domingo, 7 de junho de 2026

Não é o Fim


Vejo o rio em seu curso descendo veloz,

Sai tranquilo lá da nascente e vai à foz.

Deságua sua gota d’agua no imenso oceano,

Parece morrer ali... Sem saída ou um plano...


Mas o que é aparente não é assim tão real,

Pois o rio é resignado e sabe que é desigual,

E desviar de destino tão logicamente certo,

Não tem sentido, estando longe ou bem perto.


Mergulha então todo volumoso no seu destino

Para uma nova vida, novos horizontes, e o sino,

A anunciar um novo recomeço ao velho rio...


Mudança radical, agora não mais doce, é sal,

O mundo todo é o limite! Quente, não mais frio...

E não mais preso a um leito, o rio é sem igual.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.06.09

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