Eu vi uma folha seca na estrada
E a carregá-la, um forte vento,
Ia para todos os lados sossegada,
Meditei um pouco, fiquei atento,
Folha seca, pelo vento carregada,
Sem vida, amor, triste essa sina!
Sem nenhum porto para a chegada,
E o vento logo ao fogo lhe destina.
Eu sou tal qual aquela folha seca,
Caindo do galho verde e frondoso,
Não senti da manhã a brisa fresca,
Mas jogado ao léu, o Deus bondoso,
Na Sua infinita, boa e bendita graça,
Livrou-me do fogo daquela sarça.
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