha via

O transbordar do amor ardentemente.


Eu e você abraçadinhos naquela tarde

Olhares perdidos na mesma direção

Ao pôr do sol... Que brilha e ainda arde

Num calor de desejos daquela paixão.


Foi assim que nos mostrou a noite bela

Tudo que um ser em suspirante amor

Sem o brilho do luar, só a luz da vela

E capaz de fazer... Oh! Singular fragor!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.11.08

Nos teus Olhos


Encontro uma profunda magoa,

Sem que possa desfazer teu pranto,

Restaurar tua alegria, tirar teu manto,

Parar a lagrima que desce como água.


Eu não me encontro nos teus olhos

Na tua alma eu me perco confuso

Pareço até que sou um intruso

Ou um monstro dos abrolhos.


Ah! Tristeza que nunca tem fim

Nestes olhos teus angelicais

Sei que eu não poderei jamais


Tê los sempre só pra mim.

Mas guardarei na lembrança

Nos meus olhos, os teus, criança.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.06.09

Nonato Oliveira

 

Quando se nasce, vem uma luz que desce lá do céu...

Há um pedido especial, por um dom, do anjo provedor,

foi em São Miguel do Tapuio, o presente foi um pincel!

Assim foi concedido por Deus, a Nonato, tudo por amor!


Hoje, é destaque por onde vai, com seus belos traços...

Retratando perfeitamente a maravilhosa arte nordestina!

Reconhecido no Brasil, no exterior, entre louros e abraços,

pinta de todo o povo suas lutas diárias, vitórias e sua sina!


Nonato já tem seu nome anotado, no panteão da pintura!

Viajou o mundo, conheceu Picasso, é de muita desenvoltura,

seu nome é referência, nas artes plásticas do nosso Brasil!


Além de sua majestosa postura, de homem simples e gentil!

Deixará para a humanidade e futuras gerações, esse legado,

De magníficas obras, com sua assinatura e o nome eternizado!

Nomes da feitoria


estanislau cândido ( seu lau )

antonio brito

luiz melância

luiz martins de morais ( luiz dicosa )

cotó

pedim melância

seu bruno

raimundo bigodão

raimundo freire

raimundo bento

pedro flor

francisco alencar ( chicão )

otávio latão

miguel

joão barradas

chico moura

elmir martins ( elmir curica )

raimundo martins ( raimundo curica )

josé de souza martins ( zé curica )

antonio pereira lima ( toin camilo )

elias pereira lima ( elias camilo )

josé pereira lima ( zé camilo )

ciço beleza

manuel jaime ( mané jaime )

nilo

manelau

tico

zé vanis

santana

josé bernardo

zé eduardo

zé de lica

cândido ( seu câindo )

zé gonçalo

chico vaqueiro

ananias

manuel pandeiro

raimundim da zumira

seu emar

seu venceslau

seu nezim

seu fostino

seu cabriola

925

seu elder

seu êlder

chico puluceno

josé alberto ( dr.zé alberto )

seu mundico

doliro

seu inácio

seu chico paulo

chico donilo

mariano panta

nó cego

seu aderbal

seu osnir

raimundo pulucena

seu elesbão

mauro afonso

raimundo barrada

antonio luciano

pedro lúcio

alonso

aristides

josé martins ( zé curica )

seu chico izaque

domingos

evaristo reis

joão marques pereira

zé vicente

chico laurindo

antonio maltide

antoizão

seu clarindo

Noites klamsp


I VI

Minhas noites se tornaram Penso tarde,

Um infernal frescor Que ainda é cedo,

De gotas longas Não cedo um centímetro

Faceadas Na ilusão que vou conseguir

De dor. Seguir, sem forças mais pra lutar!


II VII

É agonia, num só pranto, Que tenho

Amigos feito trevas Eu contigo, vida

No mais vil Ensanguentada de morte?

Abandono És o prazer da desilusão! Sorte,

Estou. Onde encontrar tal elemento, essencial?


III VIII

Não sei mais quem sou... Partirei!

Espelho sem mais Sei que logo irei...

Aqueles belos Preces não ouvidas,

E os joviais Outras tantas não atendidas!

Reflexos. Vidas repartidas e outras já sem vidas.


IV IX

Tudo se foi e eu fiquei, Maldito dia

Ao léu, às traças... Que desembarquei

Gritos surdos. Aqui neste planeta louco,

Tudo mudo... Cego e surdo! O tinir dos metais,

As praças! Dos vis metais é só o que se quer ouvir!


V X

As ruas e caminhos, vias, Amigo, não...

Onde eu andei menino Não faça isso não!

Sofria feliz, vivia, Não acredite em nada

Hoje não vivo! Do que eu disse na minha emoção.

Já morri. (?) Quem sou eu, pra na sua vida dar opinião?


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.10.09

Noite e Noite de Maio


Agora?

Não.

Queres?

Então

Foges

Enfim...

Ficas!

Não.

Vejas,

Talvez

Sintas

Não.

Pensas...

Cuidado!

Vida...

Sonho...

Tristeza.

Não.

Mentira!

Melancolia...

Dor?

Saudade?

Sim.

Adeus!


                                                    Noite de Maio


Uma noite bela

Eu estava ao lado dela

Eu olhava o brilho das estrelas

Dizia--lhe o céu está sorrindo


Para nós nesta noite

Um luar lindo

Fazia aquela noite

Se tornar uma


Maravilhosa noite

Enfim, tudo contribuiu

Para nossa felicidade

E aquela noite de maio


Se tornou inesquecível

A gente fica torcendo

Pra que outra noite

Daquela volte a acontecer

Então felicidade voltará a reviver...


(05/05/84)

Nocaute


Participei da competição

corri atrás do troféu

senti a decepção

amarga como fel.


Lutei no ringue da vida

por um grande ideal

Agricolândia minha querida

Cidade dos sonhos sem igual.


No nocaute derradeiro

lágrima, sofrimento e dor

da tentativa o desespero

de minha terra o desamor.


Mas com tudo vou chorando

soluçando amargamente

minha terra ainda amando

mesmo sendo descontente.


Não sei se ainda um dia

sem querer ou a propósito

eu ainda retornaria

mesmo de um jeito insólito.

 No vai e não vem

Há um desejo não

contido dentro de mim

De partir para a terra

dos desvalidos agora

Ir dessa vida infernal...

Por que não chega a hora?

Vida triste sem rumo,


sofrimento sem fim!

Vai a onda, mas nunca mais

volta o lindo e velho mar,

Bebo a água que bilhões

já beberam também

Respiro o ar que tantos

mortos já respiraram e além

Do mais com muita raiva,


e melhor morrer do que matar.

E ainda põe, querido diário...

Hoje foi um dia

Maravilhoso! Que mentira

absurda e horrenda

Enganar a quem, sem que

a si mesmo se ofenda?

Ah! O vai e não vem do vento


e da veleta que morria...

O vai e não vem do meu

amor, do ocaso do sol

Que teima em não se

esconder atrás do monte...

E eu que deveras esperei

ao som daquela fonte

Fico apenas a meditar nas

almas sofrendo no seol.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.04.09

No Stress


A confiança e a arma do vencedor.

Eu sabia que não poderia atravessar

Aquela piscina de vinte e cinco metros

Num mergulho só, eu pensei que sabia.


Não havia tentado ainda e assim eu temia

Que não conseguiria, fiquei imaginando

Como fazer para conseguir, até porque eu

Via meus amigos todos fazendo e eu não.


Comecei então a mergulhar e contar quanto

Tempo eu conseguia ficar debaixo d’água

Sem respirar... a princípio foi insuportável,

Fiquei pouco tempo e sai sem fôlego!


Depois quando já conseguia ficar mais

Tempo, fui verificar quanto tempo

Um colega meu levava para atravessar

A piscina por debaixo da água no mergulho.


Vi que realmente meu tempo ainda era pouco

E assim treinei mais e mais, até que contando

O tempo dele e o que eu já conseguia ficar

Debaixo da água sem respirar, sobrava tempo.


Fui então com toda a confiança, sem desanimar

Mergulhei e tum, bati a cabeça no fundo da

Piscina e sai desacordado, quase morri afogado,

Quando me dei por mim estava na enfermaria.


Não desisti, apenas tive mais cuidado e algumas

Semanas depois eu já estava bem e fui tentar

Novamente a façanha que para mim era um

Grande desafio! Alguns mergulhos antes e...


Desci lentamente pela borda da piscina e me

Lancei por baixo d’água rumo ao outro lado...

Com confiança, estava com os olhos aberto,

Muito cloro entrando, olhos ardendo, mas...


Enfim a vitória, pois a confiança e arma do

Verdadeiro vencedor! Confiança em Deus

E depois no que fez para alcançar aquela

Vitória especial para muitos e para si mesmo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje 05.10.08

No Sonho O Sonhar

 

A doce manha que se aproxima

Longa madrugada que termina

Foi nela o sonho mais estranho

Uma dor serena tive de ganho.


Foi em vão tentar não sonhar

Aquela asa de dor a me arrastar

Aflito bateu forte o coração

E quase parou naquela emoção.


Tu estavas mais bela que nunca

Areia do deserto sempre se junta

Grão por grão a formar uma duna

Igual não vi no mundo nenhuma.


Madrugada aberta e eu sonhando

Um barco ao vento flutuando...

Sem leme, o timão ou uma vela!


Não estava na água, era voando

Que coisa estranha era aquela

E numa nuvem negra vai entrando.


II

Senti que aquele era o momento

Que nos encontramos a primeira vez

No turbilhão de problemas do mês

Em que eu me deixei levar ao vento.


Nuvem pesada que enfrentamos

Com valentia e determinação

Firmeza na vida de coração

Foi para isso que nos juntamos.


Vi que saímos então sãos e salvos!

Quando estamos bem, sempre acontece

Algo assim, ruim, para vê se entristece

Pobres corações se tornam os alvos.


Ainda bem que era um sonho irreal

Pois a angustia e assim sufocante

Muito, muito longe do que e ideal,


Para se ter a alegria e paz refrescante

E viver a vida um pouco mais vibrante

Sempre mais perto do bem, longe do mal.


III

Vida que te quero mais realidade

Sonhos ainda bem que são efêmeros

Longe, muito longe da verdade

Visões que não escolhe gêneros.


Mas são passageiras ilusões perdidas

Maltratando a vida e as almas tristes

Abrindo grandes crateras e feridas

Num desanimo que jamais vistes.


Prefiro o planejamento e o objetivo

Quem os tem esta com os pés no chão

Não faz planos do que e subjetivo

E se desfaz depois em pura decepção.


A vida pura e boa e um alvo a alcançar

Mirando sempre no que e palpável

E fazendo a parte principal, lutar!


Sendo de toda a maneira amável

Trazendo para o próximo amor e afeição

E um alivio ao deserto do seco coração.


