Vejo o rio em seu curso descendo veloz,
Sai tranquilo lá da nascente e vai à foz.
Deságua sua gota d’agua no imenso oceano,
Parece morrer ali... Sem saída ou um plano...
Mas o que é aparente não é assim tão real,
Pois o rio é resignado e sabe que é desigual,
E desviar de destino tão logicamente certo,
Não tem sentido, estando longe ou bem perto.
Mergulha então todo volumoso no seu destino
Para uma nova vida, novos horizontes, e o sino,
A anunciar um novo recomeço ao velho rio...
Mudança radical, agora não mais doce, é sal,
O mundo todo é o limite! Quente, não mais frio...
E não mais preso a um leito, o rio é sem igual.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 24.06.09
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