segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Noutros tempos... Veio a luz

 

À luz da vela,

Aquela vela de

cêra,

No

Canto da mesa

Lângüida luz

Que alumiava

Somente

O meu

Pensamento...

Depois à luz

Da linda

Lamparina

Pavio

De algodão

Bem dobrado!

Minha avó

Mesmo

Fazia...

Tampa

De garrafa

Achatada.

Com sua

Luz mais

Forte

A iluminar

Minhas

Travessuras.

Nas noites

Escuras

Mas bem

Foguentas

E espoletadas

De menino!

Veio mais tarde

Um lampião

A querosene

Uma chama

Bem diferente!

Se podia

Até controlar

Então eu

Ficava

931

A brincar.

Aumentava

Baixava...

-- Pára com

Isso menino!

Vovó gritava!

Corria pro

Terreiro

Sem luz...

No brilho

Só da lua.

E das

Estrelas...

Lindas!

Magníficas e

Perfeitas!

Iluminavam

Meu

Futuro,

Minha alma,

Meu ser!

Oh! por

Minha falta

De sorte...

Veio aquela...

Luz elétrica!

Lâmpadas

Por todo

Canto... em

Casa,

No caminho.

Lá no terreiro

Da vida

De tudo

De todos...

Eu chorei...

Que agonia!

Eu amava

As outras

Luzes.

Onde estão?

Tudo se foi

A luz da

932

Vela... da

Lamparina e

Do lampião!

Ofuscou meu

Ser

Minha vida

E até a

Alma.

Onde estão

As estrelas

Gente! onde

Está

Minha lua?

E os pontinhos

De luz no céu

Que eu contava?

Que eu

Seguia ou

Me seguiam...

Mas fui

Vingado

Em pouco

Tempo

Bem pouco!

Adormeci

Sonhando

Com aquele

Céu...

Até hoje...

Pela manhã

Olhei...

Nenhuma

Lâmpada

Brilhava!

Veio a

Maravilhosa

Luz do sol

E a todas

Condenou.

“O caminho

Do homem

Justo é

Assim... como

A luz da aurora!


Vai brilhando

Cada vez

Mais

Até ser

Dia perfeito”.

Hoje! Não

Sei...

Aquelas luzes...

A vela, a

Lamparina...

O lampião

Que eu

Aumentava

E diminuía

A chama...

Minha avó!

As

Mesmas

Lágrimas...

Da alma!!

Vidas que

Não

Prestam

Atenção

Na vida.

Nascem

Para viver

Mas

Apenas passam

Pela vida!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.08.07

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