domingo, 7 de junho de 2026

Nem tudo é belo


Quando penso na minha amada

Lembro dela sem vergonha

De dizer que era égua domada

E tinha uma cara de pamonha!


Não gostei dela porque era bela

Se fosse não a teria namorado

Namoraria a linda Manoella

Que me chamava de amado!


No mundo nem tudo e belo

Mas há sempre aquele elo

Ligando cada pessoa e coração


Em sentimento de amor e paixão

E assim a vida sorrir a pampa

Pois... Cada panela tem sua tampa.


Poeta Camilo Marins

Aqui, hoje 17.04.09

Nem tudo acabou

Quando pensei e senti,

Em minha vida refleti,

Pois Jesus me falou:

Nem tudo se acabou.


Tudo estava acabado pensei!

E solitário então andei,

Outrossim andei errante,

Mas de Jesus eu sou amante!


Quero não pensar no que passou.

E também que nem tudo acabou,

Pois ainda tenho esperança...

Mas não posso ter esta lembrança!


Nem tudo acabou, estou a dizer!

Isto para aqui eu permanecer,

Este é um segredo de valor,

Para mim, nem tudo acabou!

Nem tudo acabou


Quando pensei e senti,

Em minha vida refleti,

Pois Jesus me falou:

Nem tudo se acabou.


Tudo estava acabado pensei!

E solitário então andei,

Outrossim andei errante,

Mas de Jesus eu sou amante!


Quero não pensar no que passou.

E também que nem tudo acabou,

Pois ainda tenho esperança...

Mas não posso ter esta lembrança!


Nem tudo acabou, estou a dizer!

Isto para aqui eu permanecer,

Este é um segredo de valor,

Para mim, nem tudo acabou!

Nem sequer...


Ouvi seus gemidos sem me importar,

Senti as suas dores sem me torturar...

Nem sequer sabia dos seus sofrimentos!

E me assombrava com seus lamentos.


Quis na vida um dia saber se eras real,

E mergulhei em sentimentos vazios seus,

Sem imaginar em um amor assim ideal,

Lutando com todos os fantasmas meus!


Por pura crueldade passei a amar sua dor,

E a olhar nos olhos seus o reflexo de amor!

Que na escuridão do seu ser em convulsão,


Me diziam que havia uma flor em gestação,

Mas eu via apenas um espinho à luz do sol!

Ao final, foi se o sangue vermelho no arrebol.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.03.11

Nem sequer...


Ouvi seus gemidos sem me importar,

Senti as suas dores sem me torturar...

Nem sequer sabia dos seus sofrimentos!

E me assombrava com seus lamentos.


Quis na vida um dia saber se eras real,

E mergulhei em sentimentos vazios seus,

Sem imaginar em um amor assim ideal,

Lutando com todos os fantasmas meus!


Por pura crueldade passei a amar sua dor,

E a olhar nos olhos seus o reflexo de amor!

Que na escuridão do seu ser em convulsão,


Me diziam que havia uma flor em gestação,

Mas eu via apenas um espinho à luz do sol!

Ao final, foi se o sangue vermelho no arrebol.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.03.11

Nem sei...


Nem sei onde colocaram,

O corpo inerte de papai.

Suas palavras já calaram,

Nesta hora tudo se vai,


Planos, sonhos e ilusões,

Soluços, dores e abandono.

Ficam só as recordações,

Mergulho em profundo sono.


E eu vou ainda saber onde

Descansa aquele que um dia,

Brincava de esconde esconde


Comigo, e sempre me dizia,

Filho, seja sempre uma criança,

É assim que se tem esperança!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.10.09

Natureza


Quando olho terra, céu e mar... Medito, fico ZeN!

São de inimagináveis mistérios, esplendida belezA.

Há mais vidas no grande universo, isso é só makeT,

Vejo magníficas imagens de aves, há até rei, urubU!

Rios, lagos e cânions, se fundem ao grande maR...

No espaço sideral, estrelas cadentes ou não, se vE.

