domingo, 18 de maio de 2025

Martírio


Oh, vós que perambulais pelo mundo,

Das vis entranhas da terra oriundo...

Não mintais à minha doce amada,

És da má sorte a eterna namorada!?


Vida dividida entre o amor e a razão,

Que por maldade faz a clara divisão,

Entre a paz do acariciar e a guerra,

Mata todos que encontra pela terra.


Vós sois mal e não tens nem compaixão,

De almas apaixonadas, de amores eternos,

Da infinita dor que estraçalha o coração,


E como um relâmpago, trazes os infernos.

Apanha assim todos em todas as idades,

Tirando toda chance de se ter felicidades.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 12.03.2011

Mariluce


M inha irmã querida

A primeira de nos seis

R enascer do amor de papai

I luminacao da vida de mamãe

L uz do alvorecer de todos nos

U m encanto de menina, eu lembro

C enas da infância me encantam

E vez em quando me acalma o ser


L i nos teus olhos já faz tempo

I nfelizes momentos vividos

M agoas e sofrimentos até passados

A calma o ser... Tudo passa, eu sei.


M ais do a vida de dor aqui

A livio de toda a tempestade

R aios e trovoes que enfrentamos

T antas desavenças e descrenças

I nfinita e a graça de Jesus que

N os faz ter esperança e andar na luz

S empre e eternamente, tem fé, irmã.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.12.08

Marilene


Passava pela pequena rua

Olhava a face sua...

Era Marilene, a linda!

O belo rosto enquadrado

No quadro feito do portal

Da janela, onde ela ficava

Lindamente debruçada.

[Todas as manhãs... e tardes]

Um sorriso muito mais

Bonito e suave do que o de

Monalisa, de Leonardo!

Cabelos longos, pretos,

[nada de Rapunzel, pelo

amor de Deus!],

Olhos sem definição,

[[Pela distância que eu

os via]], mas, olhar de

De quem busca algo

No infinito...bochechas

Rosadas como maçãs...

E eu a pensar: como

Seria aquele “pedaço” do

Corpo, [o que eu não via],

Pois faltava no quadro!

Um dia me atrevi, queria

Conhece-la. Cheguei

De mansinho, perguntei

Seu nome e quis ficar

Bem perto, o suficiente

Para vê-la toda, e vi!

Contou-me sua vida,

E como perdera as duas

Pernas em um terrível

Acidente! Estava ali,

Agora, presa a uma cadeira

de rodas, pra sempre!

[Cá estou eu que nem o

Teófilo, afinal a Marilene

Existiu, existe ou existirá?]

Maria do Nelo II


Tempos, quando me entendi por gente,

nas ruas da nossa Feitoria... Olhar singelo,

Já perambulava simples e tranquilamente,

essa figura meiga, amada... Maria do Nelo!


Maluca de cabeça, mas doce de coração...

É filósofa por natureza, coisa a se refletir:

“Se a gente não cuida do que é nosso, então,

o diabo vem e carrega, sem mesmo dividir!”


Verdade, quando criança tinha medo dela!!

A sua roupa impecável de volta ao mundo...

Me deu uma carreira, escorreguei na gamela!

Equilibrei, corri sem perder um só segundo...


Hora jogava pedra na gente, outra carregava

gatos mortos em um saco e cuidava do Nelo!

Eu a vi no telefone do orelhão, conversava...

Talvez tivesse alguém, ela chamava de Belo!


Caminha pelas ruas, conversa, corre e pede...

está sempre com suas “joias” penduradas!

Ninguém para ela é tão ruim, cheira ou fede...

Apenas vive, horas alegres outras chateadas!


Hoje, vejo a mesma figura da minha infância,

parece até que para ela, o tempo não passa!

Maria do Nelo... Sem preocupação, ganância,

É a pura flor da inocência que nos abraça!!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.01.2013

10:02 [Manhã] – Estilo: Trova

Maria do Nelo


Era maluca que vivia pela rua,

E eu menino levado da breca,

Gritava: olha a louca, perua!

E corria e caía, preso pela cueca.


Andava com uns gatinhos mortos,

Dentro de um saco em suas costas,

Muitos pedaços de ferros tortos,

E de cavalos e bois, as bostas...


Ou estrume, como dizia a maluca.

Era a Maria doida, de olho no Nelo,

Falava como se fosse boa da cuca,


“É bom cuidar do que é da gente, belo,

Senão o diabo vem ligeiro e carrega.”

A maluca filosofando não escorrega!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.11.09

Maria das Dores Lima - Minha Mãe

 *Minha doce eterna que sempre há de ser

*Aquela que nunca hei de esquecer

*Rima dos versos que eu posso fazer

*Irmã dos raios que me viu nascer

*Alma da vida de todo o meu ser.


*Das muitas Marias que eu conheci

*Antes, durante e depois daqui

*Santa nenhuma se compara a ti.


*Deus te pôs em meu caminho um dia

*Ou eu que desse mundo nada conhecia

*Reconheço que sem ti eu nada resolvia...(?)

