domingo, 24 de maio de 2026

Não Creio


Esfrego os olhos, disfarço as lágrimas, pergunto a mim mesmo,

Onde errei, Deus, para que fosse assim ficando ao léu, louco?

E meu sentimento, onde estava, num inferno, andando a esmo?

Maravilhosa ilusão, indescritível visão, só cegueira... É pouco!


Quem me dera o poder de me aproximar da boa amiga lua...

Ficaria de lá apenas a observar os teus inevitáveis castigos!

Eu que sempre te declarei com amor: Minha vida é toda tua!

Ah! Como fostes cruel! Eu Imaginei que fôssemos amigos...


Íntimos assim, como a árvore e a seiva, o néctar e o beija flor!

Não posso crer que durante toda a vida, apenas me enganaste,

Onde estava teu coração, nunca pesastes minha eterna dor?!


Cada vez que me recordo, é um pedaço de mim que se vai...

Não sou hoje, mais que uma triste flor que tu despetalaste!

Sim, minha mágoa segue para o espaço infinito e nunca cai.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.05.2012

18:13 [Noite]

Estilo: Soneto

Não a reconheci...


Olhei bem aquele vulto,

me parecia bem familiar,

Mas com os meus olhos

marejados de emoção,

Eu não a reconheci,

esqueci o desenho do rosto

Daquela que um dia estava

sempre a me humilhar,

Chora alma, aquilo não

era gente, nem cristão...

Ainda trago no sentimento

e na boca o amargo gosto!


Eu sabia do risco e arrisquei,

Pensei que podia enganar

O destino, pobre infeliz eu fui,

Plantar uma paixão impossível,

Pra sofrer, pra rir e para chorar...

Quanta dor a mim mesmo busquei!

Louco, sem perceber me feri, ui...

Hoje, numa solidão compreensível,

Sei o que significa morrer de amor!

Somente quem vive uma vida assim,

De tantas idas e vindas ao léu... Sabe

o que é ter consigo apenas o céu...


Céu sem luar, sem estrelas e tal,

É ter assim a vida sem rumo,

Uma canoa no rio e não ter plumo,

Navegar em águas assim é terrível...

Viajar em lendas, ir ao sobrenatural!

Juro, a mente estava confusa...

Eu não a reconheci, de verdade,

Acredite, olhei tudo, a calça, a blusa!

Vi os cabelos, os olhos, barbaridade!

Fiquei perplexo, não era a mesma...

Mas quando olhei a sua boca,

Acordei! Que sonho, és louca?!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 11.08.2015

22h02min [Noite]

Estilo: Livre

Não...

Não me olhe com este olhar sereno,

Não vês que eu sou muito pequeno?!

E o coração certamente não resiste...

Ao verde olhar que à paixão insiste.


Não queira perturbar meu pensamento,

Mais um amor em minha vida é lamento!

Da escuridão do meu quarto eu te vejo,

No íntimo do meu bom sonho te desejo!


És sereia a encantar-me com teu canto,

Nesse mar de minha vida só de pranto!

Grito bem alto para o mesmo sufocar...


E nesta angustia de uma luta desigual,

Perco as forças quase vencido pelo mal...

Um mal de amor e morrer de tanto amar.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.09

Nada se Compara


A minha tristeza

E incomum

Nunca vi

No céu

No fel

Da boca

Sem satisfação

Sem ação

Sem coração

Nem canção.

Cabeça longe

Do rumo

Do caminho

Da ida

Da vinda

Da vida.

Nada se compara

Ao mergulho

Dentro de mim

E fora

Do universo

Do verso.

Sem saber

Onde esta

A outra metade

Do meu

Pensamento.

Nada se compara

Ao lamento

Da solidão

Que no ser

Não sei

Preencher.

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.05.09

 Nada Além...

A música é infernal

Na letra e no volume,

Na esquina de baixo.

As crianças jogam bola

Exaustivamente sobem e

Descem a íngreme rua abaixo.


As velhas fofoqueiras olham

E comentam de todos que

Passam longe e perto rua afora.

Dois brigam por uma e vão

Cambaleando e discutindo e

Tomando um fora vão embora.