E comunicam entre si, enquanto uma sorrir outra diZ:

Que Deus Maravilhoso, criador do céu, mar e terrA!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje,21.03.2012

16:23 [Tarde]

[Estilo: Poesia em Teléstico] O Teléstico é outra forma poética derivada do Acróstico, que surgiu na antiga Grécia, nos séculos cinco e seis depois de Cristo. Telésticos são textos (poéticos ou não) que, na última letra de cada verso formam nomes ou frases, também, normalmente em poesias. Da mesma forma que nos Acrósticos e Mesósticos, os Telésticos falam de amor e de temas do dia a dia. Porém, também pode discorrer sobre datas comemorativas, despedidas e dar as boas-vindas. Os Telésticos seguem a mesma linha do Acróstico e Mesóstico, porém a palavra ou o verso chave é colocado no final do verso. Nada impede que um Teléstico seja também um Acróstico ou Mesóstico ou ainda os três juntos.

Nathascha


Sigo um vulto que não quero...

Na esperança vã de uma alegria,

Vejo que terei o que não espero,

À sombra de uma vil fantasia!


Não vejo assim nesse espelho,

O reflexo como de costume...

Apenas uma ilusão no vermelho,

Do quarto e a essência do perfume!


Deixado pelo amor que longe vai,

E na loucura do meu sonho bom...

Ouço até dos passos ainda o som!


E continuo sonhando... A chuva cai!

Estou ali, implorando seu beijo...

E acordo triste... No maior desejo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 13.10.09

Natalie


À minha amiga Mariana Barradas


Choro a dor de uma saudade que me engole...

Da divina supressão na pura divisão da alma,

Grito, um grito que só eu posso ouvir e o gole,

Doce da taça do vinho amargo... Não acalma!


Essa minha ilusão desta tua vontade de me ter...

Eis aí a razão da minha angústia, da saudade!!

A cama quente, o espaço aberto... Vai entender!!

Pura loucura já da minha antiga e doce vaidade.


Rompe se a alva da minha vida e a estrela se vai,

Em luminosa que se expande pelo sideral espaço...

Esqueço de mim mesmo e tento seguir seu passo!!


Mas é tudo em vão, meu abraço, o olhar que cai...

E o calor do amor que não mais existe, me mata!

Assim, como a música Natalie, já entendi, basta.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.01.2013

17:28 [Tarde]

Estilo: Soneto

Natal

Era Natal, uma noite fria

Todos alegres e felizes cantavam

Os sinos, com sua linda melodia

Maravilhosas músicas entoavam.


No céu as estrelas brilhavam

Numa aleluia sem igual

E todos juntos davam

Glória ao autor do Natal.


O sol nasceu mais alegre

E continuou como a sorrir

Mas o tempo como uma lebre

Não demorou a partir.


Foi, logo, não esperou muito não

Viu que o povo cantava

Uma linda canção

E pelo jeito a outro Natal não chegava.


Esperar seria em vão

Mas disse o tempo, sugerindo

E com uma boa razão

Que o povo o rito fosse seguindo.


Aí o povo cantou,

Até o sol desaparecer

Daquele Natal só saudades ficou

Pois aquele povo nunca mais viu o sol nascer.


(25/12/82 a 26/01/82 Governador Valadares)

Nasci assim...


Nasci sem calça

Nasci sem culpa

Nasci sem nada

Nasci sem causa

Nasci sem casa

Nasci sem pausa

Nasci sem visão

Nasci sem ambição

Nasci sem proibição

Nasci sem querer

Nasci sem saber

Nasci sem perceber

Nasci pra viver

Nasci pra querer

Nasci pra morrer

Nasci pra ter

Nasci pra saber

Nasci pra fazer

Nasci pra causa

Nasci pra casa

Nasci pra calça

Nasci pra culpa

Nasci pra multa

Nasci pra (nada?)

Nasci pra vida

Nasci pra lida

Nasci pra ida

Nasci pra praia

Nasci pra vaia

Nasci pra (gandaia?)

Nasci ontem

Nasci de dia

Nasci em Julho

Nasci na horizontal

Nasci de parto normal

Nasci... etc e tal.

Nasceu como?


Nasceu sem culpa

Nasceu sem roupa

Nasceu da virgem


Nasceu da hora

Nasceu senhor

Nasceu senhora.

Nasceu capaz


Nasceu beleza

Nasceu de dia

Nasceu na natureza


Nasceu rapaz

Nasceu da tia

Nasceu marrom?


Nasceu bem bom

Nasceu mulato?