*Esse raro momento sem melancolia

*Só você mãe me traz tanta alegria.


*Lembro anos que passados são,

*Imagino sempre qual a lição,

*Máxima hoje da minha canção,

*A embalar esse pobre coração.


*Martírio hoje de minha clara alma,

*Anos perdidos sem sua doce calma,

*Razão que a vida nunca bate palma...

*Terei mistério sempre e eternamente,

*Irei partir, mas tenho em minha mente,

*Nada e melhor para mim tão docemente,

*Serei seu filho sempre, sou sua semente!


Poeta Camilo Martins - Aqui, hoje, 16.10.08

Marcas


À Norma Sueli [do meu tempo de menino na escola

primária e que nunca mais na vida eu vi]


Sim, tu marcaste a minha vida para sempre... Enfim,

Descobri que não marquei a tua pra toda eternidade!

És uma marca... Como uma ferra de boi em mim!

Mas em ti, fui apenas um relâmpago na tempestade.


Somente clareou, e se foi perdido no esquecimento...

Luz que imaginei seria para além tempo e infinito

Espaço eu nunca teria, só pra depois vir sofrimento!

Muito menos separado assim por mármore e granito.


Realidade cruel em minha triste vida, hoje eu sei...

Passe séculos e milênios... Apenas a marca terei!

Passaste pela minha vida, pela tua eu não passei...


Olho a marca, o tempo e o espaço, mas não te vejo!

E penso se desisti, se morri ou se mesmo só cansei...

Fico a sonhar com teu abraço, teu sorriso e teu beijo.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 24.01.2015

19h03min [Noite]

Estilo: Soneto

Maravilhosa Rosa

 

Eu não a tive em meus braços,

Mas segui sempre os seus passos,

E a quis bela e maravilhosa,

Para amar sempre aquela rosa...


Fitei-a no banho ao amanhecer;

Infernal conflito em meu ser:

Dizer a ela de todo o meu amor,

Ou apenas admirar aquela flor?


Oh! Rosa maravilhosa de se ter!

Pétalas, perfume... E ao chover,

As gotas escorrendo pelos galhos...


E eu procurando entre atalhos...

As visões de tudo aquilo, pra mim,

Num delírio alucinado e sem fim.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 17.06.09

Mar Misterioso


Sábios tentam desvendar

O que se passa

No fundo do mar...


Cores, plantas, corais

Formas estranhas

Vidas sem formas...


O que faz o vai e vem?

Das ondas

A balançar e ir...


Para onde vão as águas

Quando a maré

Baixa? E vem...


O sal que nunca acaba,

E quando então

Se revolta e volta...


Oh, mar que não será

Eterno que eu sei

Para onde iras?


Mar misterioso... teus

Segredos um dia

Serão revelados!


Poeta Camilo Martins - Aqui, hoje, 11.11.08

Maquiorum

 És louca, agora eu creio,

Receio,

Que no teu seio,

Magoado,

Suado,

Cansado

Do sofrer

E ter

Medo do perdoar...

E de se dar!

Oh! Abalo sísmico

Do coração,

Doação

De vida que

Não se faz e um

Grito surdo

Mudo,

Pairando no firmamento

Num momento,

Em pensamento!

Ah! Ensanguentada alma,

Que não acalma,

Nem se cala...

Na revoltosa dor

Que se agiganta,

E na garganta,

O amargo fel

Da traição!

Quem, mesmo no céu,

Há de suportar?

Sofrimento eterno

Que o puro ser, tenta

Esquecer...

E aquecer

A vida,

A lida...

Com a liberdade,

A verdade

E o simples desejo

De paz!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07.05.2010

Mãos

 

Foram as dela que me comoveram mais,

Tocando-me com amor em seu momento

Mais indesejado, o que não quero jamais!

Momento de dor, angustia e sofrimento.


As mãos que me acariciavam com emoção

Que me transformava em criança outra vez

Amenizavam as minhas dores de coração

Hora a hora, dia a dia, ano a ano, mês a mês.


Lembro aquelas mãos, como lembro a vida,

Que vivia perto dela lá no sertão, ao luar...

Ela a me olhar, a me amar... Sempre dividida!


Entre um beijo e um afago e eu a escutar...

Os segredos da noite, o barulho do vento!

E ouço Deus, ainda, ela vindo em passo lento.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.10.09

Mania de Chico


Chico Bíblia

    Chico Vaqueiro

Chico Chulé

    Chico Bené

Chico Buarque

    Chico Maia

Chico Science

    Chico César

Chico Moura

    Chico Miguel

Chico Mel

    Chico Serra

Chico Anísio

    Chico City

Chico Show

    Chico Pinheiro

Chico Alencar

    Chico mané

Chico Filho

    Chico Neto

Chicão, Chiquinho,

    Chico, chiquito

Chico chimarrão

    Chico, Chico, Chi...

Tudo é Chico

    tá na moda

E o rio, também?

    Não, ele não!

É São Francisco

    é de Assis

Tá na moda

    é ser santo!

(santa água nossa!)