IV

O verdadeiro sonho, na melhor poesia

Não e o que entristece a alma na lembrança

Só de amarguras passadas, na maresia

Mas o que acima de tudo traz esperança.


Há de se cuidar na vida desse inferno

Que é o sonho mau, o pesadelo ruim

Pois destrói o nosso sentimento terno

De viver melhor e pensar positivo enfim.


Vai--te sonho mau, sono sem sorte

Quero acordar sempre alegre e feliz

Não quero em plena juventude a morte


Vou sentir o perfume da flor de Liz.

Recordar de outra maneira o que passou

Na ânsia de um viver cheio de gozo


Olhar o passarinho que do galho voou,

E saber que também posso ir além

Num horizonte lindo sem ninguém

Recriminar onde voei e o meu pouso.


V

Acalma corpo, acalma vida e pensamentos,

No sonho que vem logo ao amanhecer,

Tudo pode ser diferente, podes crer!

Calma! aguarde só mais alguns momentos.


Sonhos são imagens e vozes armazenadas

Na parte de traz de nossa grande cabeça

E e bem assim que por incrível que pareça

Ao descansar e repousar são projetadas.


Parece que o grande criador quis nos dizer

Para vocês vou dar assim mais uma chance

Do que aconteceu no dia, vida ou romance

Repito em sonho pra ficar melhor de escolher.


Analise bem se pode ser real uma pessoa

Que você nunca viu, um lugar onde não esteve

Aparecer assim do nada, como isso ressoa?


Na sua mente está formada a grande confusão

Mas você já viu na tv, foto, revista ou cartão

Não é coisa de outro mundo, tem explicação.


VI

Imagine alguém sonhar que haverá paz

E que no planeta não haverá mais guerra

Só se for noutro, não aqui nesta terra

Isso não será uma realidade jamais.


Por isso o sonho e um oceano de ilusões

Eu vou sonhar que nunca vou morrer

Não temos doentes, ninguém a sofrer...

Sem desastres, não mais quedas de aviões!


Sonho agora que o povo irá ser feliz

Muito dinheiro no bolso, saúde e alegria

Em sã consciência ninguém acreditaria...

Apesar de ser o que eu sempre quis!


A vida não é feita de sonhos e de trabalho

Sonhar e ter o alicerce na areia movediça

Sonho e pensamento puramente falho,

Os sonhos duram segundos, são abstratos


Tem os pés na rocha quem não desperdiça

Seu bom e precioso tempo com esses fatos.


VII

Sem contar muitos sonhos na vida

Que viraram pesadelos verdadeiros

Pois se acreditou em vitória garantida

O que era apenas confusão dos cerebelos!


Cheguei à conclusão que não vale a pena

O sonho, pois quem vive muito a sonhar

Terminara como a pobre da açussena

Desprezada, sozinha, lá na beira do mar.


Já vi muita gente dizer, estou sonhando

Acordado, isso não e sonhar e imaginar

E estar com o cérebro em ação, planejando

Não existe sonhar acordado, isso e planejar!


As vitórias mais bem obtidas, alcançadas

Não foram as mais sangrentas vencidas

Foram as estratégias mais bem planejadas!


Houve muitas ate sem nenhuma guerra

Sem essa de sonho, foram, sim, objetivas

Aquela de Gideao, a mais famosa da terra.


VIII

Minha tia Missanta, acreditava em sonhos

E sempre me perguntava o que eu sonhara

Eu contava pra ela de objetos estranhos

De macacos, gatos... Divertia--me, era mara...


Eu já sabia que ela queria jogar no bicho

Eu contei de um gato que caia do telhado

Menti por pura inocência, mas no capricho!

Jogou no burro, ganhou e me deu um agrado.


Coitada da minha tia, em mim acreditava

Desde quando menino sonha e e verdade!

Pura sorte e só! Pois ela muito me amava


910

E como criança não tinha nenhuma maldade.

O sonho não serve pra nada, eu o aborreço

Tem muita gente que por sonhar ser rico

Termina por cobiçar, roubar... E paga o preço.


Às vezes até, nem e isso, vai pra outro país

Trabalha pra se matar e paga muito mico

Tem dinheiro... Olha pro pobre e torce o nariz!


IX

Sonhos... Floresta de ilusões abandonadas

Desmatamento aqui da alma de milhões

Foram sonhar e tiveram as vidas machucadas

Nas pedras do impossível e seus grilhões.


Muitos sonharam por toda a existência

E morreram sem ver nenhum resultado

Seus sonhos não tinham consistência

Tarde viram, apostar no sonho foi errado.


Sonho e erva daninha, por todo lado cresce

No meio das matas, rocas e ate no deserto

A vida destruída por isso, ninguém merece

Mas e preciso ficar atento e muito esperto.


Na esperança de fugir dessa urtiga braba

E que escrevo estes versos contra o sonho

Alertando a muitos desse mal medonho


E quero que o mundo inteiro um dia saiba

Que a vida não foi dada pra gente sonhar

Temos a vida pra viver muito e amar...Amar.


X

Queres mesmo ver, preste agora boa atenção,

E repare que o tal do sonho e pura ilusão

E dar lugar para ele e a maior perda de tempo

Ir a lugar nenhum como acontece com o vento.


Veja só Michel Jackson no sonho de ser branco

Martin Luter King, seu sonho foi pro barranco

Os sonhos de modelos, anorexia, só mazelas


Mulheres morrendo jovens, todas magrelas.

Ah! O sonho da eterna juventude, plásticas


Remédios e cosméticos e são bem praticas

O sonho de enriquecer, ouro em serra pelada

Ou acertar na mega sena e ganhar uma bolada!

Tudo isso sem sentido, coisas que o sonho traz


Ganância, inveja, ciúmes e tudo querer demais

Muitas vezes ate sem nenhuma necessidade

Puro interesse de satisfazer a própria vaidade

Sem pensar no viver, mesmo na conseqüência

De sua louca escolha sem nenhuma eloqüência.


XI

Lá nos tempos bíblicos, no começo da história

Ainda se tinham sonhos, com seus significados

Era Deus que enviava e ficava na memória

Daqueles escolhidos, para passar os recados.


Não era só sonho, era também viva voz, visão,

Jacó sonhou com uma escada, da terra ao céu

Jose, no Egito, a faraó, interpretou com precisão

Depois Jacó colocou o nome do lugar de Betel.


Deus mandava um sonho, tinha interpretação

Ele enviava um servo seu, como fez com Daniel

Interpretar o sonho de Nabucodonosor, rei pagão.

Que jogou na fornalha, Ananias, azarias e Misael.


Hoje Deus não vê necessidade ainda de enviar

Mensagens através de sonhos ou novas visões

Mas no momento certo Ele vai mesmo mandar

E profecia, jovens no fim dos tempos sonharão


E os velhos anunciarão em todas as missões

Jesus voltou! Nova vida agora todos terão.


XII

Sonho agora, utopia, sem nenhum significado

Procurar cigana, cartomante, isso e pecado.

Livros com significado de sonho hoje em dia

Jogar dinheiro fora, exploração, e uma fria.


Não existe, sonhei com um amor, um par perfeito

No mundo não tem absolutamente nada sem defeito

Mãe, que era símbolo de santidade, linda, bela

Mata filho, de muitas maneiras, atirando ate pela janela.


O que dizer do, eu sonho em ti amar assim, eternamente

Se gosta de outro trai, se tem muito dinheiro, naturalmente

E um forte candidato a ser de alguma forma assassinado

No sonho de ficar com outro e todo o dinheiro do finado.


Por isso eu odeio essa historia de eu sonhei... diferente

Vamos fazer do jeito que pensei agora a vida da gente

Eu sonhei assim e esse sonho e bom e não sai da mente.

Estou certo, e uma mensagem especial de Deus pra mim


Com esse sonho, nos vamos ser finalmente feliz, enfim!

Daí quebra a cara e tem um final péssimo! Muito ruim.


XIII

Não existe ao menos sonho de salvação

Para se salvar não e preciso essas de sonhar

E fidelidade e entrega total do coração

Seguir os passos de Jesus e a vida transformar.

A manhã do juízo não é um sonho futuro


E o que vai acontecer quer eu queira ou não

E não e algo que esta pra mim escuro

Deus já fez disso há muito tempo revelação.

Sonhei que todos ressuscitavam, menos eu


Isso não chega a ser nem pesadelo e será

Destino certo de todos, será seu e será meu

Se a vontade de Deus em nos não se realizar.

Sonhos vêm ao você dormir e dormindo e certo


As pessoas não realizam nenhuma boa tarefa

Mas eu sonhei foi acordado, diz logo o esperto

Não confunda sonho com uma boa imaginação


Você estando acordado, sendo inteligente e certo

Tomara com determinação, uma grande decisão.


XIV

Já observou que o sonho sempre está ligado

A algo que a pessoa tem um grande interesse?

Às vezes quer aparecer, ser filmado, fotografado...

E vem papo de sonho, como a única que merecesse!

Já li que sonho que se sonha sozinho, e sonho

Sonho que se sonha junto, vira logo realidade


Penso que tudo assim, na verdade, e estranho

E sem fundo algum ou uma base de verdade.

Tragédias não acontecem porque alguém sonhou

Quer sonhe, quer não, acontecem os fenômenos

Alguém ainda chega a dizer que na loteria ganhou

Graças ao sonho, não foi sem mais nem menos.


Tive um sonho, então, não embarquei no avião

O avião caiu, me livrei da morte, pra mim, certa.

E os que morreram, a vida não valia, era em vão?


Aquela que se livrou, era a única no mundo correta?

Não e por sonho que um avião cai ou deixa de cair

Cuidado mesmo com isso, ou você nunca vai partir!


XV

Sonhos, sonhos, sonhos, eu os abomino

Faz das crianças, gente grande, precoce

E termina por fazer dos adultos, menino

E por fim, de todos, faz um grande horse

Muitos perecem nas águas turvas do sonhar


O sonho do maior e melhor navio do mundo

Terminou em tragédia, Titanic, em alto mar

Desafiando até Deus, foi parar bem no fundo.

O desafio do átomo, com Albert Einstein, terrível

Experiência tremenda que gerou a bomba atômica


Matando milhares, resultado de sonho, incrível!

Só em nome da ciência, essa era a nota tônica.

Veio o Adolfo Hitler, em nome de uma raça pura

Dando uma de imperador, com sua grande guerra


Matando todo judeu, que sonho imundo, criatura!

Até hoje o mundo todo espragueja, briga e berra

Por essa atrocidade, de um ser humano na terra

Por isso e preciso exterminar esse tipo de figura.


XVI

Qual e hoje o resultado do sonho americano?

Muitos já reconhecem, que foi um grande engano.

Não só na América, mas em todo e qualquer país

Que se vá sem planejamento, base forte ou raiz.