Nasceu no prato?


Nasceu sofrendo

Nasceu morrendo.

Nasceu apanhando


Nasceu correndo

Nasceu arranhando

Nasceu perdendo


Nasceu escravo

Nasceu africano.

Nasceu no navio


Nasceu pavio

Nasceu com fome

Nasceu no rio


Nasceu sem nome

Nasceu no cio.

Nasceu dançante


Nasceu no Norte

Nasceu do céu

Nasceu pra morte


Nasceu sem véu

Nasceu amante.

Nasceu na lei


Nasceu sem rei

Nasceu pra vida

Nasceu na lida


Nasceu no gueto

Nasceu já preto.

Nasceu um crack?


Nasceu Barack

Nasceu na lama?

Nasceu Obama

Nasceu sem dente

Nasceu presidente.


Poeta Camilo Martins

Nas Alturas


Penso pensando pensado pensamento,

Querido queria quero querendo,

Morto morrido morrendo,

Lamentar lamento.


Vivo viver vivendo,

Sabotar sabatina sabotando,

Olharia olhadela olho olhando,

Saltar salto saltinho saltitar saltitando.


Falo fala falar falação falou falando,

Calar calou calado calando,

Piscar piscado piscando,

Assobio assobiando.


Viajou viajando,

Vigiar vigiado vigiando,

Chutado chute chutar chutando,

Pescaria pescada pescar pescando,


Acredito acreditar acreditei acreditando,

Feliz felicidade felicitando,

Sorrir sorriso sorrindo,

Louca loucura.


Alta altura,

Gordo gordura,

Baixo baixinha baixura,

Despescoçado despescoçando.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.10.09

Nas águas do Rio Poty


Chego à beira do rio e olho, como se alcançasse o fundo,

No fundo, sei que nunca mais a verei tão bela em encanto,

Enquanto eu viver, serás, à beira do rio, o meu mundo...

No mundo, foi ali que a vi, pela última vez, ai meu pranto!


Santo é o pedaço de chão que piso! E o rio que o diga!

Diga pra mim, para onde ela foi... Em que universo está.

Estás pelo infinito, na imensidão da alva! Tudo me intriga.

Intrigado eu a vi ali em momentos delirantes! Não se vá...


E vais assim mesmo, contrariando o meu sentimento bom!

Eu ali... À beira do rio! Olho no horizonte a esperar um anjo,

De um anjo eu ouço ao longe do bater de asas um som...


O coração dispara e uma grande esperança logo esbanjo...

Mas o esbanjar alegria, não passa de uma vil alucinação!

Meu amor não voltará! Foi o rio que me trouxe sedução.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.04.2012

22:32 [Noite]

Estilo: Soneto

Naquele Tempo


O lampião aceso no canto da mesa

A vida bem devagar ia passando

A fornalha de lenha da vovó acesa,

À noitinha os compadres proseando.


Terreiro cheinho e fora o lampião!

Casinha de palha, reflete o luar...

A saudade me bate daquele rincão,

E fico lembrando, começo a chorar.


Que Deus me perdoe, nada e eterno,

Mas jamais neste mundo eu trocarei

Aquela vida, por este tempo moderno!


Nem qualidade nem essência mudarei

Naquele tempo era que se vivia bem

Hoje vida boa, e certo, não se tem.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.04.09

Naquela Tarde


Tu parecias mais bela que antes sempre fora,

Juro que nem reconheci ao vê la à distância,

E neste momento toda a nossa vida se aflora,

Em visões reais, vividas longe, na infância...


Recordo aquela tarde... Sol e beijos ardentes!

Cenas que o tempo de nossas vidas não apagará,

Na profundidade da marca que ficou nas mentes,

E em todo o espaço ninguém nunca assim amará.


Aqueles sons que nós ouvíamos parecem presentes

Hoje em meus ouvidos, como se os estivesse ouvindo,

E o tempo não tivesse passado e ainda ver te partindo!


É mistério! Aquela tarde, com certeza era encantada!

As coisas ao redor de nós naquela tarde estão ausentes,

Menos a beleza do amor no teu rosto bem estampada.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.07.09

Naquela Manhã...

 

Era chuva, era sol, era frio, calor e solidão,

Caminhando na estrada pedregosa e triste,

Não me lembre mais disso, meu coração!