Malibu


Por que me perguntas, se eu choro um choro sentido,

Se quando eu choro, todo o sentido se vai ao vento?

Lá se vão meus passos na areia em nada convertido,

Não me siga por eles... Falsas marcas de momento!


Meu grito, hoje, é apenas um ecoar inconsequente...

Que o choro traduz em raios de luar sereno ao chão!

De minha boca nunca ouvirás os suspiros da mente,

No compassado tilintar... Qual sino velho, do coração!


Olhe o céu, repare o mar, nas praias da minha alma...

Lá tu estás, linda como Malibu! Num reflexo intenso!

E meu peito, sempre, impregnado de um amor imenso,


Aquele pôr do sol, na tarde quente, assaz bem calma...

A vida a nos levar, nas canoas frias, de nossa fantasia!

Agora, apenas olho para Malibu... Sem a tua companhia.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.08.2012

21h40min [Noite]

Estilo: Soneto


Manelim, memental? Nunca!


Manelim era meu primo, gente boa...

Nunca foi passado para trás à toa...

Deu uma de louco para se aposentar,

Quando conseguiu saiu a comemorar!


Bebia cachaça e dizia, sou louco, louco,

Pra matar um agora falta muito pouco!

Eu e meus irmãos dentro de casa chorando,

Morrendo de medo ficávamos ali orando...


Depois se revoltou porque o dinheiro vinha

Mas ficava com sua mãe, era uma coitadinha!

Mas ele quebrou o pau, queria era na sua mão,


Deu uma de mais louco ainda pra conseguir,

E, claro, a mãe não aguentou e assim então...

Passou a grana pra ele! Ficou bom e a sorrir!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.10.09

Maldito ciclo de vida...

 Olho o pai a levar o bebê para a creche...

Olho o pai a levar o menino para a escola,

Olho o pai a levar o filho para a universidade,

Olho o pai a levar o filho para o casamento...


Olho o pai a olhar o filho levar o filho para a creche...

Olho o pai a olhar o filho levar o filho para a escola,

Olho o pai a olhar o filho levar o filho para a universidade,

Olho o pai a olhar o filho levar o filho para o casamento...


Olho o filho a levar o pai para o médico...

Olho o filho a levar o pai para a terceira idade,

Olho o filho a levar o pai para o asilo de velhinhos,

Olho o filho a levar o caixão do pai para o cemitério...


Olho o pai, o filho, o neto e o pai outra vez...

Olho a vida, a vida da vida e a morte...

Olho o mundo, o maldito ciclo da vida!

Olho e me pergunto: O que é a loucura?


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 28.11.10

Málaga


Eu juro, pelos teus olhos lindíssimos,

Duas verdes esmeraldas ao pôr do sol,

Que mesmo que te amasse, puríssimos

Sentimentos meus, jamais, meu girassol!


Nunca te daria uma estrela que fosse,

Do meu infinito céu de amor e solidão!

Assim quando tu acordasses, meu doce,

Serias a própria Órion na amplidão...


Ao sul de Málaga, existe um oceano azul...

Ali há um tesouro... É onde está escondido

Nosso mais íntimo segredo não confundido!


Foi lá, num dia de amor... Feliz e tão taful...

Que me perdi loucamente em ti! Indescritível!

Ah, Málaga! Sensação para a mente inacessível.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.04.2012

21:18 [Noite]

Estilo: Soneto

Mais distante...

 Tudo enfim

indelével

grudado

gravadas

imagens

na mente

não sai

não vai

com o

tempo

não tenho

tempo para

esquecer

nem a

distância

nem a vida

passando

não leva

não destrói

não corrói

nem apaga

nunca

pássaros

borboletas

catirinas

Maria-

Quen-Quem

nas caixas

de fósforo

fisgo

grudando

o pássaro

747

bigode

papa-capim

canário

colerinha

e no açapão

pipiras

chico preto

cai não cai

o currupião

arapuca

rolinha

nambu

faz isso

não

deixa as

bichinhas

todos

precisam

viver...

Mahatma


Ao amigo farmacêutico José Antônio Mauro, dedicado homem da sociedade nogueirense – (Artur Nogueira/SP)


Das muitas almas que nesta vida já conheci,

Eis a que mais admirei desde o dia que nasci!

De semblante sempre calmo e em tranquilidade,

Transmite a paz, sabedoria e olhar de bondade!


Com passos firmes, atravessa as ruas e avenidas,

O olhar vai cobrindo todos os espaços e colhidas

As imagens vai guardando no seu peito com amor!

São pessoas, pássaros ou mesmo uma simples flor...


Aguçado ouvido e experiência no trato com pessoas,

Indica o remédio certo e todos saem lhe tecendo loas!

Merece elogios que à vida do próximo se dedica!


Sua fé inabalável em Jesus Cristo que se santifica!

És “Mahatma”, a grande alma, Deus assim te escolheu,

Pra testemunho aqui na terra, desde que você nasceu.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.11.2019

13h25min [Tarde]

Estilo: Soneto

Mágoa


Noutros tempos, éreis a mais linda menina do mundo...