Mas somos bombardeados diariamente na mídia

Realize seu sonho, acredite, hoje é seu grande dia

A pessoa acredita, na propaganda... enfia a cara

E quando pensa que não, já era, foi tudo para...


E lamentável o que se passa com essa questão

Arrebenta a vida, destrói, arrasa mesmo o coração

Portanto, e importante saber, ver, se importar

Com o que e real e o tal do sonho descartar.


O sonho e neste mundo a raiz de todo mal

Se for tomar ele por base, isso não e legal

Quando não da certo e clara a tal de tristeza

Sonhando, e claro, nunca aqui se poe mesa


Viva a vida fazendo tudo que você quer

Menos sonhando, pois isso não da pe.


XVII

Sonhos, não os desejo como base ou razão

Sei que são dos românticos... Vã quimera

Dos poetas pobres divagações do coração

Onde repousa o nada, fica só no quisera...

Sonho e onde a miséria mora, a riqueza medra

Entra--se em terrenos argilosos, águas turvas

Caminha--se nas rochas e se fere com pedra

Encontra--se a frente muitos caminhos e curvas.

Perde--se logo nas encruzilhadas das decisões

Do rumo certo, se tivesse a vida projetada

Por confiar em algo ilusório de elucubrações

Noturnas de uma noite mal dormida, coitada.

Quando enfim descobre--se a terrível armadilha

Só lamentação! Porque não fiz de outra maneira?

Agora cercado de problemas, como de água a ilha

Às vezes, não e tão fácil consertar a tal besteira

Culpa de quem? Sim, dos sonhos, para variar!

Coloca o sonhador na roda e ele e que vai farrear.

XVIII

Quando ouço alguém falar em sonho me arrepia

O coração, o corpo e principalmente a alma

Em saber e lembrar que até eu que sempre cria

915

Nessa falácia de sonho, hoje pra mim e trauma.

Fico a meditar, e o pensamento embalado voa

Pensando mesmo em como fui assim bem tolo

E agora embora a triste realidade ainda doa

Prefiro trabalhar contra esse terrível dolo.

Sonho, doloso e culposo, criminoso cruel

Os que acreditam nele caem em cachoeira

Atraídas, até, como a pobre formiga no mel

Pagam caro depois pela mortífera besteira.

Criança, jovem, querido adulto, por favor

Deste que se diz bom, tenham medo e pavor

Pois se aproveita, quando você está dormindo

Para sorrateiramente fazer você fantasiar sorrindo

E acordar bem contrariado, mesmo decepcionado

Ao saber que a vida e muito diferente acordado.

XIX

Diz a bíblia e é no que mais eu acredito

Será que alguém que vai algo construir

Não faz um planejamento para não cair

Numa cilada de ser um devedor maldito?

E assim que se faz quando um império

Se quer erguer! Projeto de vida e de viver

Se for baseado no sonho, isso e sofrer

E levar toda frustração para cemitério.

O bom censo e que fala mais alto agora

Sonhar faz sangrar o corpo e o espírito

Faz do nada, num lado do cérebro restrito

Uma dimensão infinita... E vai embora.

Fica por isso o corpo sujo, jogado na lama

Desgraça a vida de que a gente mais ama

Por confia inteiramente em algo subjetivo

E às vezes um pobre ser que era tão ativo

E tinha pela frente um futuro brilhante

Acaba a vida de maneira decepcionante.

XX

Termino pois meus versos contra o sonho

Pensando que todo ser que respira na terra

Deve ter um semblante magnífico, risonho

Repito, quem baseia a vida em sonho, erra.


Por isso meu caro amigo, se feliz queres ser

Acredite mesmo e em seu forte potencial

Trabalhe! E Deus saber que se você merecer

Com certeza vai alcançar todo o seu ideal.


Se sonho realizasse alguma coisa, com certeza

Todo mundo teria tudo o querem ter na vida

A vida assim seria até uma grande moleza

Só haveria festa, coisa boa, nem tinha lida.


Com sonho não tem cemitério, nem hospital

Não tinham mortos, nem doentes, coisa e tal

Não tinha guerra, nem fome, bem nem pecado!

Quem iria querer saber de salvação, de Jesus?


Ai estaria com certeza tudo muito, muito errado

E todo o sacrifício do filho de Deus lá na cruz?


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.12.08

No si vá...

 

Quando parti, levei apenas a lembrança do que um dia

Se pensou fosse um amor verdadeiro, meu e teu, amor!

Momentos que já estavam eternizados, eu não imaginaria

Fossem se perder assim, como cinzas e em tanta dor...


Em meus mais sinceros e puros planos estava reencontrar

Aquela que um dia foi o grande amor de toda a minha vida...

A princípio, com emoção, queria apenas, encanto... Olhar-te,

Esquecer para todo sempre que houve um dia uma partida...


Anos se passaram até que vislumbrei, o dia, tenuemente...

À luz do entardecer lento e quente, eu, enfim, te encontrei!

Todos os desejos me vieram... Te amaria, assim, loucamente!


Gélida, trêmula e receosa, assim, alheia a todas as lembranças,

Tu ali, a me olhar, intrigada, parecia que teu desejo, eu frustrei...

Fiquei sem entender... Tive medo de magoar... Pobres crianças!


                                            II

E pensar que suportamos tantas dores, desencontros, traições!

Mesmo assim seguimos a vida... Sempre juntos nos imaginando,

Quis o destino não nos unir para sempre... Fantasias e ilusões...

Em décadas povoaram minha mente! Imagens fui assim criando!


Irrealidades que só cabiam mesmo na minha pobre memória...

Nunca quis te ferir, ver tuas lágrimas... Me perdi em mim mesmo!

Perdão, amor, tuas palavras foram muito dura e na minha história

Certamente não cabe este absurdo! Perdi o chão, andei a esmo...


Como assim te querer apenas para satisfazer meus desejos?...

Julgas-me que tenho uma vida degradada, modo de vida vil?!

Expulsar fantasmas, esquecer o passado... Estes teus lampejos


De loucura me assustam! Fomos atores da mesma cena, viu?!

Decepcionado, já quis desistir... Mas, mais uma vez serei forte,

Tudo vai ficar bem, quando enfim, calar-me a vida, com a morte...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.02.2015

16h02min [Tarde]

Estilo: Duplo Soneto

No retorno


Quando eu voltei, não encontrei meus passos,

Tudo era deserto e eu vi no tempo, a fumaça...

As mulheres que tinham na cabeça a cabaça,

Não mais havia... Percebi, cortei cedo os laços!


Desgraça desse tempo que nos traz e logo leva...

Faz nascer, envelhecer e inevitavelmente morrer!

Quanta tristeza no retorno, covardia e pura treva...

Não mais amigos a brincar, nadar e por aí a correr!


Só a “pura gota de amargura no cálix de felicidade”,

A dor, as lágrimas e a saudade de todos e de tudo,

Ah, Deus! Onde foi parar a minha tão pacata cidade?


Antes até que me respondas, me calei, fiquei mudo...

Não entendo esse mistério do tempo e desse espaço,

E penso, em que solo cruzarei pra sempre meu braço?


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.07.2016

22h03min [Noite]

Estilo: Soneto

No meu Coração


No meu coração existe um caminho

Cheio de amor, amor sem fim

Vou por ele devagarinho

Lá existe alguém para mim


Este caminho do meu coração

É longo, cansativo e doloroso

Mas se guardou com satisfação

Verei um amor grandioso.


Quando for no fim do caminho

Não olharei para trás

Para não lembrar os espinhos

Que foram muito sargas.


(13/04/82)

No Leito


A dor que me invade o peito em prantos,

não me faz derramar a lágrima pedida...

É a mesma dor que sempre, pelos cantos,

eu andava pranteando pela alma ferida!


Ao relento, à beira do lago, de madrugada,

à luz daquela lua, numa brisa que serenava...

Não senti minha mão pela tua ser afagada,

E na garganta algo, minha voz estagnava!


Era um grito, preso no profundo do meu ser,

em angustiosa paz de uma estrela cadente...

Num divino transe e a sofrer sem merecer,


À vista do Todo Poderoso, Santo, Onipotente!

Hei de sofrer por toda a eternidade neste leito?

Não! O meu Deus não permitirá nesse seu pleito.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.08.2011

No Jardim (HA,426)

 

Ronaldo e Luiz

Quero estar com Jesus bem a sós, nos momentos deste ano novo,

Para então ouvir doce e meiga voz e adora lo com Seu povo.


Todos

Que alegria sempre esta voz ouvir

Eu te amo ó pecador! Mesmo a morte

Lá sobre a cruz sofri, para ser o teu Salvador.


Paloma e Alexandre Modesto

Quero ouvir Sua voz Divinal, em acentos muito suaves,

A falar a mim com ternura igual à voz gentil das aves.


Thales

Que alegria sempre esta voz ouvir

Eu te amo ó pecador! Mesmo a morte

Lá sobre a cruz sofri, para ser o teu Salvador.


Sandra Sá

Eu quero escutar Sua voz, na vibrante luta terrestre,

E ao me vir tentar o inimigo atroz, quão bom ouvir o Mestre.


Todos

Que alegria sempre esta voz ouvir

Eu te amo ó pecador! Mesmo a morte

Lá sobre a cruz sofri, para ser o teu Salvador.

No infinito céu...


Em esplêndida procura, no espaço sideral sem fim,

Apenas a luz das estrelas alumia meu olhar e se vão...

Os lindos astros passam e somem em minha visão,

Numa celeste paz de espírito e de coração, em mim!


És o motivo especial de minha busca, neste infinito céu,

Teu brilho logo me atrai, fixo assim meus olhos no clarão

Que me ofusca a vista, cometa irradiante, lindo, sem véu!

Todos os deuses do olimpo te observam com forte emoção!


Tens a magia da atração em teu deitar... No dormir sereno!

Acordas bela, na concepção de novas aventuras, te aceno...

E vens, como quem procura um oásis em espacial deserto...


Teus olhos, duas magníficas pérolas, fixos em minha direção,

Fico em puro êxtase... Desvendas tudo que estava encoberto!

E de tua divina boca escuto, estou aqui... Nunca mais solidão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.2020

10h37min [Manhã]

Estilo: Soneto

No Hospital...

 

Uns vem chegando...

Contentes, alegres,

Saudáveis! Arrogantes...

Não cumprimentam,


Nem sorriem...

São os médicos!

Uns vem chegando...

Conversam, fofocam,


Andam de um lado pro outro,

Falam o que querem,

Contam estórias, disfarçam...

Sérias... São as enfermeiras!


Uns vem chegando...

Pouco conversam,

Ar bem preocupados,

Às vezes o silencio...


Entreolham se encafifados,

São os pacientes, doentes!

Uma vem chegando...

