domingo, 7 de junho de 2026

Nem sei...


Nem sei onde colocaram,

O corpo inerte de papai.

Suas palavras já calaram,

Nesta hora tudo se vai,


Planos, sonhos e ilusões,

Soluços, dores e abandono.

Ficam só as recordações,

Mergulho em profundo sono.


E eu vou ainda saber onde

Descansa aquele que um dia,

Brincava de esconde esconde


Comigo, e sempre me dizia,

Filho, seja sempre uma criança,

É assim que se tem esperança!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.10.09

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