Pensava em ti como quem mergulhava em mim mesmo,

Pra encontrar minha preciosa pérola, andando a esmo...

E sonhava sempre encontra-la, em meu sono profundo!


Por toda a minha vida era em ti todo o meu doce sentido,

Como se fosse no meu ser a própria pulsação da alma...

Mas, te perdi na névoa do tempo... E choro arrependido,

Posto que queria descansar em ti, última morada calma!


Malditos fantasmas, não deixam meu coração em paz...

Vinho amargo do desprezo que em teu colo experimentei,

E pensar que o cheiro da terra molhada não mais sentirei!


Se imaginásseis que só o pensar em ti tanto mal me faz!...

Hoje, és apenas cinzas, dessas que eu nunca guardaria,

Pra não ter jamais nenhuma lembrança tua, velha feitoria.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 22.01.2023

17h05min [Tarde]

Estilo: Soneto

Mágoa


Para arutsiM anailuJ avlaD


A minha agonia, lindinha, é ver a tua mágoa, tua dor!

Na paz que a tua imagem me transmite, minha flor...

Sinto que o mesmo sentimento que hoje me alcançou,

Pelo teu simples coração de beija flor também passou!


Tentei até não chorar, mas olhei na tela a tua fotografia,

Com sorriso de Monalisa... Olhar perdido na imensidão,

O que queres disfarçar com esta tua alma assim tão fria!

Ouvi o teu puro desejo através da tua intensa pulsação...


Já vivi tanta mágoa que hoje nem sequer lágrima existe,

E minha vida que há muito tempo atrás era assim triste,

É hoje a mais pura alegria... Uma felicidade renascida!


Foi porque te conheci, bálsamo, cicatrizou a minha ferida!

O que será do meu futuro eu não sei... Vivo o presente!

É importante que neste momento a mágoa esteja ausente.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 08.04.2016

13h01min [Tarde]

Estilo: Soneto

Magnético


Eu que nem imaginava um sentimento,

Tive que, ao nascer, logo chorar!

Não sabia ao menos o que era alimento,

E a seguir, com fome, fui mamar!


Mãe Das Dôres, mãe Iza, mãe do céu!

A me olhar profundo, já me amava...

Eu não! Olhava tudo, assim, ao léu!

Não sabia ainda amar, mas já admirava!


Tristeza, pra mim, nunca, jamais existia...

Pobreza ou riqueza, não, nada tinha valor!

Apenas o olhar de minha mãe, eu via...


Uma angústia e a rezar ali, com amor...

Pensando qual seria mesmo meu destino...

Eu, apenas sorria, ao ouvir longe, um sino!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.01.2012

Magalhães Costa


(Em saudosa memória)


Das boas terras do “peixe que ronca”, Piracuruca, dos índios tocarijus,

Veio esta boa alma, com semblante tranquilo, de presente ao mundo...

Labutou na área do direito, se tornou desembarcador e pra lhe fazer jus,

A vida lhe presenteou com o dom da escrita e foi conhecedor profundo!


De estilo clássico, agradável e envolvente, com seu puro regionalismo,

Escrevendo fatos do dia a dia, contava com precisão e sem misticismo!

Descrevia os casos com leveza, sem perder a linha, fiel sempre à realidade,

Maravilha sem igual da literatura, pois toda a sua grandeza é boa verdade!


Trilhar esse caminho da intelectualidade é deveras custoso e fantástico!

Uma mistura de pensamentos, que traz a alma um sentimento enigmático,

O que Magalhães da Costa, com sua genialidade, conduziu magnificamente!


O que é bom nessa vida, engrandece e nos deixa marca permanente,

Pessoas iluminadas, que merecem todas as homenagens até a eternidade,

Pois alcançaram a glória de serem sempre lembradas, isso é imortalidade.

Mabungalion


Se for preciso renascer, eu morrerei...

Nesta hora de pura e simples nostalgia

O veneno mais puro do prazer eu beberei

Mergulhado nesse doce encanto da poesia.


Razão eu tenho se sobra pra esquecer

Esses momentos tormentosos que eu passo

E se a alma morre certamente eu vou morrer

É a consequência do destino que eu traço...


Pois há tempos me fugiu a doce alegria

Nunca me encontrei com a tal felicidade

Somente a poesia no meu triste dia

Penso em levar para toda a eternidade.


Três coisas descobri, desde menino,

- Amar não se pode só por brincadeira

- Dizer que não acredita no destino


- Perder a esperança na hora derradeira.

Assim, vivo, porque estou aqui para viver,

Mas logo em breve, verei outro sol nascer...


