domingo, 10 de setembro de 2023

PRIMAVERA INCERTA

 

À minha amiga Camila Rocha

Em que braços viestes parar, amada de outrora…
Logo tu que desprezastes o maior amor do mundo!
Lograstes êxito em tua investida, na doce aurora,
Da minha vida! Invadiu o sentimento num segundo!

Hoje te tenho nos braços e não te quero como antes…
Posto que a desventura vivida em mim se eternizou!
Me abraçavas e não me querias, éramos amantes…
E eu nem sabia! Beijavas-me e nada sentias! Amou?

Quando foi que cultivastes esse dom maravilhoso?…
O tempo passou, não me reconhecestes, foi um engano!
Confessa-me! Tu és cruel… O coração ainda orgulhoso…

Vida minha, Deus do céu, olhai-nos hoje aqui, juntos!
Não nos imputes essa falta, sou pecador, sou profano!
Confesso, não resisti à primavera incerta, como muitos.

II

Hoje apenas olho o passado e fico a sorrir do destino!
O que éramos, o que somos e o que seremos um dia…
Por onde andastes, que não mudastes esta alma fria?!
O peito feito muralha gélida, mesmo o astro sol à pino!

Não, não me peças pra voltar e começar outra vez…
Nem olvidastes em arriscar a vida em outros braços!
Mesmo eu te mostrando no coração os tristes laços…
Que me unia a ti, meu sabiá! Culpa da tua altivez!

Nos rasgou em trapos, nos separou todos os sonhos…
Dividiu nossos desejos… Nossos, não, meus somente!
Pois que já estavas em outro mundo! Ah! Medonhos,

Fantasmas me atormentaram por séculos e a semente,
Que plantastes em mim, ficou! Mas, hoje, eu me liberto…
Pra sempre! Tenho agora a confiança no caminho certo.

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