segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Nunca...


Eu nunca fui amado assim tão intensamente,

Nem te tive envolvida inteira em meus braços!

Na solidão infernal, envolto em fracos laços...

O único mergulho foi em mim, intimamente.


Eu nunca tive um olhar que penetrasse a alma,

E me olhasse num revés, de quem tudo sabe...

Na imensidão do meu eu, não há paz ou calma!

É sempre a incerteza que já no peito nem cabe.


Nunca choraram uma lágrima que fosse no fundo

Do poço, do meu profano e enigmático mundo...

Não! Nunca houve um tão profundo como o meu!


Na ilusão, em plena visão de inexistente amor...

Há séculos que esse sentimento em mim morreu!

Sem esperança... Envolvido pela revolta e a dor.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.09.2011

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