1. No rádio nenhuma notícia,

2. Uma chiadeira sem tamanho,

3. Tudo isso é muito estranho.

4. Um telefone toca e toca

5. Insistentemente e ninguém

6. Atende...Pensei em tomar banho!

 O cachorro late e a infernal

 Música continua... Passa uma

 Carroça, um caminhão e um cão.

 E agora no rádio a notícia...

 Acharam um corpo na lagoa

 E desse já parou o coração.

Só ilusão, vida pensamento

Sepultamento e lamento


Fica a rua, a nua, a bola, a música

A notícia e vai a vida e tida como

Se nem fosse difícil ter sido vivida.

Fingida e veloz, como um raio...

Naamah


[A mulher de Noé]

Da descendência de Caim vem esta mulher incrível...

De espírito nobre, é forte, vê o que é a todos invisível!

Feliz ao lado do marido, o bom, doce e paciente Noé,

Apoiando seu plano, ordem do Altíssimo, com toda fé!


Impressionante fidelidade, sem julgamento, só dedicação,

Pode passar por dificuldades, mas, tem muita resignação!

Nunca vai duvidar do seu esposo, apenas sabe confiar...

Tesouro preparado por Deus para esse momento, e amar


É o exemplo a ser copiado para esse conturbado mundo,

Mulher cheia de beleza, ajudadora, de um amor profundo!

Por ser leal a Deus e ao marido Noé, participou da bênção,


Reservada a todos que se colocam ao lado do Deus vivo!

Naamah, participou da divina intervenção, terá a redenção,

Pelo apoio incondicional, seu posicionamento digno e altivo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.11.2023

19:35hs [Noite]

Estilo: Soneto

Na Velocidade


Velocidade

do som

Velocidade

do tom

Velocidade

da luz

Velocidade

da cruz

Velocidade

da dor

Velocidade

do amor.

Velocidade

do raio

Velocidade

de maio

Velocidade

da chama

Velocidade

da cama

Velocidade

do fogo

Velocidade

do jogo

Velocidade

da idade

Velocidade

da maldade

Velocidade

da velhice

Velocidade

da idiotice


Velocidade, ferocidade

Fidelidade, capacidade

Oportunidade, mentalidade

Felicidade, eternidade.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.12.08

Na Madrugada


Só gosta da noite

Quem espera

Ansiosamente

Pelas estrelas.


Olhar no céu, a lua...

Os astros enfim,

É belo o dia porque

Depois vem a noite!


Oh, Deus, quantas

Madrugadas, sem fim,

Fitei o céu assim

Imenso e tão taful.


Só gosta do dia

Quem sabe que pela

Manhã haverá um

Sol lindo a brilhar.


Nuvens em suas

Belas formações,

Negras, brancas,

Cinzas ou tudo azul.


Só gosta da vida

Quem sabe sorrir,

Abraçar, beijar,

Amar tudo e a todos.


Só gosta do perfeito

Quem sabe admirar

Não com os olhos

Mas com o coração.


Sabendo que a perfeição

Está não no que se vê...

Mas que o essencial

É invisível aos olhos.


Só gosta da solidão,

Quem olha pra dentro

De si e só vê ele mesmo

Perdido em um enorme EU.


Camilo Martins

Aqui, hoje 28.09.07

Na Guerra


É triste pensar em algo

Como a tal guerra cruel

Que, ou seja, pobre ou fidalgo

A ela tem que ser fiel


Oh, que mundo mal

Exclamou todos ante a guerra

E quer seja homem ou animal

Sofre por sua causa na terra


E foi pela maldade do homem

Que uma vez ao raiar do dia

“Comandantes e seus soldados tomem”

Soldados todos em vigia.


Era a voz do general

Que dizia com bravura

Todos fora do arraial

Eis uma grande aventura.


Falava ele aos soldados

Que sem pena deviam guerrear

E não ouvissem os brados

Mas ao inimigo matar.


Depois de ele ter falado

E as instruções todas dar

Um silêncio, todos calados

O plano agora era atacar.


Não durou muito e então

Todos à batalha seguiram

Para entregar o coração

E a própria vida como o instruíram.


