terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Fênix


Só agora, amor, hoje mesmo foi que compreendi...

Na luz de um silencio, na negação de ouvir tua voz!

E na solidão de nós dois, vou eternizar tudo que vivi.

Esquecerei assim pra sempre o que se refere a nós...


Peço perdão por ter te aborrecido ou mesmo um fardo!

Éramos quase meninos... Mas o tempo passa, enfim,

Estamos no entardecer da vida, a flor virou um cardo.

Tens razão, como dizes: Esquecer é o melhor pra mim!


Sentirei falta dos meus fantasmas... Sim eu confesso!

Mas não é a imensidão do mar que o torna tão lindo...

É a incerteza das ondas que vem e logo se vão indo!


E assim é a existência neste nosso infinito universo...

Mas, fica em paz, jamais te importunarei outra vez,

Prometo do fundo da alma, minha fênix... [Talvez!]


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 17.01.2015

15h11min [Tarde]

Estilo: Soneto

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