domingo, 7 de junho de 2026

Natalie


À minha amiga Mariana Barradas


Choro a dor de uma saudade que me engole...

Da divina supressão na pura divisão da alma,

Grito, um grito que só eu posso ouvir e o gole,

Doce da taça do vinho amargo... Não acalma!


Essa minha ilusão desta tua vontade de me ter...

Eis aí a razão da minha angústia, da saudade!!

A cama quente, o espaço aberto... Vai entender!!

Pura loucura já da minha antiga e doce vaidade.


Rompe se a alva da minha vida e a estrela se vai,

Em luminosa que se expande pelo sideral espaço...

Esqueço de mim mesmo e tento seguir seu passo!!


Mas é tudo em vão, meu abraço, o olhar que cai...

E o calor do amor que não mais existe, me mata!

Assim, como a música Natalie, já entendi, basta.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.01.2013

17:28 [Tarde]

Estilo: Soneto

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