No campo da batalha porém

Todos lutavam com vigor

Não perdoando a ninguém

E esquecendo que existia o amor


Um soldado no entanto

Que já há cinco dias guerreava

Foi tomado de espanto

Por algo que se passava


Mas no seu dever de soldado

E como a guerra pedia

Tinha o aparente malvado

Que ultrapassava aquela guerra fria


Era um pobre soldado caído

Que chorava de tristeza

Pois tinha o coração moído

Porque na sua vida tinha uma riqueza


Um grito foi ouvido

Em meio a fúria do lugar

Aquele soldado ferido

Pedia para o perdoar


Contou brevemente a sua história

Ao inimigo que com uma arma apontava

E como não tirava da memória

A filhinha que tanto amava


Com isso tirou do bolso

Uma fotografia que possuía

Entregou-a ao soldado moço

Que as lágrimas já envolvia


E triste com tudo o que ouviu

Jogou a arma no chão

E não tardou, ele sentiu

Comovido o seu coração


Como que não bastasse

Viu que seu inimigo

Mesmo que ainda respirasse

Padecia como mendigo


Era o brado derradeiro

Daquele pobre sofredor

Palavras que no mundo inteiro

Soaram com muito vigor


Dizia ele: Oh, soldado, foste infiel

Aos homens que nada são

Mas não ao Deus lá do céu

Que vê o teu coração


Infiel por não ter me matado

Apesar de ser teu inimigo

Mas outro já havia passado

E no peito me ferido


Quanto a minha filha, continuou

Eu a amo, mas vejo agora

Que tudo mesmo terminou

Pois sinto que chegou a minha hora


E dito isto, deu o último suspiro

Adormeceu para sempre ali

O soldado que não dera um tiro

Mas que viera só pra servir


O soldado expectante

Ao terminar a trágica cena

Viu quanto é importante

Mesmo na guerra ter pena


Tudo acabou, felizmente

Mas no coração do soldado

Restava lembrança fervente

Daquele que de inimigo, amigo foi amado.


Raimundo Camilo Martins Neto

09/09/82

Na Cheia do Rio

 

Eu via descer naquelas águas

Capins canaranas em montões

Descia água suja dos grotões

Paus podres e muitas tabuas


Na cheia do rio descia objetos

E cobras, lagartos e muçuns

Palmeiras bonitas de tucuns

Das cidades e vilas os dejetos.


Coitado, eu pensava, era do lugar

Para onde tudo isso com a água ia

Nem o mar com certeza aguentaria


E ao receber, quem sabe, iria vomitar.

Sou tal qual esse mar, estou enojado

Do que recebo no mundo, deste lado.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.01.09

Na Beira do Rio


A minha amiga Socorro Holanda


A menina, o poeta e o rio

Deitados na fresca relva

A vontade, o desejo e o cio

Revelam-se bicho da selva.


Nas pedras águas espumando

Nos troncos, nos capinzais

E os dois ali se amando...

Passados os tristes ais.


Na beira do nosso rio querido

Ao pôr do sol, nascer da lua...

O rio Parnaíba... Comprido...


Ali as estrelas, a minha, a tua...

Tudo o que era doce o rio levou

E nas águas, só a saudade ficou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 27.02.09

Na antiga Feitoria dos Leal


(Agricolândia/Piauí)


Seo Otávio que era Latão,

Um outro era Pedro Flor,

Venceslau encaretado,

Bom dia seo Chico Moura!


Tinha Nezin, que era Barradas,

Antônio de sobrenome Brito,

O Manoel que é Jaime,

E o grande Chicão, Alencar!


O Walter do prefeito Chicão,

Seguiu os passos do seu pai,

Hoje é prefeito e com dedicação,

Meu amigo de infância e do coração!


Osni ali pela coletoria,

Com umas filhas bonitas...

E seo Santana no cartório!

Tinha seu Lau, que era Estanislau!


Mãe Pêda que era a parteira,

Seo Êldo extraia dentes,

E Pedim Melancia na cachaça!

Conheci o prefeito Evaristo Reis!


Tinha lá seo Elesbão e também Damião,

Saindo da cidade a casa de Zeca Veloso!