Cabisbaixa... Nada diz,


A ninguém olha,

Não liga pro médico,

Pra enfermeira...

Mas de todos se aproxima!


Ela vem chegando...

A todos vê... Igualzinho!

Sabe, leva, não deixa,

Colhe, escolhe, decide...


Chama o médico,

A enfermeira e o doente...

É a mais temida... A morte!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 22.05.07

No Finalzinho


No finalzinho da rua

Na esquina da tua

Numa realidade crua

Que lhe assentou a pua


No finalzinho da vida

Ainda disse querida

De amor estou ferida

Oh! Bela Margarida.


No finalzinho, no final

Você e muito especial

De amor monumental

Es muito sentimental.


No finalzinho do coração

Você e minha paixão

Não quero pois ilusão

Queimando como vulcão.


No finalzinho e certo

Meu amor e um deserto

Sem você estar por perto

Perco a visão passo reto.


No finalzinho, lá no fim

Você e tudo pra mim

Digo porque sou assim

Louco...Louco, louquim!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.04.09

No Exílio

 

(Aos Colegas Da Academia De Letras Do Médio Parnaíba)


No Coração E Na Alma

Guardam Se Muitos Sentimentos

Na Noite Suave E Calma

Veem Lembranças E Pensamentos.


Falar Aqui De Saudade

É Falar De Um Sentimento Pequeno

Que Mesmo Na Tenra Idade

Mata Me Mesmo Como Um Veneno


O Que Me Faz Ainda Pensar

Que Seria Bem Melhor Acontecer

Em Mim Mesmo Mergulhar

E Toda Minha Feliz Vida Reviver


Faço Agora Uma Introspecção

E Ao Me Encontrar Desconheço

Aquele Lindo E Feliz Coração

Que Havia Dentro Em Mim No Começo


Neste Exílio, Aqui No Paraná

Tão Distante De Tudo Enfim

Dos Amores, Do Paternal Lar

Destrói Sim Tudo Em Mim


Por Quê Houvera De Assim Ser?

Por Quê Um Destino Tão Mau?

Deixando Me Tristezas Ter?

Tão Longe Da Terra Natal?


Não Haveria De Ter Futuro?

No Meu Piauí Tão Querido?

De Povo Forte, Bravo E Duro

Que Luta De Braço Erguido?


Muitas Lágrimas Já Derramei

Entender Certamente Nesta Vida

Por Mais Que Eu Queira, Não Irei

Só Na Nova Terra Prometida.

Ninho Branco


Eu vi um ninho no galho

Eu vi um galho com ninho

Estava meio em frangalho

Em cima de um pé de pinho.


Era um ninho bem pequeno

Pequeno como um copinho

Parecia que era feito de feno

Quando olhei era branquinho.


Que passarinho faria um ninho

Branquinho que nem algodão

Bem na ponta de um espinho?


O que vi foi uma grande lição,

De um cuidado e muito amor...

O ninho... Era de um beija flor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 31.07.09

Never..

.

Eu nunca mais vou te amar, meu amor!

Foi golpe trágico demais pro meu coração,

Em plena luz de luar primaveril, a dor...

Que senti, me traz de volta vil recordação!


Eu nunca mais vou te amar, meu amor!

Na inocência infantil de minha alma,

Mil vezes a solidão de desértica flor...

Pois neste mundo nada mais me acalma!


Eu nunca mais vou te amar, meu amor!

A luz que esperei dos teus olhos refletir,

Trouxeram-me escuridão, vergonha e pudor!


Eu nunca mais vou te amar, meu amor!

Tudo o que eu queria contigo repartir...

Morreu antes mesmo de medo, de terror!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.11.2015

20h21min [Noite]

Estilo: Soneto

Neto Sambaiba

 

                        Singela homenagem ao amigo Nilo Carvalho Neto


Tens nas veias as uniformes nuances de aveludado brilho,

De quem sabe divisar as palavras mais profundas daquelas

Que certamente tocarão uma alma em angustiosas procelas!

Já há tempos que venho assim... Seguindo te, em teu trilho.


Certamente és daqueles Palmeirais o mais belo e verdejante,

De onde imponente olhas os outros com palhas farfalhando...

E o vento a balançar te todo, vai as tuas sementes espalhando!

Na imensidão de palmeiras és a preferida do cansado viajante.


Maluco? Nunca. Inteligente... Isso sim, será sempre um mito!

Que no espaço de teus versos possa sempre está eternizado...

Sobre a luta que é a vida e que a vitória não vem num grito.


És uma Avenida Frei Serafim, por onde poetas tem caminhado!

Sorvendo de ti o néctar de estilo inconfundível dos teus escritos,

Põe o sangue, a vida e toda a tua alma... És Chaplin, és Carlitos.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.11.2011

domingo, 7 de junho de 2026

Nem tudo é belo


Quando penso na minha amada

Lembro dela sem vergonha

De dizer que era égua domada

E tinha uma cara de pamonha!


Não gostei dela porque era bela

Se fosse não a teria namorado

Namoraria a linda Manoella

Que me chamava de amado!


No mundo nem tudo e belo

Mas há sempre aquele elo

Ligando cada pessoa e coração


Em sentimento de amor e paixão

E assim a vida sorrir a pampa

Pois... Cada panela tem sua tampa.


Poeta Camilo Marins

Aqui, hoje 17.04.09

Nem tudo acabou

Quando pensei e senti,

Em minha vida refleti,

Pois Jesus me falou:

Nem tudo se acabou.


Tudo estava acabado pensei!

E solitário então andei,

Outrossim andei errante,

Mas de Jesus eu sou amante!


Quero não pensar no que passou.

E também que nem tudo acabou,

Pois ainda tenho esperança...

Mas não posso ter esta lembrança!


Nem tudo acabou, estou a dizer!

Isto para aqui eu permanecer,

Este é um segredo de valor,

Para mim, nem tudo acabou!

Nem tudo acabou


Quando pensei e senti,

Em minha vida refleti,

Pois Jesus me falou:

Nem tudo se acabou.


Tudo estava acabado pensei!

E solitário então andei,

Outrossim andei errante,

Mas de Jesus eu sou amante!


Quero não pensar no que passou.

E também que nem tudo acabou,

Pois ainda tenho esperança...

Mas não posso ter esta lembrança!


Nem tudo acabou, estou a dizer!

Isto para aqui eu permanecer,

Este é um segredo de valor,

Para mim, nem tudo acabou!

Nem sequer...


Ouvi seus gemidos sem me importar,

Senti as suas dores sem me torturar...

Nem sequer sabia dos seus sofrimentos!

E me assombrava com seus lamentos.


Quis na vida um dia saber se eras real,

E mergulhei em sentimentos vazios seus,

Sem imaginar em um amor assim ideal,

Lutando com todos os fantasmas meus!


Por pura crueldade passei a amar sua dor,

E a olhar nos olhos seus o reflexo de amor!

Que na escuridão do seu ser em convulsão,


Me diziam que havia uma flor em gestação,

Mas eu via apenas um espinho à luz do sol!

Ao final, foi se o sangue vermelho no arrebol.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.03.11

Nem sequer...


Ouvi seus gemidos sem me importar,

Senti as suas dores sem me torturar...

Nem sequer sabia dos seus sofrimentos!

E me assombrava com seus lamentos.


Quis na vida um dia saber se eras real,

E mergulhei em sentimentos vazios seus,

Sem imaginar em um amor assim ideal,

Lutando com todos os fantasmas meus!


Por pura crueldade passei a amar sua dor,

E a olhar nos olhos seus o reflexo de amor!

Que na escuridão do seu ser em convulsão,


Me diziam que havia uma flor em gestação,

Mas eu via apenas um espinho à luz do sol!

Ao final, foi se o sangue vermelho no arrebol.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.03.11

Nem sei...


Nem sei onde colocaram,

O corpo inerte de papai.

Suas palavras já calaram,

Nesta hora tudo se vai,


Planos, sonhos e ilusões,

Soluços, dores e abandono.

Ficam só as recordações,

Mergulho em profundo sono.


E eu vou ainda saber onde

Descansa aquele que um dia,

Brincava de esconde esconde


Comigo, e sempre me dizia,

Filho, seja sempre uma criança,

É assim que se tem esperança!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.10.09

Natureza


Quando olho terra, céu e mar... Medito, fico ZeN!

São de inimagináveis mistérios, esplendida belezA.

Há mais vidas no grande universo, isso é só makeT,

Vejo magníficas imagens de aves, há até rei, urubU!

Rios, lagos e cânions, se fundem ao grande maR...

No espaço sideral, estrelas cadentes ou não, se vE.

E comunicam entre si, enquanto uma sorrir outra diZ:

Que Deus Maravilhoso, criador do céu, mar e terrA!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje,21.03.2012

16:23 [Tarde]

[Estilo: Poesia em Teléstico] O Teléstico é outra forma poética derivada do Acróstico, que surgiu na antiga Grécia, nos séculos cinco e seis depois de Cristo. Telésticos são textos (poéticos ou não) que, na última letra de cada verso formam nomes ou frases, também, normalmente em poesias. Da mesma forma que nos Acrósticos e Mesósticos, os Telésticos falam de amor e de temas do dia a dia. Porém, também pode discorrer sobre datas comemorativas, despedidas e dar as boas-vindas. Os Telésticos seguem a mesma linha do Acróstico e Mesóstico, porém a palavra ou o verso chave é colocado no final do verso. Nada impede que um Teléstico seja também um Acróstico ou Mesóstico ou ainda os três juntos.

Nathascha


Sigo um vulto que não quero...

Na esperança vã de uma alegria,

Vejo que terei o que não espero,

À sombra de uma vil fantasia!


Não vejo assim nesse espelho,

O reflexo como de costume...

Apenas uma ilusão no vermelho,

Do quarto e a essência do perfume!


Deixado pelo amor que longe vai,

E na loucura do meu sonho bom...

Ouço até dos passos ainda o som!


E continuo sonhando... A chuva cai!

Estou ali, implorando seu beijo...

E acordo triste... No maior desejo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 13.10.09

Natalie


À minha amiga Mariana Barradas


Choro a dor de uma saudade que me engole...

Da divina supressão na pura divisão da alma,

Grito, um grito que só eu posso ouvir e o gole,

Doce da taça do vinho amargo... Não acalma!


Essa minha ilusão desta tua vontade de me ter...

Eis aí a razão da minha angústia, da saudade!!

A cama quente, o espaço aberto... Vai entender!!

Pura loucura já da minha antiga e doce vaidade.


Rompe se a alva da minha vida e a estrela se vai,

Em luminosa que se expande pelo sideral espaço...

Esqueço de mim mesmo e tento seguir seu passo!!


Mas é tudo em vão, meu abraço, o olhar que cai...

E o calor do amor que não mais existe, me mata!