Foi aí que descobri que o mal vive e existe.


Naquela manhã ao ver todas as estações,

Numa via dolorosa, mas assas verdadeira,

Uni em mim todas as escondidas emoções,

E caminhei... Desci e subi aquela ladeira!


Luzes do meu passado se acenderam em vão,

Eu não precisava delas, vivia ali a realidade...

Em todas as dimensões! Não era mais ilusão!


O caminho estava triste sim, mas sem maldade.

Era uma manhã de um encontro sem outro igual,

Estava ali o que fui, o que sou e longe, um ideal.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 10.07.09

Não voltaria...


Lá ia ela, eu olhava apenas a sua silhueta linda...

A desaparecer no horizonte brilhante da rua,

Alumiada por luas, sois, estrelas... O dia finda...

E o pensamento para, na memória dela toda nua!


Ah! Quantas vezes na escuridão dos meus eclipses...

Enquanto a lua encobria o sol... Eu me escondia,

Na própria luz do seu amor, em forma de elipses!

Mas me perdia em meio a astros e a melancolia...


Sabia, no fundo da alma, de um rancoroso coração...

Atingido pelo cometa do desamor, que não voltaria!

A léguas de distância, lembranças de fogo do vulcão,


Que remexia em larvas ardentes, entre uivos e gritaria,

Os nossos momentos de completa satisfação e prazer!

E que o tempo, jamais, no universo, vai de volta trazer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 10.04.2014

19h10min [Noite]

Estilo: Soneto

Não tens...


Tenho certeza agora, não tens coração,

Meu anjo, onde está tua alma gentil?

Vês meu sofrimento, minha solidão,

Encolhido no meu sentimento frio...


Não, não tens nada dentro do peito!

Olhaste me com desprezo, era engano

Tudo o que vi no teu rosto bem feito...

Percebi... Eu não estava no teu plano.


Fui louco acreditar em conto de fadas,

Vivi renunciando a mim, para te ter...

Todas as minhas vontades sacrificadas,


Para as tuas belas ideias realizadas ver.

O que vou levar desta triste vida então?

Terrível lamento, de uma cruel desilusão...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.07.09

Não te vi...


Mais bela assim,

Eu nunca te vi,

Te quero pra mim,

Meu bem te vi!


Vens bem cheirosa,

Que eu te amo,

Tu és charmosa,

Eu não reclamo!


Tenho muita sorte,

Deste teu amor,

Fico até sem norte,

Que beleza de flor!


Não me desprezes,

Nem me machuque,

É que muitas vezes,

Perco o batuque...

A razão, a cabeça,

Ciúmes, quem sabe,


Talvez nem mereça...

No coração não cabe!

Tamanho é o desejo,

De ter te a vida inteira,


Viver somente de beijo...

E tu sempre faceira!

Tão feliz assim não vi,

Teu olhar maroto...


Nunca mais percebi,

Vem aqui meu broto!

Diz que aceita, diz...


Vamos sim, ser feliz,

É o que quero, atriz...

E tu sempre quis!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.10.09

Não Sei Porque



O telefone não tocou

O dia inteiro eu esperei.

Fui para a janela, sem ela

Ver e ouvir a chuva

Ouvir e ver os relâmpagos


Raios e trovões e só!

O dia inteiro esperei,

Mas o telefone não tocou.

Fui pra sala ver televisão,

E vi o de sempre, nada novo.


Cenas de sangue, morte,

Traições, assaltos e só!

No telefone, nenhuma

Palavra o dia todo.

Fui ver a cidade e vi,

No lugar das árvores


Haviam prédios, cimento,

Asfalto, desamor e só!

Sem telefonema nenhum

Fui para o computador.

Escrevi, escrevi e nada,

Nenhuma visão do futuro,

Faltou energia, perdi tudo

E fiquei ainda mais só!


Preocupado eu estava

E me perguntei: será que

Eu estou esperando algum

Telefonema? E lembrei que

Não, eu não estava esperando

Alguém ligar pra mim...Só!!

Não sei...


Não sei o que aconteceu com a minha cabeça...

Fiquei tão obcecado, talvez eu nem mereça!

A felicidade deve ser coisa de quem é bonito...

