À minha amiga Mariana Barradas
Choro a dor de uma saudade que me engole...
Da divina supressão na pura divisão da alma,
Grito, um grito que só eu posso ouvir e o gole,
Doce da taça do vinho amargo... Não acalma!
Essa minha ilusão desta tua vontade de me ter...
Eis aí a razão da minha angústia, da saudade!!
A cama quente, o espaço aberto... Vai entender!!
Pura loucura já da minha antiga e doce vaidade.
Rompe se a alva da minha vida e a estrela se vai,
Em luminosa que se expande pelo sideral espaço...
Esqueço de mim mesmo e tento seguir seu passo!!
Mas é tudo em vão, meu abraço, o olhar que cai...
E o calor do amor que não mais existe, me mata!
Assim, como a música Natalie, já entendi, basta.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 03.01.2013
17:28 [Tarde]
Estilo: Soneto
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