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 30.03.09


Mãe Pêda


Eram as de mãe Pêda as mãos

que sempre todos viam primeiro


foi a maternidade de centenas

na nossa pequena e bela feitoria


Não tinham outras não eram as dela

duas mãos grandes e macias


Doces mãos que recebiam todos e com

um grande sorriso nos lábios


Era quem dizia para o pai preocupado

é homem ou mulher aqui está o/a danado


E o pai feliz queria dizer a todos

da felicidade que chegara


E depressa pegava os fogos

e ia soltar no terreiro


Se fosse mulher era um tiro só

se fosse homem a alegria triplicava


Mas mãe Pêda tava ali, não arredava o pé

dava o primeiro banho com jeitinho bom


e depois que estava tudo muito bem

ia pra casa para o descanso merecido


Nós todos que fomos recebidos por ela

somos muito gratos por este ato de amor


Luz que brilha


Quanto mais caminho rumo ao destino escuro,

Tanto mais brilho trago em minha mente...

Na clareza dos fatos da vida antigamente,

Quando eu menino de alma e coração tão puro!


Transcorriam dias, meses e anos sem melancolia,

Na corrida maluca desse tempo abstrato e incerto,

E na minha infância bela não percebia quão perto,

Estava o fim desde o começo de quando se nascia!


Ah! Cometa ligeiro que é a vida nesta terra santa!

Lembrar as coisas que já se passaram em agonia...

Traz para a alma o doce engano e a vil fantasia,


De que, aqui não se colhe o que a gente planta.

E vem a morte e colhe o desgraçado e triste...

Vai-se tudo! Em pouco tempo, nada mais existe!


Poeta Camilo Martins

03.04.2010

Luz


No caminho da vida

Não sei explicar,

A dor que é sentida,

E o só lamentar!


O tempo que passa,

A linda luz da lua,

Não alumia a raça,

E você fica nua...


Que luz será essa,

De um brilho eterno?

Será que interessa,

Se é verão ou inverno?


Luz da minha alma,

Chama de amor,

Que sempre acalma,

Meu ser sofredor.


É um mistério de luz,

Que não vejo acesa,

Certamente é Jesus,

Amando me beija.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.10.09

Lúcia Ana


Quando se encontra uma pedra preciosa, há felicidade,

Lúcia Ana é dessas opalas de Pedro Segundo, raridade!

Nascida para brilhar sempre, isso faz em qualquer lugar,

com seu puro talento para a escrita, cria, é só imaginar!


Contista e cronista de mente cheia, ama a arte literária,

pensa em deixar um grande legado, tirando da memória

o que puder, pra engrandecer o seu povo e a sociedade,

em claras políticas que prega união, paz e solidariedade!


Tem coração e alma na leitura, na família e na literatura!

Com sua boa formação acadêmica serviu na casa de lei

do nosso Brasil, câmara dos deputados, galgando altura!


Chegado o tempo certo, no seio do seu povo disse: voltei!

Assim, segue o seu destino, assinando o nome na galeria

dos vencedores e na história da humanidade, com alegria.


Luciana Kraieski


La petite seréne da arte cultural do nosso amado Piauí,

unindo sabores, em pétalas literárias, gosto de bacuri!

Reza uma antiga lenda, que, quem nasce às margens

do rio marataoan, fica encantado com suas imagens!


Com olhar profundo, esverdeados olhos de um felino,

a enxergar no horizonte, a doce glória do seu destino!

Na arte do direito, construiu uma bela e sólida carreira,

destaca-se na área criminal, transpondo toda barreira!


Uma empreendedora de visão clara e objetivo concreto!

No caminho da literatura, fixando o olhar na imortalidade,

constrói com fortes blocos literários, seu perfil completo!


De ascendência materna polonesa, tem grande felicidade,

por ter a escritora Agnieszka Osiecka, como inspiração!

Seja feliz, Luciana, siga as batidas certas do seu coração.

Loucura...


Deixa eu penetrar em ti, por caminhos nunca explorados,

Pra eu sentir o gosto do teu prazer profundamente assim,

Nos becos, nas vielas, nas veredas do corpo impenetrados!

Para sempre ter o teu cheiro, tua essência dentro de mim...


Minha doce loucura é esse sentimento de amar, meu amor,

Na minha solidão, no vazio da alma, tudo tu preenches, flor...

A luz que vem do teu interior, aquece-me assim, inteiramente,

E é o que me mantém vivo e a te amar mais e intensamente...


Essa minha loucura, me faz morrer cada dia para mim mesmo,

Vagando pelo espaço, em pensamentos desconexos, a esmo...

E em cada amanhecer, vais renascendo em mim, dominando,


Corpo, espirito e coração, nesse meu cometa, chamado vida!

Sigo, paro, espero, ando, escuto... É a loucura me chamando!

Não tenho saída, é por ti que eu vivo eternamente... Querida.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.06.2022

12h26min [Tarde]

Estilo: Soneto

Longe, porém...


Estou há milhões

De quilômetros

De mim...

A milésimos

De milímetros

Dentro

De ti...

Desvio de sois

Girassóis

Desvio de tudo

Até de nós.

Na constelação

Dos teus

Átomos

Teimo em ir

Na profundidade

Do teu

Pré-sal... vai...

No núcleo

Arrebatável

De tua

Cavidade

Triangular

Não me

Encontro...

Longe, porem

In... this is

My older dream!

Let-me see

Your hands,

Face...where are

You...love?

Come here!