Quem é feio a encontrará só no céu, no infinito!


Não sei o que aconteceu com o meu coração...

Atônito te olhando... Pensando em uma canção!

Talvez essa coisa de canção seja para os felizes,

Que Deus perdoe minha tristeza, meus deslizes...


Não sei o que aconteceu com o meu próprio rumo...

Quando te vi, andei em círculos... Perdi o prumo!

Cai aqui nesse profundo poço das ilusões perdidas...


Não sei o que aconteceu com a minha força bruta...

Quem sabe só quem a tem é o tolo, sem medidas!

Ah! Nós dois perdidos outra vez naquela bela gruta!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.04.2016

18h36min [Noite]

Estilo: Soneto

Não se Toca


A menina grita

Bem alto, para

O teatro inteiro

Ouvir...

Camila, para!

Eu me aproximo

E me apresento,

Oi, Camila,

Muito prazer

Camilo!

E ela com

Uma interrogação

Do tamanho

Do Piauí diz,

Ue, como e que

você sabe

meu nome?...

Se toca, ne?

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.12.08

Não por vós

 

O que faço,

Faço!

Não por

Vós


Almas tristes

E detestáveis.

O que faço

É pouco


Em

Nome de Jesus

E por Ele.

Vós não

Mereceis


Sois

Mortais

Incompetentes.

Administradores

Impiedosos.


Ai de vós

Se Deus

Não tiver

Misericórdia!


Sereis

Provados

Se sois

Honestos e


Sinceros no

Vosso

Proceder.

E se não,


Com fogo

Sereis

Queimados

Sem dó

nem

Piedade.

Não partas antes de mim


Vê se não me deixa agora

Não e assim que se vai embora

Da vida a dois não se despede assim

Seria triste e trágico para mim.


Pensei mesmo que naquele momento

Fosse te perder, que sofrimento!

Que angustia no meu coração

Perdeste à forca e a respiração.


Olhei te e em lagrimas ao te ver quase partir

Sem saber o que fazer, no peito senti

Uma aflição que não sei descrever

Ao te ver assim desfalecer.


Amor de minha vida faço um trato

Não vás antes de mim, deixa que eu parto

Não suportaria a dor da solidão

Sem teu carinho, tua compreensão.


Da nossa união veio lindos filhos

Que criamos ali, nos trilhos

Da divina luz de Jesus o salvador

Envelheçamos juntos sem tristeza ou dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 18.10.08

Não, não me lembro!


Não lembro do teu rosto,

Não lembro dos teus lábios

Não lembro dos teus gostos

Dos teus conselhos “sábios”.


Não lembro da canção

Não lembro do teu peito

Não lembro do coração

Debruçado sobre o leito.


Não lembro nem mesmo assim

Daquelas coisas de outrora...

Pois nesse momento, pra mim,

Acabou se, foi tudo embora.


Não lembro de tristeza

Muito menos de alegria

Que me dizes com certeza

A sorrir sempre as trazia!


Não me lembro da manhã

Nem da minha, nem da tua!

Não me lembro da maçã

Que dividimos na nossa rua!


Não me lembro mais de nada

Nem se eras bela ou mesmo má!

Se assim, até, como uma fada,

Estavas aqui e ainda estavas lá!


Não me lembro mais, mulher!

Porque me torturas tanto?

Pois a minha vida agora é...

Apenas derramar meu pranto.


Por um amor que nunca foi meu!

E não tenho direito de lembrar

Do que nem sequer aconteceu!

Só me resta mesmo agora chorar.


Camilo Martins Netto

11.01.05

Não mesmo...


No princípio era o vento e o vento me deixava louco,

Ia a lugares que eu não desejava, mas me levava...

Minhas fantasias eu simplesmente não dominava!

Não, eu não sou assim tão puro, espere um pouco...


Aquele vento do princípio era que me enlouquecia,

Porque tu eras a única mulher de minha fantasia...

E a ausência de minha alma em mim era ocupada

Por tua presença, dentro de tua vida consagrada...


Não quero magoar teu coração que vejo, é puro!

Mas o vento da minha solidão é que me empurra...

Não tenho forças em mim, amor, não me seguro!


Meu desejo é forte, assim como um leão que urra...

