Esta minha vida é mesmo um mistério...
Pensei em ser leão feroz, sou cordeiro!
Raivoso, quis ser um destruidor morteiro...
Não passo de umas partículas de minério!
Queria ser fogo ardente, terrível, destruidor,
Destruiria a maldade e a minha própria dor!
Sou brasa sem mais calor, apenas um tição...
Que nem mais alumia um só triste coração!
E se em tempos antigos já fui tempestade...
Hoje morro só de pensar em ser maldade!
Verdadeiramente, vivo de solidão em solidão...
De temido vulcão ativo, em plena erupção,
Ando como fumaça presa assim em labirinto,
Choroso, cabisbaixo, lamentavelmente extinto.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 02.09.2018
17h20min [Tarde]
Estilo: Soneto
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