domingo, 7 de junho de 2026

Nas águas do Rio Poty


Chego à beira do rio e olho, como se alcançasse o fundo,

No fundo, sei que nunca mais a verei tão bela em encanto,

Enquanto eu viver, serás, à beira do rio, o meu mundo...

No mundo, foi ali que a vi, pela última vez, ai meu pranto!


Santo é o pedaço de chão que piso! E o rio que o diga!

Diga pra mim, para onde ela foi... Em que universo está.

Estás pelo infinito, na imensidão da alva! Tudo me intriga.

Intrigado eu a vi ali em momentos delirantes! Não se vá...


E vais assim mesmo, contrariando o meu sentimento bom!

Eu ali... À beira do rio! Olho no horizonte a esperar um anjo,

De um anjo eu ouço ao longe do bater de asas um som...


O coração dispara e uma grande esperança logo esbanjo...

Mas o esbanjar alegria, não passa de uma vil alucinação!

Meu amor não voltará! Foi o rio que me trouxe sedução.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.04.2012

22:32 [Noite]

Estilo: Soneto

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