Há um mistério que invade minha alma por momentos,
Na eterna loucania dos corpos ardendo em movimentos
Frenéticos e ciberneticamente arquitetados numa janela...
Onde as visões do pensamento se encontram dentro dela.
O sangue corre e as veias todas se estufam em frenesi,
Correm rios de ouro avermelhados e flutuam sem sentir...
Que nesta guerra dos glóbulos brancos com vermelhos,
Não há vítimas ou vitimados, só testemunhas, os espelhos!
Consumação de paixões! Que se diz amor, mas é loucura,
E faz girar todo átomo do corpo em feliz e doce aventura,
Para muitas vezes morrer de desgosto e arrependimento!
Preço alto a pagar por poucos minutos de prazer, ao vento...
E a sofrer as consequências, sem querer, pela eternidade,
Sem ter conhecido na vida, qual a verdadeira felicidade.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 09.07.09
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