Sigo um vulto que não quero...
Na esperança vã de uma alegria,
Vejo que terei o que não espero,
À sombra de uma vil fantasia!
Não vejo assim nesse espelho,
O reflexo como de costume...
Apenas uma ilusão no vermelho,
Do quarto e a essência do perfume!
Deixado pelo amor que longe vai,
E na loucura do meu sonho bom...
Ouço até dos passos ainda o som!
E continuo sonhando... A chuva cai!
Estou ali, implorando seu beijo...
E acordo triste... No maior desejo.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 13.10.09
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