Eu nunca fui amado assim tão intensamente,
Nem te tive envolvida inteira em meus braços!
Na solidão infernal, envolto em fracos laços...
O único mergulho foi em mim, intimamente.
Eu nunca tive um olhar que penetrasse a alma,
E me olhasse num revés, de quem tudo sabe...
Na imensidão do meu eu, não há paz ou calma!
É sempre a incerteza que já no peito nem cabe.
Nunca choraram uma lágrima que fosse no fundo
Do poço, do meu profano e enigmático mundo...
Não! Nunca houve um tão profundo como o meu!
Na ilusão, em plena visão de inexistente amor...
Há séculos que esse sentimento em mim morreu!
Sem esperança... Envolvido pela revolta e a dor.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 16.09.2011