Assim, como a música Natalie, já entendi, basta.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.01.2013

17:28 [Tarde]

Estilo: Soneto

Natal

Era Natal, uma noite fria

Todos alegres e felizes cantavam

Os sinos, com sua linda melodia

Maravilhosas músicas entoavam.


No céu as estrelas brilhavam

Numa aleluia sem igual

E todos juntos davam

Glória ao autor do Natal.


O sol nasceu mais alegre

E continuou como a sorrir

Mas o tempo como uma lebre

Não demorou a partir.


Foi, logo, não esperou muito não

Viu que o povo cantava

Uma linda canção

E pelo jeito a outro Natal não chegava.


Esperar seria em vão

Mas disse o tempo, sugerindo

E com uma boa razão

Que o povo o rito fosse seguindo.


Aí o povo cantou,

Até o sol desaparecer

Daquele Natal só saudades ficou

Pois aquele povo nunca mais viu o sol nascer.


(25/12/82 a 26/01/82 Governador Valadares)

Nasci assim...


Nasci sem calça

Nasci sem culpa

Nasci sem nada

Nasci sem causa

Nasci sem casa

Nasci sem pausa

Nasci sem visão

Nasci sem ambição

Nasci sem proibição

Nasci sem querer

Nasci sem saber

Nasci sem perceber

Nasci pra viver

Nasci pra querer

Nasci pra morrer

Nasci pra ter

Nasci pra saber

Nasci pra fazer

Nasci pra causa

Nasci pra casa

Nasci pra calça

Nasci pra culpa

Nasci pra multa

Nasci pra (nada?)

Nasci pra vida

Nasci pra lida

Nasci pra ida

Nasci pra praia

Nasci pra vaia

Nasci pra (gandaia?)

Nasci ontem

Nasci de dia

Nasci em Julho

Nasci na horizontal

Nasci de parto normal

Nasci... etc e tal.

Nasceu como?


Nasceu sem culpa

Nasceu sem roupa

Nasceu da virgem


Nasceu da hora

Nasceu senhor

Nasceu senhora.

Nasceu capaz


Nasceu beleza

Nasceu de dia

Nasceu na natureza


Nasceu rapaz

Nasceu da tia

Nasceu marrom?


Nasceu bem bom

Nasceu mulato?

Nasceu no prato?


Nasceu sofrendo

Nasceu morrendo.

Nasceu apanhando


Nasceu correndo

Nasceu arranhando

Nasceu perdendo


Nasceu escravo

Nasceu africano.

Nasceu no navio


Nasceu pavio

Nasceu com fome

Nasceu no rio


Nasceu sem nome

Nasceu no cio.

Nasceu dançante


Nasceu no Norte

Nasceu do céu

Nasceu pra morte


Nasceu sem véu

Nasceu amante.

Nasceu na lei


Nasceu sem rei

Nasceu pra vida

Nasceu na lida


Nasceu no gueto

Nasceu já preto.

Nasceu um crack?


Nasceu Barack

Nasceu na lama?

Nasceu Obama

Nasceu sem dente

Nasceu presidente.


Poeta Camilo Martins

Nas Alturas


Penso pensando pensado pensamento,

Querido queria quero querendo,

Morto morrido morrendo,

Lamentar lamento.


Vivo viver vivendo,

Sabotar sabatina sabotando,

Olharia olhadela olho olhando,

Saltar salto saltinho saltitar saltitando.


Falo fala falar falação falou falando,

Calar calou calado calando,

Piscar piscado piscando,

Assobio assobiando.


Viajou viajando,

Vigiar vigiado vigiando,

Chutado chute chutar chutando,

Pescaria pescada pescar pescando,


Acredito acreditar acreditei acreditando,

Feliz felicidade felicitando,

Sorrir sorriso sorrindo,

Louca loucura.


Alta altura,

Gordo gordura,

Baixo baixinha baixura,

Despescoçado despescoçando.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.10.09

Nas águas do Rio Poty


Chego à beira do rio e olho, como se alcançasse o fundo,

No fundo, sei que nunca mais a verei tão bela em encanto,

Enquanto eu viver, serás, à beira do rio, o meu mundo...

No mundo, foi ali que a vi, pela última vez, ai meu pranto!


Santo é o pedaço de chão que piso! E o rio que o diga!

Diga pra mim, para onde ela foi... Em que universo está.

Estás pelo infinito, na imensidão da alva! Tudo me intriga.

Intrigado eu a vi ali em momentos delirantes! Não se vá...


E vais assim mesmo, contrariando o meu sentimento bom!

Eu ali... À beira do rio! Olho no horizonte a esperar um anjo,

De um anjo eu ouço ao longe do bater de asas um som...


O coração dispara e uma grande esperança logo esbanjo...

Mas o esbanjar alegria, não passa de uma vil alucinação!

Meu amor não voltará! Foi o rio que me trouxe sedução.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.04.2012

22:32 [Noite]

Estilo: Soneto

Naquele Tempo


O lampião aceso no canto da mesa

A vida bem devagar ia passando

A fornalha de lenha da vovó acesa,

À noitinha os compadres proseando.


Terreiro cheinho e fora o lampião!

Casinha de palha, reflete o luar...

A saudade me bate daquele rincão,

E fico lembrando, começo a chorar.


Que Deus me perdoe, nada e eterno,

Mas jamais neste mundo eu trocarei

Aquela vida, por este tempo moderno!


Nem qualidade nem essência mudarei

Naquele tempo era que se vivia bem

Hoje vida boa, e certo, não se tem.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.04.09

Naquela Tarde


Tu parecias mais bela que antes sempre fora,

Juro que nem reconheci ao vê la à distância,

E neste momento toda a nossa vida se aflora,

Em visões reais, vividas longe, na infância...


Recordo aquela tarde... Sol e beijos ardentes!

Cenas que o tempo de nossas vidas não apagará,

Na profundidade da marca que ficou nas mentes,

E em todo o espaço ninguém nunca assim amará.


Aqueles sons que nós ouvíamos parecem presentes

Hoje em meus ouvidos, como se os estivesse ouvindo,

E o tempo não tivesse passado e ainda ver te partindo!


É mistério! Aquela tarde, com certeza era encantada!

As coisas ao redor de nós naquela tarde estão ausentes,

Menos a beleza do amor no teu rosto bem estampada.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.07.09

Naquela Manhã...

 

Era chuva, era sol, era frio, calor e solidão,

Caminhando na estrada pedregosa e triste,

Não me lembre mais disso, meu coração!

Foi aí que descobri que o mal vive e existe.


Naquela manhã ao ver todas as estações,

Numa via dolorosa, mas assas verdadeira,

Uni em mim todas as escondidas emoções,

E caminhei... Desci e subi aquela ladeira!


Luzes do meu passado se acenderam em vão,

Eu não precisava delas, vivia ali a realidade...

Em todas as dimensões! Não era mais ilusão!


O caminho estava triste sim, mas sem maldade.

Era uma manhã de um encontro sem outro igual,

Estava ali o que fui, o que sou e longe, um ideal.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 10.07.09

Não voltaria...


Lá ia ela, eu olhava apenas a sua silhueta linda...

A desaparecer no horizonte brilhante da rua,

Alumiada por luas, sois, estrelas... O dia finda...

E o pensamento para, na memória dela toda nua!


Ah! Quantas vezes na escuridão dos meus eclipses...

Enquanto a lua encobria o sol... Eu me escondia,

Na própria luz do seu amor, em forma de elipses!

Mas me perdia em meio a astros e a melancolia...


Sabia, no fundo da alma, de um rancoroso coração...

Atingido pelo cometa do desamor, que não voltaria!

A léguas de distância, lembranças de fogo do vulcão,


Que remexia em larvas ardentes, entre uivos e gritaria,

Os nossos momentos de completa satisfação e prazer!

E que o tempo, jamais, no universo, vai de volta trazer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 10.04.2014

19h10min [Noite]

Estilo: Soneto

Não tens...


Tenho certeza agora, não tens coração,

Meu anjo, onde está tua alma gentil?

Vês meu sofrimento, minha solidão,

Encolhido no meu sentimento frio...


Não, não tens nada dentro do peito!

Olhaste me com desprezo, era engano

Tudo o que vi no teu rosto bem feito...

Percebi... Eu não estava no teu plano.


Fui louco acreditar em conto de fadas,

Vivi renunciando a mim, para te ter...

Todas as minhas vontades sacrificadas,


Para as tuas belas ideias realizadas ver.

O que vou levar desta triste vida então?

Terrível lamento, de uma cruel desilusão...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.07.09

Não te vi...


Mais bela assim,

Eu nunca te vi,

Te quero pra mim,

Meu bem te vi!


Vens bem cheirosa,

Que eu te amo,

Tu és charmosa,

Eu não reclamo!


Tenho muita sorte,

Deste teu amor,

Fico até sem norte,

Que beleza de flor!


Não me desprezes,

Nem me machuque,

É que muitas vezes,

Perco o batuque...

A razão, a cabeça,

Ciúmes, quem sabe,


Talvez nem mereça...

No coração não cabe!

Tamanho é o desejo,

De ter te a vida inteira,


Viver somente de beijo...

E tu sempre faceira!

Tão feliz assim não vi,

Teu olhar maroto...


Nunca mais percebi,

Vem aqui meu broto!

Diz que aceita, diz...


Vamos sim, ser feliz,

É o que quero, atriz...

E tu sempre quis!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.10.09

Não Sei Porque



O telefone não tocou

O dia inteiro eu esperei.

Fui para a janela, sem ela

Ver e ouvir a chuva

Ouvir e ver os relâmpagos


Raios e trovões e só!

O dia inteiro esperei,

Mas o telefone não tocou.

Fui pra sala ver televisão,

E vi o de sempre, nada novo.


Cenas de sangue, morte,

Traições, assaltos e só!

No telefone, nenhuma

Palavra o dia todo.

Fui ver a cidade e vi,

No lugar das árvores


Haviam prédios, cimento,

Asfalto, desamor e só!

Sem telefonema nenhum

Fui para o computador.

Escrevi, escrevi e nada,

Nenhuma visão do futuro,

Faltou energia, perdi tudo

E fiquei ainda mais só!


Preocupado eu estava

E me perguntei: será que

Eu estou esperando algum

Telefonema? E lembrei que

Não, eu não estava esperando

Alguém ligar pra mim...Só!!

Não sei...


Não sei o que aconteceu com a minha cabeça...

Fiquei tão obcecado, talvez eu nem mereça!

A felicidade deve ser coisa de quem é bonito...

Quem é feio a encontrará só no céu, no infinito!


Não sei o que aconteceu com o meu coração...

Atônito te olhando... Pensando em uma canção!

Talvez essa coisa de canção seja para os felizes,

Que Deus perdoe minha tristeza, meus deslizes...