Lets go. We

Are the power.

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 15.12.08

Logos


Não sei qual a razão dessa solidão que me invade,

Pobre alma em desalento, soluçando aos prantos!

Vai se pelas vielas da vida, lágrimas pelos cantos...

E ouço, Deus, os cantos de minha terra na saudade!


As festanças, os festejos, as tertúlias lá no Zé Vaniz...

E eu a paquerar as lindas meninas de minha cidade!

O tempo vai passando e eu com ele, é bem verdade,

Sigo rumo ao (des) conhecido... Sem nada do que fiz!


Hoje, só a dor me acompanha! Ainda em juventude...

Amei, amei até a exaustão! Pode ter sido uma virtude!

Mas, adianta amar, se mesmo assim caí no esquecimento,


E me aguarda sete palmos de terra, selados com cimento?!

Oh! Visão matinal dos meus dias azuis, estrelas do meu céu,

Socorrei-me, tendes piedade! Não me cubras com este véu.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 03.12.2011

Locutor de Rádio...


Foi uma experiência e tanto

Nem é preciso fazer espanto

Rádio primeiro de julho

E eu conto com orgulho.


Programa poesia, amor e vida

Em Água Branca cidade querida!

Quando eu chegava, lá estavam

As cartinhas que me aguardavam.


Camilo Neto - dizia uma com carinho

“Escrevo-te aqui do meu cantinho

Para pedir uma música muito especial

Eu quero ouvir na minha noite nupcial”.


Já outra dizia sem nenhuma rima “vai

Cartinha, vai na rádia Primeiro de Julho(ai)

E diz pro Camilo Neto que não esqueça

Nunca de mim” - (Embora ela mereça) ...


Numa muito bem escrita a moça dizia

Que já havia mais de um ano não via

Mesmo, mais nenhuma razão para viver

E assim só estava pensando em morrer...


Um outro ouvinte, na carta, sempre pedia

Para tocar a mesma canção, todo dia...

A música – “Morto por dentro” de Barrerito

E o Marcelo, técnico de som ouvia o grito...


Esse cara é gay, com certeza! Oferecia

A música só para machos e se derretia...

Depois descobri o homem era maluco

Os machos eram filhos dele e o matuto...


Oferecia para mim e para o doutor Calado

Eu, o locutor e ele um emprego tinha dado.

Era muito legal! Eu ia do choro ao riso...

Isso muito longe do chão que hoje eu piso.


Não sei o que se deu, com toda aquela gente

Que me ouvia e me amava, foi muito de repente

Que deixei tudo por lá... Hoje já faz vinte anos...

E no saudoso coração ainda tenho mil planos!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 13.01.09

Lisete Napoleão


Vens da doce princesa do sul, com sangue literário nas veias,

Como belíssima aracnídea, fostes tecendo tuas nobres teias!

Hoje o Piauí, Brasil e o mundo, conhecem tua arte e o teu dom...


Posto que a cada cor do arco íris da poesia, destes mais um tom!

Tens a grandeza de dourada águia, na essência do teu labutar,

E a admiração de todos, no teu jeito simples e sincero de amar!


Amar a arte, a cultura literária e amar ao teu redor, as pessoas...

Feito Atenas, deusa grega da sabedoria, tens para ti muitas coroas!

Contando em belas crônicas a vivência do nosso povo do Piauí,


Ou falando das coisas do amor, agregando valores, aqui e ali...

Fazendo o ajuntamento em agremiações literárias mui especiais,

És a própria extensão da poesia, na prossecução de hinos joviais!


Engrandeces a história da nossa terra e te tornas pra sempre imortal!

Cravar o teu nome na galeria dos benfeitores da humanidade, é vital.


Lobo


As trêmulas mãos, tenho agora,

Do nada veio a mansidão do dia...

Tudo o que eu queria, joguei fora!

Não há mais pedras no caminho,

Existe, sim, o que eu mais temia!

A dor, o olor, meu amargo vinho...


Por que, Deus, a vida é tão cruel?

Pouquíssimo tempo para sorrir...

Muito mais para sofrer e chorar!

Não há trégua, não há um revel...

Muita gente por aí, só a mentir,

Dizem que seu desejo é o amar!


No entanto o que se ver nas ruas,

São milhões de sofredoras nuas...

Almas sem alento, tristes, famintas!

Por cobertor, a própria pele, cintas...

Apertam o estômago vazio e a fome,

A matar um a um... Claro, não come!

Vai-se a noite e vem o amanhecer...


Não há nada novo, a não ser o dia,

Trazendo aquela velha conhecida...

Não há mais um bom envelhecer,

Felicidade se quis, mas já é tardia...

A boa alma já se encontra falecida!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.05.2013

17h33min [Tarde]

Estilo: Sexteto em rima livre

Lírio Encantado


Oh, bela minha

encantamento eterno

és amiga íntima de

meu pranto e dor


És lírio lindo

monumento à vida

mesmo nascendo no

lamaçal do pântano


Cresceste alva

como a branca neve

brilhante e linda

como a estrela D’alva


Mas és ingrata!

