terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Faz tempo...

 Ah! Quanto tempo já faz, meu Deus do céu,

Desde que beijei meu pai pela última vez...

Quanto tempo ainda me resta assim em filéo,

E o meu filhinho me beijará sem insensatez!


Selando o fim de uma angustia, de uma dor,

De uma vida atribulada, mesmo sem felicidade...

Que dirão todos ao meu redor, falarão de amor?

Ou apenas que fui sonhador em plena mocidade!?


Não posso mais beijar papai, há tempos se foi!

Filhinho, beija hoje teu papai, enquanto ele vive...

Nem que velhinho esteja, como um cansado boi!


Papai, que saudade do teu cheiro, teus abraços...

Quantas vezes, papai, em teus braços eu estive!

Hoje, a luz dos teus olhos alumiam meus passos!

Poeta Camilo Martins


Aqui, hoje, 13.08.2015

15h57min [Tarde]

Estilo: Soneto

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