No princípio do vento, a loucura de um ser sem rumo,

Seguindo teu aroma, quero o princípio do teu plumo...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.07.2016

11h25min [Manhã]

Estilo: Soneto

Não me Surpreenda


Não venha com essa, meu destino,

De fazer por misericórdia ou graça!

Ou mesmo dizer que é simples sorte.

A vida em si é um grande desatino!

A quem simpatizar ama e abraça...

Se não gostar, o fim é só a morte.


Quem me dera viver só por viver!

Sem compromisso com esse mundo,

Ou surpresa desagradável pela frente,

Mas sei que em breve vou morrer!

Deitado, esquecido num buraco fundo,

Sem nenhuma poesia na minha mente.


Nada mais me surpreende meu amor,

Tenho a chave para os traumas trancar,

E numa redoma de cristal nos proteger!

Longe do mal, da decepção e dessa dor.

Perto das estrelas e do nosso lindo luar!

Onde ficamos a nos amar até o amanhecer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.07.09

Não Lembro


Do amor,

Da flor,

Da cor,

Da dor.

Que acabou,

Que murchou,

Que desbotou,

Que passou.

Do sangue,

Do mangue,

Do tang

Que jorrou,

Que secou,

Que azedou.

Do pão,

Do cão,

Que mofou,

Que ladrou.

Da paz,

Que medrou.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.06.2011

Não imagine


Não imagino que não existe paraíso,

não é fácil imaginar, nem tentando!

Pois assim teria que imaginar um inferno.

O céu sempre esteve acima de nós...

É difícil imaginar as pessoas vivendo apenas

o hoje, se temos que preservar para o amanhã.


Não posso imaginar um mundo sem países,

assim não haveria diversidade de povos,

amizades a se fazer, irmãos a conhecer e amar.

Jamais poderia imaginar um mundo sem religião,

extinguiria assim o livre direito à fé e à crença.

Imagino as pessoas vivendo em paz se houver amor.


Você pode dizer todas essas coisas em nome

da sua filosofia de vida, na qual nem você acredita.

Para que as pessoas pensem que você é um sonhador

e ainda dizer que não é o único que pensa assim.

Eu não tenho a esperança de que todos do mundo

um dia se juntarão e o mundo será como um só.


Não imagino a inexistência de pessoas com posses, o

problema não está na posse e sim na má administração

e no mal uso das mesmas que alimenta a ganancia e a

prepotência ao mesmo tempo que deixa milhões de

famintos pelo mundo à fora e faz dos irmãos, inimigos

mortais e não deixa que todos compartilhem de tudo.

Não fuja de si, confia em Deus

 

Na busca louca da alegria

Para realizar uma fantasia

Um mergulho na imensidão

Traindo assim o coração.


Um subterfugiu de agonia

Para fugir de alguma ironia

Que o cruel destino não satisfez

Nessa pior desgraça a insensatez.


Não vale a pena com certeza

Perder o que a vida Poe a mesa

As maravilhas que infinitamente

Teremos pra sempre e eternamente.


Oh, pai perdoa a nossa inocência

E nos tenha em sua santa paciência

A misericórdia que a todos dispensa

Pensai em nos e nos doai a crença.


Não leve em conta a nossa ignorância

Que nos faz viver nessa arrogância

De preferir o que nos faz infeliz

E não o que o bom Jesus nos diz.


Perdoa Deus a nossa decisão errada

De pensar e buscar auxilio noutra parada

Sabendo muito que com certeza, tudo isso

Deus dará fim, no fim e seu compromisso.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 19.10.08

Não fossem...


Ah! Se não fossem as lembranças que eu tenho,

O coração já tinha parado há muito tempo atrás!

E é por isso que devagar, mas sempre venho...

Revirando as minhas páginas, as boas e as más.


Não fossem os amigos queridos da bela infância,

Os momentos felizes envoltos em “louros e glória”,

Presentes em minha mente, mesmo na distância,

E meus dias hoje, seriam tristonhos e sem vitória.


Não fossem as forças que me vem desse lembrar,

O renovar pela contemplação de minhas visões,

Como se fossem cenas de verdade pairando no ar,


E eu já teria desistido de lutar, pensando ser ilusões.

Não fossem os acontecimentos que hoje bem testifico,

Duvidaria desse presente... Mas é real, é magnífico!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.07.09

Não foi por mal...