Não sei o que aconteceu com o meu próprio rumo...

Quando te vi, andei em círculos... Perdi o prumo!

Cai aqui nesse profundo poço das ilusões perdidas...


Não sei o que aconteceu com a minha força bruta...

Quem sabe só quem a tem é o tolo, sem medidas!

Ah! Nós dois perdidos outra vez naquela bela gruta!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.04.2016

18h36min [Noite]

Estilo: Soneto

Não se Toca


A menina grita

Bem alto, para

O teatro inteiro

Ouvir...

Camila, para!

Eu me aproximo

E me apresento,

Oi, Camila,

Muito prazer

Camilo!

E ela com

Uma interrogação

Do tamanho

Do Piauí diz,

Ue, como e que

você sabe

meu nome?...

Se toca, ne?

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.12.08

Não por vós

 

O que faço,

Faço!

Não por

Vós


Almas tristes

E detestáveis.

O que faço

É pouco


Em

Nome de Jesus

E por Ele.

Vós não

Mereceis


Sois

Mortais

Incompetentes.

Administradores

Impiedosos.


Ai de vós

Se Deus

Não tiver

Misericórdia!


Sereis

Provados

Se sois

Honestos e


Sinceros no

Vosso

Proceder.

E se não,


Com fogo

Sereis

Queimados

Sem dó

nem

Piedade.

Não partas antes de mim


Vê se não me deixa agora

Não e assim que se vai embora

Da vida a dois não se despede assim

Seria triste e trágico para mim.


Pensei mesmo que naquele momento

Fosse te perder, que sofrimento!

Que angustia no meu coração

Perdeste à forca e a respiração.


Olhei te e em lagrimas ao te ver quase partir

Sem saber o que fazer, no peito senti

Uma aflição que não sei descrever

Ao te ver assim desfalecer.


Amor de minha vida faço um trato

Não vás antes de mim, deixa que eu parto

Não suportaria a dor da solidão

Sem teu carinho, tua compreensão.


Da nossa união veio lindos filhos

Que criamos ali, nos trilhos

Da divina luz de Jesus o salvador

Envelheçamos juntos sem tristeza ou dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 18.10.08

Não, não me lembro!


Não lembro do teu rosto,

Não lembro dos teus lábios

Não lembro dos teus gostos

Dos teus conselhos “sábios”.


Não lembro da canção

Não lembro do teu peito

Não lembro do coração

Debruçado sobre o leito.


Não lembro nem mesmo assim

Daquelas coisas de outrora...

Pois nesse momento, pra mim,

Acabou se, foi tudo embora.


Não lembro de tristeza

Muito menos de alegria

Que me dizes com certeza

A sorrir sempre as trazia!


Não me lembro da manhã

Nem da minha, nem da tua!

Não me lembro da maçã

Que dividimos na nossa rua!


Não me lembro mais de nada

Nem se eras bela ou mesmo má!

Se assim, até, como uma fada,

Estavas aqui e ainda estavas lá!


Não me lembro mais, mulher!

Porque me torturas tanto?

Pois a minha vida agora é...

Apenas derramar meu pranto.


Por um amor que nunca foi meu!

E não tenho direito de lembrar

Do que nem sequer aconteceu!

Só me resta mesmo agora chorar.


Camilo Martins Netto

11.01.05

Não mesmo...


No princípio era o vento e o vento me deixava louco,

Ia a lugares que eu não desejava, mas me levava...

Minhas fantasias eu simplesmente não dominava!

Não, eu não sou assim tão puro, espere um pouco...


Aquele vento do princípio era que me enlouquecia,

Porque tu eras a única mulher de minha fantasia...

E a ausência de minha alma em mim era ocupada

Por tua presença, dentro de tua vida consagrada...


Não quero magoar teu coração que vejo, é puro!

Mas o vento da minha solidão é que me empurra...

Não tenho forças em mim, amor, não me seguro!


Meu desejo é forte, assim como um leão que urra...

No princípio do vento, a loucura de um ser sem rumo,

Seguindo teu aroma, quero o princípio do teu plumo...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.07.2016

11h25min [Manhã]

Estilo: Soneto

Não me Surpreenda


Não venha com essa, meu destino,

De fazer por misericórdia ou graça!

Ou mesmo dizer que é simples sorte.

A vida em si é um grande desatino!

A quem simpatizar ama e abraça...

Se não gostar, o fim é só a morte.


Quem me dera viver só por viver!

Sem compromisso com esse mundo,

Ou surpresa desagradável pela frente,

Mas sei que em breve vou morrer!

Deitado, esquecido num buraco fundo,

Sem nenhuma poesia na minha mente.


Nada mais me surpreende meu amor,

Tenho a chave para os traumas trancar,

E numa redoma de cristal nos proteger!

Longe do mal, da decepção e dessa dor.

Perto das estrelas e do nosso lindo luar!

Onde ficamos a nos amar até o amanhecer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.07.09

Não Lembro


Do amor,

Da flor,

Da cor,

Da dor.

Que acabou,

Que murchou,

Que desbotou,

Que passou.

Do sangue,

Do mangue,

Do tang

Que jorrou,

Que secou,

Que azedou.

Do pão,

Do cão,

Que mofou,

Que ladrou.

Da paz,

Que medrou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.06.2011

Não imagine


Não imagino que não existe paraíso,

não é fácil imaginar, nem tentando!

Pois assim teria que imaginar um inferno.

O céu sempre esteve acima de nós...

É difícil imaginar as pessoas vivendo apenas

o hoje, se temos que preservar para o amanhã.


Não posso imaginar um mundo sem países,

assim não haveria diversidade de povos,

amizades a se fazer, irmãos a conhecer e amar.

Jamais poderia imaginar um mundo sem religião,

extinguiria assim o livre direito à fé e à crença.

Imagino as pessoas vivendo em paz se houver amor.


Você pode dizer todas essas coisas em nome

da sua filosofia de vida, na qual nem você acredita.

Para que as pessoas pensem que você é um sonhador

e ainda dizer que não é o único que pensa assim.

Eu não tenho a esperança de que todos do mundo

um dia se juntarão e o mundo será como um só.


Não imagino a inexistência de pessoas com posses, o

problema não está na posse e sim na má administração

e no mal uso das mesmas que alimenta a ganancia e a

prepotência ao mesmo tempo que deixa milhões de

famintos pelo mundo à fora e faz dos irmãos, inimigos

mortais e não deixa que todos compartilhem de tudo.

Não fuja de si, confia em Deus

 

Na busca louca da alegria

Para realizar uma fantasia

Um mergulho na imensidão

Traindo assim o coração.


Um subterfugiu de agonia

Para fugir de alguma ironia

Que o cruel destino não satisfez

Nessa pior desgraça a insensatez.


Não vale a pena com certeza

Perder o que a vida Poe a mesa

As maravilhas que infinitamente

Teremos pra sempre e eternamente.


Oh, pai perdoa a nossa inocência

E nos tenha em sua santa paciência

A misericórdia que a todos dispensa

Pensai em nos e nos doai a crença.


Não leve em conta a nossa ignorância

Que nos faz viver nessa arrogância

De preferir o que nos faz infeliz

E não o que o bom Jesus nos diz.


Perdoa Deus a nossa decisão errada

De pensar e buscar auxilio noutra parada

Sabendo muito que com certeza, tudo isso

Deus dará fim, no fim e seu compromisso.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 19.10.08

Não fossem...


Ah! Se não fossem as lembranças que eu tenho,

O coração já tinha parado há muito tempo atrás!

E é por isso que devagar, mas sempre venho...

Revirando as minhas páginas, as boas e as más.


Não fossem os amigos queridos da bela infância,

Os momentos felizes envoltos em “louros e glória”,

Presentes em minha mente, mesmo na distância,

E meus dias hoje, seriam tristonhos e sem vitória.


Não fossem as forças que me vem desse lembrar,

O renovar pela contemplação de minhas visões,

Como se fossem cenas de verdade pairando no ar,


E eu já teria desistido de lutar, pensando ser ilusões.

Não fossem os acontecimentos que hoje bem testifico,

Duvidaria desse presente... Mas é real, é magnífico!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.07.09

Não foi por mal...


Ah! Minha querida, não foi por maldade,

Não fantasiei nenhuma cavalgada louca!

Apenas ouvi aquela tua voz quase rouca,

Que há muito já me trazia paz e felicidade.


Nunca imaginei fazer até disso uma poesia,

Já se foi o tempo em que eu me apaixonava,

Por vezes o destino me dava e depois tirava...

E passei da solidez do mar a simples maresia!


Não acredito mais em meus puros sentimentos,

Tento até esquecer quem sou, mas não consigo!

De repente me pego traindo meus pensamentos,


Acredite, não foi por mal que te falei de amor...

Um amor que conheço bem, mas já não persigo!

Apesar do coração ferido e sangrando em dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.07.09

Não faço...


Não faço poesia por encomenda, mas só de teimoso,

É que fiz essa pelo choro do Stenio Wagner Cardoso!

Disse me que se é que eu fosse bom assim em poesia,

Fazer uma com o nome dele, ninguém assim me desafia!


Pediu que no poema tivesse a terra dele, o Rio de Janeiro,

Só que o que eu sei é diferente, sobre qual lugar ele nasceu,

Pra ver como o destino é assim mesmo muito traiçoeiro...

E outra opção de resposta ele realmente não me ofereceu!


Diz que é carioca, mas vou fazer uma doce e bela revelação,

E quem me disse foi aquele mesmo passarinho, o bem ti vi...

O seu sotaque é bem próprio do nosso povo lá do Piauí!


Numa cidade conhecida minha... A querida Regeneração!

Onde conheci sua mãe, sua avó, e o avô Francisco Cajueiro,

Portanto, para de dizer por aí que você é do Rio de Janeiro!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 27.07.2011

Não é o Fim


Vejo o rio em seu curso descendo veloz,

Sai tranquilo lá da nascente e vai à foz.

Deságua sua gota d’agua no imenso oceano,

Parece morrer ali... Sem saída ou um plano...


Mas o que é aparente não é assim tão real,

Pois o rio é resignado e sabe que é desigual,

E desviar de destino tão logicamente certo,

Não tem sentido, estando longe ou bem perto.


Mergulha então todo volumoso no seu destino

Para uma nova vida, novos horizontes, e o sino,

A anunciar um novo recomeço ao velho rio...


Mudança radical, agora não mais doce, é sal,

O mundo todo é o limite! Quente, não mais frio...

E não mais preso a um leito, o rio é sem igual.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.06.09

Não Dispense o Guia


Era para ser uma experiência maravilhosa

Um aprendizado para uma grande tese

Um jovem rapaz com ideia esplendorosa

Vai muito além sem que o futuro pese.


Visita países, conhece pessoas e lugares,

Sente prazeres, odores e vê sofrimentos...