Vês minhas lágrimas

a deslizarem no rosto

como um rio a correr sereno


E me entrego todo

pensamento e vida

e me desprezas inteiro

corpo, espírito e alma.

Língua Gorda...


Língua gorda, gorda língua! És cruel...

Exaltas em outras terras sua terra!

Falas das grandezas, do doce mel...

Do lindo verde, do sol atrás da serra!


Língua que te quero gorda! Ave! Seja...

Bendito o peito que lhe amamentou!

E maldito aquele que o mal lhe deseja...

Por um ocorrido que você comentou!


Língua de trapo, trapo de língua! Velha...

Na imensidão das palavras há maldade!

Ora, pois, que por uma simples centelha...


Hás de odiar sua queridíssima cidade?!

Jamais! Bom é ter língua gorda, honesta!

A ter língua magra... Que pra nada presta.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 26.08.2011

Lindsquy


Lembro-me daquelas loucuras que eu fiz,

As imagens estão na mente em movimento!

Pura bobagem, coisa na vida de momento,

Que a gente pensa em dar certo e e infeliz.


Eu era adolescente naquele internato,

E me apaixonei pela filha do diretor...

Tentei conquistá-la, dando uma de ator,

Fingi que estava chorando... Foi meu ato!


Na ponte de madeira, sobre o rio panelas,

Para quando ela passasse, sentisse pena de mim!

Naquela noite maldita, não aconteceu assim.


Havia algumas pessoas olhando pelas janelas...

Correram e foram logo contar para o pai dela!

Mas Silma Almeida, nunca deixou de ser bela.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 05.05.09

Lince

 

Está na velocidade da saudade, a minha dor!

Que penetra feito luz difundida no espaço...

Desaparece em segundos, desfaz-se em calor,

Divide a alma e o espírito... E eu me desfaço!


Este sentimento profundo é como uma espada,

Vai cortando a vida da gente em sofrimento!

Não se importa com o amor, não sente nada...

Apenas invade o coração, causa sangramento,


E vai, mutilando em pleno amanhecer da vida,

Todos que encontra pela frente é sensível e ama!

Mas, não chore tanto assim, minha alma ferida,


Doce encantamento que jamais vou esquecer...

Passastes por minha vida como uma chama!

O teu apagar, foi a luz viva do meu alvorecer.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.12.2012

17h06min [tarde]

Estilo: Soneto


Linda, Linda, Linda...

Esta noite, sonhei com você!

Você estava linda...

Como sempre esteve

Amei, como sempre...


Linda é o que você é!

Só isso e nada mais.

É lindo é sonhar,

Sonhar com você.


Queria estar com você

É pouco sonhar...

Você é linda e mais

Lindo é ter comigo você!


Não sei muito o que dizer,

Minha linda mulher

Admiro-lhe, fico bôbo

Sem saber o que fazer.


Linda, linda, linda

É o que eu sei pensar!

Noite e dia sem parar

Ah! Maravilhoso amar.

Libertação


O sol estava a brilhar

a água no rio corria

o vento forte a soprar

o que eu fiz naquele dia?


Vou contar-vos

em forma de oração

como de escravo

consegui libertação.


Era escravo do pecado

mas Jesus me libertou

de meu Deus eu sou amado

e por Ele salvo estou.


Fui caminhando na estrada

e Jesus me avistou

e com sua mão amada

Ele então me abençoou.


Foi um dia tenebroso

mas lembrei-me que Jesus

pelo seu amor grandioso

libertou-me lá na cruz.


Lightning


Olhei-te, como quem a própria sombra observa...

Passou em minha mente mil imagens de outrora,

A vida toda em primavera, o tempo não conserva!

Vem o inverno, o verão e no outono, outra flora...


Não somos mais do que relâmpagos na amplidão

De um cosmo que se expande no sideral espaço...

Enquanto os seres celestes na imensa escuridão,

Espiam cada um de nós, nos caminhos, o passo!


Chegamos bem de mansinho, ao nascer do sol...

Quando percebemos, estamos com ele no poente!

Encurvados por dias longos e chora a alma doente,


Em angústia, debruçada nos próprios sentimentos...

Desejando ardentemente sempre um novo arrebol,

Pobre vida, velozmente tudo se vai... Vis lamentos!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 07. 06.2013

22:17 [noite]

Estilo: Soneto

Liberdade sem mártir?


Quando eu era ainda criança, já era evangélico,

Os meus amigos me chamavam de protestante!

Eu não entendia, porque eu não protestava nada.

Apenas seguia minha religião, com poder bélico...

Seria essa a força que me movia numa constante

Ação de patriotismo espiritual em mim acumulada?


Hoje estou vendo todas as manifestações, protestos,

Protestos e mais protestos! Gritos por mudanças!

Espíritos inflamados pelas injustiças do dia a dia...

As dores, os sofrimentos, a violência... Manifestos!

Polarizadas estão, de todo o povo, as esperanças!

Ah! Se tivesse mesmo certeza de que algo mudaria...