Antoinzão de Maria das Neves e o facão,

não saía da cintura e a maldita cachaça!!


O Cotó que era amigo de todos,

Amadeu, o mão de vaca,

Com o apelido de nó cego,

num comércio ali no mercado!


Ao lado da prefeitura, lá está,

Sentado em sua cadeira preguiçosa,

Mariano Panta, que maravilha...

Ao lado da mãe de Zé Donila, meu irmão.


Olha lá o Manezin da Otava na festa!

Toin Pelado, Bonfim, que tragédia!

Seo Raimundim de dona Zumira,

E o grande Biel filho de dona Antônia!


Pra quem se lembra do Zé de Lica,

Antônio Luciano, perto da praça...

Zé Bernardo, contando estórias,

E Zé Vaniz fazia grandes festas!


Zé de Joana e suas boas paneladas!

E na farmácia o amigo Ciço Beleza...

O Nilo ficava ali ao lado do mercado!

E o grande amigo professor Joaquim.


Tia Pasça e seo Leonardo por ali,

Seo Cãindo de dona Loura, por lá!

Tinha João Barradas e dona Nenê...

É tanta gente, difícil é lembrar todos!


Lembro que o Manoel era Pandeiro,

Meu pai José, era Zé Curica...

E o tio Antônio, que é dos Camilo!

Chico Bené e o Chico dos Pulucena...


Zé Honorato, que tocava sanfona,

Dona Esmeralda na porta do casarão,

E lá na baixa, seo Zé Eduardo,

Matando boi pra vender à todos!


Seo Onório, pai de Belita, Luisão...

O Gonçalo Quirino, na lagoa redonda,

Ciço Rosa, vendendo frutas e verduras!

E Salvador casado com Lídia, minha prima.


Lembra-se de Pedro Lúcio, de Doliro,

Zé Bezerra, meu primo Arimathéa,

Que partiu antes do combinado,

Cilene, a nossa amiga professora?


Zé Vicente e suas lindas filhas,

Que eu ficava bem ali só de ôi...

Mas elas nunca me deram bola,

Eu sempre fui feio e sem sorte!


Tenente Chico Preto chegou por lá,

Raimundo bento lá já vivia...

Antônio Maltide, na rua da dona Bilá,

Que por sinal, era a minha tia!


Tinha Pastora, que era Pereira Lima,

Na avenida principal tia Antônia Camilo,

Quem passava dava a Bênção,

No interior ainda é assim, Deus abençoe!


Lembro do seo Zé Gonçalo, na faveira,

Do povo lá do tamboril e do boi morto...

Seo Bruno cá no buraco d’agua,

E seo Raimundim na estaca zero!


Nosso primeiro prefeito seo Mundico,

Grande médico doutor José Alberto...

Por lá passou o doutor Juarez, saudades!

E também doutor Antônio Barradas.


Gente importante, doutor Luiz Francisco,

Procurador do estado do Piauí, Brasil!

Agricolândia, terra de muitas revelações,

Em todas as áreas do conhecimento!


Doutor José do Egito Castro e Sousa, Gito,

Da grande e importante família dos Barradas,

Promotor de justiça em Sacramento, Minas Gerais,

Superando todos os prognósticos de que não viveria!


Exportadora de conhecimento para mundo!

E a mente vai surfando nas ondas do tempo,

Procurando pessoas na memória, anotar

Lembranças de um tempo distante e perto!


E lembro do Seo Cabriola na pitombeira,

Que foi muito amigo de papai...

O juiz de paz Miguel que me casou!

E Solimar minha querida prima por lá.


Ocione com seu grande comércio,

ainda vive por lá, ajudando sempre

as pessoas, com coração de bondade!

E dona Joana já partiu... Só saudade.


Tia Marcela se foi, mas Bidô tá por lá!

E Cassemiro Barradas, da dona Chiquinha,

Que morreu no mesmo dia que eu nasci...

Ali do lado o Raimundo das bicicletas!


Seo João Marques, que também foi prefeito,

E o Santos de tia Maía, mecânico de primeira!

Meu Deus do céu, quanta gente já partiu!

Até meu querido tio Elias Camilo já se foi!