Com inteligência capta fácil nos ares,

Planeja bons resultados para os lamentos!


Uma falha comete e é fatalmente punido,

Ao escalar montanha grande e perigosa,

Dispensando o guia, logo está perdido!


Imaginou que não tinha espinho a rosa.

Não recebeu os louros da vitória, o prêmio,

Morreu de fome e frio aquele “sábio” gênio.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.08.09

Não Digo

Eu imaginei que um dia, tudo fosse bem diferente...

Iria eu chegar sorrateiro, e teus braços estariam ali,

A me esperar, me amparar! Tudo estava em mente.

Aquela louca imaginação me deixava em frenesi...


Quantas vezes eu fosse, sempre acabava voltando...

Havia uma força dentro de mim, maior que eu mesmo,

Por mais que eu morresse, terminava ressuscitando!

E... Ficava como um zumbi, por aí, andando a esmo...


Frívolas palavras, ouvi de teus próprios lábios doces!

Como se já não bastasse minha fria e inerte loucura...

Ah! Se não existisses e apenas uma miragem fosses!


Estou certo, não sofreria assim, hoje, tanta amargura...

Beduíno de saarístico deserto, vou solitário outra vez!

Não digo: Não volto... Mas vou curtir um pouco a viuvez.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.02.2012

domingo, 24 de maio de 2026

Não Creio


Esfrego os olhos, disfarço as lágrimas, pergunto a mim mesmo,

Onde errei, Deus, para que fosse assim ficando ao léu, louco?

E meu sentimento, onde estava, num inferno, andando a esmo?

Maravilhosa ilusão, indescritível visão, só cegueira... É pouco!


Quem me dera o poder de me aproximar da boa amiga lua...

Ficaria de lá apenas a observar os teus inevitáveis castigos!

Eu que sempre te declarei com amor: Minha vida é toda tua!

Ah! Como fostes cruel! Eu Imaginei que fôssemos amigos...


Íntimos assim, como a árvore e a seiva, o néctar e o beija flor!

Não posso crer que durante toda a vida, apenas me enganaste,

Onde estava teu coração, nunca pesastes minha eterna dor?!


Cada vez que me recordo, é um pedaço de mim que se vai...

Não sou hoje, mais que uma triste flor que tu despetalaste!

Sim, minha mágoa segue para o espaço infinito e nunca cai.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.05.2012

18:13 [Noite]

Estilo: Soneto

Não a reconheci...


Olhei bem aquele vulto,

me parecia bem familiar,

Mas com os meus olhos

marejados de emoção,

Eu não a reconheci,

esqueci o desenho do rosto

Daquela que um dia estava

sempre a me humilhar,

Chora alma, aquilo não

era gente, nem cristão...

Ainda trago no sentimento

e na boca o amargo gosto!


Eu sabia do risco e arrisquei,

Pensei que podia enganar

O destino, pobre infeliz eu fui,

Plantar uma paixão impossível,

Pra sofrer, pra rir e para chorar...

Quanta dor a mim mesmo busquei!

Louco, sem perceber me feri, ui...

Hoje, numa solidão compreensível,

Sei o que significa morrer de amor!

Somente quem vive uma vida assim,

De tantas idas e vindas ao léu... Sabe

o que é ter consigo apenas o céu...


Céu sem luar, sem estrelas e tal,

É ter assim a vida sem rumo,

Uma canoa no rio e não ter plumo,

Navegar em águas assim é terrível...

Viajar em lendas, ir ao sobrenatural!

Juro, a mente estava confusa...

Eu não a reconheci, de verdade,

Acredite, olhei tudo, a calça, a blusa!

Vi os cabelos, os olhos, barbaridade!

Fiquei perplexo, não era a mesma...

Mas quando olhei a sua boca,

Acordei! Que sonho, és louca?!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.08.2015

22h02min [Noite]

Estilo: Livre

Não...

Não me olhe com este olhar sereno,

Não vês que eu sou muito pequeno?!

E o coração certamente não resiste...

Ao verde olhar que à paixão insiste.


Não queira perturbar meu pensamento,

Mais um amor em minha vida é lamento!

Da escuridão do meu quarto eu te vejo,

No íntimo do meu bom sonho te desejo!


És sereia a encantar-me com teu canto,

Nesse mar de minha vida só de pranto!

Grito bem alto para o mesmo sufocar...


E nesta angustia de uma luta desigual,

Perco as forças quase vencido pelo mal...

Um mal de amor e morrer de tanto amar.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.09

Nada se Compara


A minha tristeza

E incomum

Nunca vi

No céu

No fel

Da boca

Sem satisfação

Sem ação

Sem coração

Nem canção.

Cabeça longe

Do rumo

Do caminho

Da ida

Da vinda

Da vida.

Nada se compara

Ao mergulho

Dentro de mim

E fora

Do universo

Do verso.

Sem saber

Onde esta

A outra metade

Do meu

Pensamento.

Nada se compara

Ao lamento

Da solidão

Que no ser

Não sei

Preencher.

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.05.09

 Nada Além...

A música é infernal

Na letra e no volume,

Na esquina de baixo.

As crianças jogam bola

Exaustivamente sobem e

Descem a íngreme rua abaixo.


As velhas fofoqueiras olham

E comentam de todos que

Passam longe e perto rua afora.

Dois brigam por uma e vão

Cambaleando e discutindo e

Tomando um fora vão embora.


1. No rádio nenhuma notícia,

2. Uma chiadeira sem tamanho,

3. Tudo isso é muito estranho.

4. Um telefone toca e toca

5. Insistentemente e ninguém

6. Atende...Pensei em tomar banho!

 O cachorro late e a infernal

 Música continua... Passa uma

 Carroça, um caminhão e um cão.

 E agora no rádio a notícia...

 Acharam um corpo na lagoa

 E desse já parou o coração.

Só ilusão, vida pensamento

Sepultamento e lamento


Fica a rua, a nua, a bola, a música

A notícia e vai a vida e tida como

Se nem fosse difícil ter sido vivida.

Fingida e veloz, como um raio...

Naamah


[A mulher de Noé]

Da descendência de Caim vem esta mulher incrível...

De espírito nobre, é forte, vê o que é a todos invisível!

Feliz ao lado do marido, o bom, doce e paciente Noé,

Apoiando seu plano, ordem do Altíssimo, com toda fé!


Impressionante fidelidade, sem julgamento, só dedicação,

Pode passar por dificuldades, mas, tem muita resignação!

Nunca vai duvidar do seu esposo, apenas sabe confiar...

Tesouro preparado por Deus para esse momento, e amar


É o exemplo a ser copiado para esse conturbado mundo,

Mulher cheia de beleza, ajudadora, de um amor profundo!

Por ser leal a Deus e ao marido Noé, participou da bênção,


Reservada a todos que se colocam ao lado do Deus vivo!

Naamah, participou da divina intervenção, terá a redenção,

Pelo apoio incondicional, seu posicionamento digno e altivo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.11.2023

19:35hs [Noite]

Estilo: Soneto

Na Velocidade


Velocidade

do som

Velocidade

do tom

Velocidade

da luz

Velocidade

da cruz

Velocidade

da dor

Velocidade

do amor.

Velocidade

do raio

Velocidade

de maio

Velocidade

da chama

Velocidade

da cama

Velocidade

do fogo

Velocidade

do jogo

Velocidade

da idade

Velocidade

da maldade

Velocidade

da velhice

Velocidade

da idiotice


Velocidade, ferocidade

Fidelidade, capacidade

Oportunidade, mentalidade

Felicidade, eternidade.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.12.08

Na Madrugada


Só gosta da noite

Quem espera

Ansiosamente

Pelas estrelas.


Olhar no céu, a lua...

Os astros enfim,

É belo o dia porque

Depois vem a noite!


Oh, Deus, quantas

Madrugadas, sem fim,

Fitei o céu assim

Imenso e tão taful.


Só gosta do dia

Quem sabe que pela

Manhã haverá um

Sol lindo a brilhar.


Nuvens em suas

Belas formações,

Negras, brancas,

Cinzas ou tudo azul.


Só gosta da vida

Quem sabe sorrir,

Abraçar, beijar,

Amar tudo e a todos.


Só gosta do perfeito

Quem sabe admirar

Não com os olhos

Mas com o coração.


Sabendo que a perfeição

Está não no que se vê...

Mas que o essencial

É invisível aos olhos.


Só gosta da solidão,

Quem olha pra dentro

De si e só vê ele mesmo

Perdido em um enorme EU.


Camilo Martins

Aqui, hoje 28.09.07

Na Guerra


É triste pensar em algo

Como a tal guerra cruel

Que, ou seja, pobre ou fidalgo

A ela tem que ser fiel


Oh, que mundo mal

Exclamou todos ante a guerra

E quer seja homem ou animal

Sofre por sua causa na terra


E foi pela maldade do homem

Que uma vez ao raiar do dia

“Comandantes e seus soldados tomem”

Soldados todos em vigia.


Era a voz do general

Que dizia com bravura

Todos fora do arraial

Eis uma grande aventura.


Falava ele aos soldados

Que sem pena deviam guerrear

E não ouvissem os brados

Mas ao inimigo matar.


Depois de ele ter falado

E as instruções todas dar

Um silêncio, todos calados

O plano agora era atacar.


Não durou muito e então

Todos à batalha seguiram

Para entregar o coração

E a própria vida como o instruíram.


No campo da batalha porém

Todos lutavam com vigor

Não perdoando a ninguém

E esquecendo que existia o amor


Um soldado no entanto

Que já há cinco dias guerreava

Foi tomado de espanto

Por algo que se passava


Mas no seu dever de soldado

E como a guerra pedia

Tinha o aparente malvado

Que ultrapassava aquela guerra fria


Era um pobre soldado caído

Que chorava de tristeza

Pois tinha o coração moído

Porque na sua vida tinha uma riqueza


Um grito foi ouvido

Em meio a fúria do lugar

Aquele soldado ferido

Pedia para o perdoar


Contou brevemente a sua história

Ao inimigo que com uma arma apontava

E como não tirava da memória

A filhinha que tanto amava


Com isso tirou do bolso

Uma fotografia que possuía

Entregou-a ao soldado moço

Que as lágrimas já envolvia


E triste com tudo o que ouviu

Jogou a arma no chão

E não tardou, ele sentiu

Comovido o seu coração


Como que não bastasse

Viu que seu inimigo

Mesmo que ainda respirasse

Padecia como mendigo


Era o brado derradeiro

Daquele pobre sofredor

Palavras que no mundo inteiro

Soaram com muito vigor


Dizia ele: Oh, soldado, foste infiel

Aos homens que nada são

Mas não ao Deus lá do céu

Que vê o teu coração


Infiel por não ter me matado

Apesar de ser teu inimigo

Mas outro já havia passado

E no peito me ferido


Quanto a minha filha, continuou

Eu a amo, mas vejo agora

Que tudo mesmo terminou

Pois sinto que chegou a minha hora


E dito isto, deu o último suspiro

Adormeceu para sempre ali

O soldado que não dera um tiro

Mas que viera só pra servir


O soldado expectante

Ao terminar a trágica cena

Viu quanto é importante

Mesmo na guerra ter pena


Tudo acabou, felizmente

Mas no coração do soldado

Restava lembrança fervente

Daquele que de inimigo, amigo foi amado.


