Língua gorda, gorda língua! És cruel...
Exaltas em outras terras sua terra!
Falas das grandezas, do doce mel...
Do lindo verde, do sol atrás da serra!
Língua que te quero gorda! Ave! Seja...
Bendito o peito que lhe amamentou!
E maldito aquele que o mal lhe deseja...
Por um ocorrido que você comentou!
Língua de trapo, trapo de língua! Velha...
Na imensidão das palavras há maldade!
Ora, pois, que por uma simples centelha...
Hás de odiar sua queridíssima cidade?!
Jamais! Bom é ter língua gorda, honesta!
A ter língua magra... Que pra nada presta.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 26.08.2011
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