Antônio Inácio, caçador, com João Mamede,

Tinha também seo Chico Paulo, Chico Isaque,

E meu amigo Joãozim de Pedro Flor,

Que lá no meu tempo foi até vereador!


Fransquim do Moura e minha amiga Toinha!

Dona Eunice, mulher de muita força e fé!

Seo Guilherme, tranquilo homem da roça...

Lembro-me de Alonso, de baladeira na mão!


Raimundo bigodão, morto covardemente...

Por lá passou o Abel, consertando rádio e tv!

A querida vó Egídia, tratando todos com amor!

E meus dois avôs que também eram Raimundo.


Antônio Guilherme, um político de mão cheia!

Zezim do buraco d’agua que novo se matou...

Seo Aristides, que nem sei que fim levou!

E o nosso grande Janga que ainda tá por lá!


Minha saudosa vó Luiza, carinhosamente Mãe Iza!

Boazinha com todo mundo, admirada por todos!

Dona Felícia, que era dos Pandeiros, no alto fresco,

Casada com o meu tio Elmir, gente boa demais!


Antônio José Martins Pessoa... Careca, O louco!

Zé pegado, Chico Laurindo, Raimundo Barradas,

Mário Artur, Luiz Melancia, Zé Inácio e Francílio,

E uma lenda de lá, chamada Maria do Nelo!!


Na avenida principal, seo Êmar, com dona Luiza,

Que fazia festa de são Lázaro e servia um banquete

Para todos os cães da cidade e nós, meninos, íamos lá!

Mas primeiro serviam os cachorros, depois era nossa vez!


Meu amigo Creginaldo, que ainda está por lá!

Grande Zé de Maria e meu afilhado Neto...

Ivan, o terrível! Wilson, o Mendes e Edinaldo!

Kledson, Geailson e o famoso Luiz Dicosa!


Eu, Camilo Neto, nascido e criado ali na feitoria,

Numa casinha de adobe, ao lado da igrejinha da baixa!

Longe de tudo e de todos há décadas e pensando...

Buscando na lembrança abraçar o meu passado.


Tantos da geração passada e outros dessa agora!

A vida passa depressa, a gente nem vê a hora...

Quando volto pra Feitoria, que hoje é Agricolândia,

Vejo só desconhecidos, outros estão mundo afora!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.10.2017

10h46min [Manhã]

Estilo: Prosa

My Name


Meu nome hoje é silencio e silente vivo...

A dor que sinto no meu esquerdo peito,

Não é mais do que um vulcão inativo...

Que outrora era puro magma, perfeito!


As lágrimas dos meus olhos em silencio,

Trazem o amargor da pura saudade...

A vida de antigamente que não vivencio,

Os amigos que partiram pra eternidade!


Sou todo silencio, agora, na madrugada,

Apenas ouço o som de mim mesmo...

Minha alma no espaço girando a esmo!


Corpo nu, esperando em vão a chegada!

Meu silencio, sem nome, infinito, sideral...

Rompe a barreira do meu som, sepulcral!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 04.06.2015

18h07min [Noite]

Estilo: Soneto

My Lady...


Por onde andas agora, my lady, a esta escura hora?

Suspiro em êxtase... Por que assim tanta demora?

Oh, my lady! Um diamante por teus pensamentos...

E a minha vida inteira por não mais ressentimentos!


Minha doce lady, por que não vejo mais teu sorriso,

Que mesmo na escuridão costumavas me entregar?

Hoje, esta dor me atinge como procela, sem aviso!

Em sentimento de profunda perda... E eu a chorar.


Tu não virás mais, partistes para sempre, my lady?

Perdi a visão do meu coração, não tenho vida, crede!

Ando como quem não tem mais um norte, sem rumo.


Mesmo em sonho, entro em um nevoeiro e já sumo...

Escondo-me de mim mesmo, te procuro, mas, em vão!

My lady, tornastes minha pobre vida... Em vil solidão.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.05.2014

22h06min

Estilo: Soneto

Não Creio

Esfrego os olhos, disfarço as lágrimas, pergunto a mim mesmo, Onde errei, Deus, para que fosse assim ficando ao léu, louco? E meu sentimento...