À luz da vela,
Aquela vela de
cêra,
No
Canto da mesa
Lângüida luz
Que alumiava
Somente
O meu
Pensamento...
Depois à luz
Da linda
Lamparina
Pavio
De algodão
Bem dobrado!
Minha avó
Mesmo
Fazia...
Tampa
De garrafa
Achatada.
Com sua
Luz mais
Forte
A iluminar
Minhas
Travessuras.
Nas noites
Escuras
Mas bem
Foguentas
E espoletadas
De menino!
Veio mais tarde
Um lampião
A querosene
Uma chama
Bem diferente!
Se podia
Até controlar
Então eu
Ficava
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A brincar.
Aumentava
Baixava...
-- Pára com
Isso menino!
Vovó gritava!
Corria pro
Terreiro
Sem luz...
No brilho
Só da lua.
E das
Estrelas...
Lindas!
Magníficas e
Perfeitas!
Iluminavam
Meu
Futuro,
Minha alma,
Meu ser!
Oh! por
Minha falta
De sorte...
Veio aquela...
Luz elétrica!
Lâmpadas
Por todo
Canto... em
Casa,
No caminho.
Lá no terreiro
Da vida
De tudo
De todos...
Eu chorei...
Que agonia!
Eu amava
As outras
Luzes.
Onde estão?
Tudo se foi
A luz da
932
Vela... da
Lamparina e
Do lampião!
Ofuscou meu
Ser
Minha vida
E até a
Alma.
Onde estão
As estrelas
Gente! onde
Está
Minha lua?
E os pontinhos
De luz no céu
Que eu contava?
Que eu
Seguia ou
Me seguiam...
Mas fui
Vingado
Em pouco
Tempo
Bem pouco!
Adormeci
Sonhando
Com aquele
Céu...
Até hoje...
Pela manhã
Olhei...
Nenhuma
Lâmpada
Brilhava!
Veio a
Maravilhosa
Luz do sol
E a todas
Condenou.
“O caminho
Do homem
Justo é
Assim... como
A luz da aurora!
Vai brilhando
Cada vez
Mais
Até ser
Dia perfeito”.
Hoje! Não
Sei...
Aquelas luzes...
A vela, a
Lamparina...
O lampião
Que eu
Aumentava
E diminuía
A chama...
Minha avó!
As
Mesmas
Lágrimas...
Da alma!!
Vidas que
Não
Prestam
Atenção
Na vida.
Nascem
Para viver
Mas
Apenas passam
Pela vida!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 09.08.07
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