Fui por toda vida sua canção mais que preferida,
Serei pra sempre seu fantasma amado e odiado!
Que a encontrou distante, diante do sol, ferida...
Deu-lhe fôlego, osso seco, sem vida, fui aliado!
Ah! Quantas vezes nos amamos à luz das estrelas,
Mas sempre me dizias: Olha, uma estrela cadente!
Um pensar sem nexo, vontades... Quis combate-las,
Em vão, eu vi sua alma se afastar, em fogo ardente!
Olhei, Deus, como em visão de puro néctar de amor,
Dissolver-se e entrar na atmosfera infinita, ao calor!
Fechei o peito às paixões e prometi nunca mais amar,
Para não sofrer a dor que hoje me dilacera o coração.
E na imensidão dos meus dias infernais, apenas a olhar,
Vejo como em espelho, tudo outra vez... Num clarão!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 26.03.2012
18:37 [Noite]
[Estilo: Soneto]
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