Raimundo Camilo Martins Neto

09/09/82

Na Cheia do Rio

 

Eu via descer naquelas águas

Capins canaranas em montões

Descia água suja dos grotões

Paus podres e muitas tabuas


Na cheia do rio descia objetos

E cobras, lagartos e muçuns

Palmeiras bonitas de tucuns

Das cidades e vilas os dejetos.


Coitado, eu pensava, era do lugar

Para onde tudo isso com a água ia

Nem o mar com certeza aguentaria


E ao receber, quem sabe, iria vomitar.

Sou tal qual esse mar, estou enojado

Do que recebo no mundo, deste lado.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.01.09

Na Beira do Rio


A minha amiga Socorro Holanda


A menina, o poeta e o rio

Deitados na fresca relva

A vontade, o desejo e o cio

Revelam-se bicho da selva.


Nas pedras águas espumando

Nos troncos, nos capinzais

E os dois ali se amando...

Passados os tristes ais.


Na beira do nosso rio querido

Ao pôr do sol, nascer da lua...

O rio Parnaíba... Comprido...


Ali as estrelas, a minha, a tua...

Tudo o que era doce o rio levou

E nas águas, só a saudade ficou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 27.02.09

Na antiga Feitoria dos Leal


(Agricolândia/Piauí)


Seo Otávio que era Latão,

Um outro era Pedro Flor,

Venceslau encaretado,

Bom dia seo Chico Moura!


Tinha Nezin, que era Barradas,

Antônio de sobrenome Brito,

O Manoel que é Jaime,

E o grande Chicão, Alencar!


O Walter do prefeito Chicão,

Seguiu os passos do seu pai,

Hoje é prefeito e com dedicação,

Meu amigo de infância e do coração!


Osni ali pela coletoria,

Com umas filhas bonitas...

E seo Santana no cartório!

Tinha seu Lau, que era Estanislau!


Mãe Pêda que era a parteira,

Seo Êldo extraia dentes,

E Pedim Melancia na cachaça!

Conheci o prefeito Evaristo Reis!


Tinha lá seo Elesbão e também Damião,

Saindo da cidade a casa de Zeca Veloso!

Antoinzão de Maria das Neves e o facão,

não saía da cintura e a maldita cachaça!!


O Cotó que era amigo de todos,

Amadeu, o mão de vaca,

Com o apelido de nó cego,

num comércio ali no mercado!


Ao lado da prefeitura, lá está,

Sentado em sua cadeira preguiçosa,

Mariano Panta, que maravilha...

Ao lado da mãe de Zé Donila, meu irmão.


Olha lá o Manezin da Otava na festa!

Toin Pelado, Bonfim, que tragédia!

Seo Raimundim de dona Zumira,

E o grande Biel filho de dona Antônia!


Pra quem se lembra do Zé de Lica,

Antônio Luciano, perto da praça...

Zé Bernardo, contando estórias,

E Zé Vaniz fazia grandes festas!


Zé de Joana e suas boas paneladas!

E na farmácia o amigo Ciço Beleza...

O Nilo ficava ali ao lado do mercado!

E o grande amigo professor Joaquim.


Tia Pasça e seo Leonardo por ali,

Seo Cãindo de dona Loura, por lá!

Tinha João Barradas e dona Nenê...

É tanta gente, difícil é lembrar todos!


Lembro que o Manoel era Pandeiro,

Meu pai José, era Zé Curica...

E o tio Antônio, que é dos Camilo!

Chico Bené e o Chico dos Pulucena...


Zé Honorato, que tocava sanfona,

Dona Esmeralda na porta do casarão,

E lá na baixa, seo Zé Eduardo,

Matando boi pra vender à todos!


Seo Onório, pai de Belita, Luisão...

O Gonçalo Quirino, na lagoa redonda,

Ciço Rosa, vendendo frutas e verduras!

E Salvador casado com Lídia, minha prima.


Lembra-se de Pedro Lúcio, de Doliro,

Zé Bezerra, meu primo Arimathéa,

Que partiu antes do combinado,

Cilene, a nossa amiga professora?


Zé Vicente e suas lindas filhas,

Que eu ficava bem ali só de ôi...

Mas elas nunca me deram bola,

Eu sempre fui feio e sem sorte!


Tenente Chico Preto chegou por lá,

Raimundo bento lá já vivia...

Antônio Maltide, na rua da dona Bilá,

Que por sinal, era a minha tia!


Tinha Pastora, que era Pereira Lima,

Na avenida principal tia Antônia Camilo,

Quem passava dava a Bênção,

No interior ainda é assim, Deus abençoe!


Lembro do seo Zé Gonçalo, na faveira,

Do povo lá do tamboril e do boi morto...

Seo Bruno cá no buraco d’agua,

E seo Raimundim na estaca zero!


Nosso primeiro prefeito seo Mundico,

Grande médico doutor José Alberto...

Por lá passou o doutor Juarez, saudades!

E também doutor Antônio Barradas.


Gente importante, doutor Luiz Francisco,

Procurador do estado do Piauí, Brasil!

Agricolândia, terra de muitas revelações,

Em todas as áreas do conhecimento!


Doutor José do Egito Castro e Sousa, Gito,

Da grande e importante família dos Barradas,

Promotor de justiça em Sacramento, Minas Gerais,

Superando todos os prognósticos de que não viveria!


Exportadora de conhecimento para mundo!

E a mente vai surfando nas ondas do tempo,

Procurando pessoas na memória, anotar

Lembranças de um tempo distante e perto!


E lembro do Seo Cabriola na pitombeira,

Que foi muito amigo de papai...

O juiz de paz Miguel que me casou!

E Solimar minha querida prima por lá.


Ocione com seu grande comércio,

ainda vive por lá, ajudando sempre

as pessoas, com coração de bondade!

E dona Joana já partiu... Só saudade.


Tia Marcela se foi, mas Bidô tá por lá!

E Cassemiro Barradas, da dona Chiquinha,

Que morreu no mesmo dia que eu nasci...

Ali do lado o Raimundo das bicicletas!


Seo João Marques, que também foi prefeito,

E o Santos de tia Maía, mecânico de primeira!

Meu Deus do céu, quanta gente já partiu!

Até meu querido tio Elias Camilo já se foi!


Antônio Inácio, caçador, com João Mamede,

Tinha também seo Chico Paulo, Chico Isaque,

E meu amigo Joãozim de Pedro Flor,

Que lá no meu tempo foi até vereador!


Fransquim do Moura e minha amiga Toinha!

Dona Eunice, mulher de muita força e fé!

Seo Guilherme, tranquilo homem da roça...

Lembro-me de Alonso, de baladeira na mão!


Raimundo bigodão, morto covardemente...

Por lá passou o Abel, consertando rádio e tv!

A querida vó Egídia, tratando todos com amor!

E meus dois avôs que também eram Raimundo.


Antônio Guilherme, um político de mão cheia!

Zezim do buraco d’agua que novo se matou...

Seo Aristides, que nem sei que fim levou!

E o nosso grande Janga que ainda tá por lá!


Minha saudosa vó Luiza, carinhosamente Mãe Iza!

Boazinha com todo mundo, admirada por todos!

Dona Felícia, que era dos Pandeiros, no alto fresco,

Casada com o meu tio Elmir, gente boa demais!


Antônio José Martins Pessoa... Careca, O louco!

Zé pegado, Chico Laurindo, Raimundo Barradas,

Mário Artur, Luiz Melancia, Zé Inácio e Francílio,

E uma lenda de lá, chamada Maria do Nelo!!


Na avenida principal, seo Êmar, com dona Luiza,

Que fazia festa de são Lázaro e servia um banquete

Para todos os cães da cidade e nós, meninos, íamos lá!

Mas primeiro serviam os cachorros, depois era nossa vez!


Meu amigo Creginaldo, que ainda está por lá!

Grande Zé de Maria e meu afilhado Neto...

Ivan, o terrível! Wilson, o Mendes e Edinaldo!

Kledson, Geailson e o famoso Luiz Dicosa!


Eu, Camilo Neto, nascido e criado ali na feitoria,

Numa casinha de adobe, ao lado da igrejinha da baixa!

Longe de tudo e de todos há décadas e pensando...

Buscando na lembrança abraçar o meu passado.


Tantos da geração passada e outros dessa agora!

A vida passa depressa, a gente nem vê a hora...

Quando volto pra Feitoria, que hoje é Agricolândia,

Vejo só desconhecidos, outros estão mundo afora!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.10.2017

10h46min [Manhã]

Estilo: Prosa

My Name


Meu nome hoje é silencio e silente vivo...

A dor que sinto no meu esquerdo peito,

Não é mais do que um vulcão inativo...

Que outrora era puro magma, perfeito!


As lágrimas dos meus olhos em silencio,

Trazem o amargor da pura saudade...

A vida de antigamente que não vivencio,

Os amigos que partiram pra eternidade!


Sou todo silencio, agora, na madrugada,

Apenas ouço o som de mim mesmo...

Minha alma no espaço girando a esmo!


Corpo nu, esperando em vão a chegada!

Meu silencio, sem nome, infinito, sideral...

Rompe a barreira do meu som, sepulcral!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.06.2015

18h07min [Noite]

Estilo: Soneto

My Lady...


Por onde andas agora, my lady, a esta escura hora?

Suspiro em êxtase... Por que assim tanta demora?

Oh, my lady! Um diamante por teus pensamentos...

E a minha vida inteira por não mais ressentimentos!


Minha doce lady, por que não vejo mais teu sorriso,

Que mesmo na escuridão costumavas me entregar?

Hoje, esta dor me atinge como procela, sem aviso!

Em sentimento de profunda perda... E eu a chorar.


Tu não virás mais, partistes para sempre, my lady?

Perdi a visão do meu coração, não tenho vida, crede!

Ando como quem não tem mais um norte, sem rumo.


Mesmo em sonho, entro em um nevoeiro e já sumo...

Escondo-me de mim mesmo, te procuro, mas, em vão!

My lady, tornastes minha pobre vida... Em vil solidão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.05.2014

22h06min

Estilo: Soneto

Nunca mais

Eu subi a serra Eu voltei a terra Que me viu nascer Num alvorecer. Eu pensei nela Que era tão bela No calor do chão Tremia o coração. Eu vol...