Frágil sabiá que no galho pende,
Dias de inverno e o frio forte…Os fracos pés que firme prende,
Um débil corpo que teme a morte.
Que cena marcante, Deus do céu!
Pombinhas voam aos magotes…
Enquanto abelhas fazem seu mel,
O lindo sabiá protege os filhotes.
Sou tal qual esse sabiá, cansado,
Nas asas conto o tempo já voado…
No peito as histórias do passado!
Meu coração de amores povoado…
E ainda canta o sabiá, feliz da vida!
Felicidade é ter a mágoa esquecida.