Ah! Minha querida, não foi por maldade,

Não fantasiei nenhuma cavalgada louca!

Apenas ouvi aquela tua voz quase rouca,

Que há muito já me trazia paz e felicidade.


Nunca imaginei fazer até disso uma poesia,

Já se foi o tempo em que eu me apaixonava,

Por vezes o destino me dava e depois tirava...

E passei da solidez do mar a simples maresia!


Não acredito mais em meus puros sentimentos,

Tento até esquecer quem sou, mas não consigo!

De repente me pego traindo meus pensamentos,


Acredite, não foi por mal que te falei de amor...

Um amor que conheço bem, mas já não persigo!

Apesar do coração ferido e sangrando em dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.07.09

Não faço...


Não faço poesia por encomenda, mas só de teimoso,

É que fiz essa pelo choro do Stenio Wagner Cardoso!

Disse me que se é que eu fosse bom assim em poesia,

Fazer uma com o nome dele, ninguém assim me desafia!


Pediu que no poema tivesse a terra dele, o Rio de Janeiro,

Só que o que eu sei é diferente, sobre qual lugar ele nasceu,

Pra ver como o destino é assim mesmo muito traiçoeiro...

E outra opção de resposta ele realmente não me ofereceu!


Diz que é carioca, mas vou fazer uma doce e bela revelação,

E quem me disse foi aquele mesmo passarinho, o bem ti vi...

O seu sotaque é bem próprio do nosso povo lá do Piauí!


Numa cidade conhecida minha... A querida Regeneração!

Onde conheci sua mãe, sua avó, e o avô Francisco Cajueiro,

Portanto, para de dizer por aí que você é do Rio de Janeiro!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 27.07.2011

Não é o Fim


Vejo o rio em seu curso descendo veloz,

Sai tranquilo lá da nascente e vai à foz.

Deságua sua gota d’agua no imenso oceano,

Parece morrer ali... Sem saída ou um plano...


Mas o que é aparente não é assim tão real,

Pois o rio é resignado e sabe que é desigual,

E desviar de destino tão logicamente certo,

Não tem sentido, estando longe ou bem perto.


Mergulha então todo volumoso no seu destino

Para uma nova vida, novos horizontes, e o sino,

A anunciar um novo recomeço ao velho rio...


Mudança radical, agora não mais doce, é sal,

O mundo todo é o limite! Quente, não mais frio...

E não mais preso a um leito, o rio é sem igual.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.06.09

Não Dispense o Guia


Era para ser uma experiência maravilhosa

Um aprendizado para uma grande tese

Um jovem rapaz com ideia esplendorosa

Vai muito além sem que o futuro pese.


Visita países, conhece pessoas e lugares,

Sente prazeres, odores e vê sofrimentos...

Com inteligência capta fácil nos ares,

Planeja bons resultados para os lamentos!


Uma falha comete e é fatalmente punido,

Ao escalar montanha grande e perigosa,

Dispensando o guia, logo está perdido!


Imaginou que não tinha espinho a rosa.

Não recebeu os louros da vitória, o prêmio,

Morreu de fome e frio aquele “sábio” gênio.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.08.09

Não Digo

Eu imaginei que um dia, tudo fosse bem diferente...

Iria eu chegar sorrateiro, e teus braços estariam ali,

A me esperar, me amparar! Tudo estava em mente.

Aquela louca imaginação me deixava em frenesi...


Quantas vezes eu fosse, sempre acabava voltando...

Havia uma força dentro de mim, maior que eu mesmo,

Por mais que eu morresse, terminava ressuscitando!

E... Ficava como um zumbi, por aí, andando a esmo...


Frívolas palavras, ouvi de teus próprios lábios doces!

Como se já não bastasse minha fria e inerte loucura...

Ah! Se não existisses e apenas uma miragem fosses!


Estou certo, não sofreria assim, hoje, tanta amargura...

Beduíno de saarístico deserto, vou solitário outra vez!

Não digo: Não volto... Mas vou curtir um pouco a viuvez.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 20.02.2012

Nem tudo é belo

Quando penso na minha amada Lembro dela sem vergonha De dizer que era égua domada E tinha uma cara de pamonha! Não gostei dela porque era be...