Mas temo ser em vão, posto que cada um reclama

Daquilo que lhe incomoda mais, não há um clamor,

Um objetivo único que leva o brasileiro às Ruas...

Mas, não se luta mais como antigamente, a chama

Invertebrada da conquista, o que houve, apagou?

As almas tem que se despir de si mesmo e ir nuas!


Na história, tem seus mártires, mas pode, sim, ser

Pacífica também! Mas há quem pense que luta sem

Derramamento de sangue não há inversão de valores!

Reflito e quero protestar hoje, ao sol, no amanhecer...

Protestar por mim mesmo, quero um futuro e tem

Muitas pedras no caminho, nas vias, nos corredores!


Olho, foram pedras que coloquei, sem mesmo pensar!

Pessoas que não me dão nem importância, me ignoram...

Ignoram as minhas reais necessidades, me fazem sofrer!

Para que gás lacrimogêneo, já não basta o meu chorar?!

Deem-me apenas o gênio, pois as lágrimas... Já rolam!

Protesto por viver melhor, de que adianta então morrer?


Quero, sim, os benefícios do meu protesto ainda em vida!

Para que mártir, se já somos vítimas do próprio sistema?

Balas de borracha ou não, para nos machucar mais ainda?

Somos livres, livres pra quê, para a prisão da alma renhida?

Fazer-nos, sem querer, escravos de tudo quanto é esquema!

A verdadeira libertação democrática, seria hoje bem-vinda!


Vou me manifestar, vou protestar hoje ainda, bem cedinho,

Mas farei primeiro, certeza, uma reflexão de causa e efeito...

Porque se eu continuar fazendo más escolhas, nada muda!

Será na vida toda um ciclo sem fim, e me achar coitadinho

Um constante enigma em mim, sem saber o que é o direito,

O certo ou o errado... Oh! Que conflito de alma tão desnuda!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 29.06.2013

18h17min [Noite]

Liberdade


Existe, mas nem sempre é usada, isso não é legal.

Daria à todos sempre a felicidade de ser independente.

Apontaria um caminho para um futuro próspero e belo.

Determinaria a vida maravilhosa e um bem especial.

Reciprocidade nos relacionamentos, o amor reinaria.

Então viveríamos em paz! Comemoraríamos cada data!

Belas flores daríamos de presente, felizes no nosso amor.

Infelicidade seria palavra inexistente e nunca iríamos dizer,

Liberdade eu odeio você! Certamente uma esperança existe!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 21.03.2012

14:02 [Tarde]

[Estilo: Poesia em Mesóstico] O Mesóstico surgiu, da mesma forma que os Acrósticos, que eram praticados na antiga Grécia, nos séculos cinco e seis depois de Cristo. Mesósticos são textos (poéticos ou não) que se possuem no meio dos versos, letras que formam uma ou mais palavras, que dão o mote da composição. Isso ocorre, normalmente em poesias. Normalmente, os Mesósticos falam de amor e/ou temas do cotidiano e podem abordar também as datas comemorativas ou ainda falar sobre despedidas e dar as boas-vindas. Nada impede que um Mesóstico seja também um Acróstico ou Teléstico ou ainda os três juntos. Na poesia acima, a palavra chave foi colocada no início e no meio do texto. Temos, portanto, um Acróstico e um Mesóstico dentro de um único texto. No Acróstico, a palavra foi colocada para a leitura de baixo para cima.

Lhibherdhady

 Mergulho dentro de mim,

Da janela de minha alma,

Para um profundo fim,

De transparente fauna.


De animais ferozes...

Que eu não conhecia,

Covardes e atrozes,

Da minha melancolia!


As feras terríveis que vejo,

É certo que não aceito,

Nunca foi o meu desejo...

Mas moram no meu peito.


Separo o trigo do joio,

Numa triste indignação,

Cambaleio, quero apoio,

Só encontro condenação.


E os bichos corroem tudo,

Sombra, vulto e coração...

Boquiaberto fico mudo!

E vai-se minha respiração.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 06.10.09

Let me see...

 Outrora, éreis a formosa mulher da minha vida,

Que em meus sonhos eu endeusava feito santa...

Na ignorância, cego, cobria-te a minha manta!

E nem percebia que na alma ficava uma ferida.


Confesso, nunca tive o direito de pedir fidelidade,

Na minha ingenuidade, apenas te reguei, jardim...

Com as mais lindas e perfumadas flores, pra mim!

Olho, hoje, incrédulo, queria tê-las pela eternidade.


Oh! O que houve contigo, em que te transformastes?

Quanto eu queria te ver com aqueles olhos de antes,

Mas não consigo, aquele homem, creia, tu matastes!


Nem ao menos nos vis pensamentos, somos amantes!

O ódio que me vem na mágoa angelical de Madalena,

Deixe-me ver... Não tenho como perdoar... Que pena!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.09.2012

19:47 [Noite]

Estilo: Soneto

My Heaven

                                    A Minha amiga Giovanna Vieira Quando me dei conta, já estava envolvido, E os sentimentos todos em partes...