És louca, agora eu creio,
Receio,
Que no teu seio,
Magoado,
Suado,
Cansado
Do sofrer
E ter
Medo do perdoar...
E de se dar!
Oh! Abalo sísmico
Do coração,
Doação
De vida que
Não se faz e um
Grito surdo
Mudo,
Pairando no firmamento
Num momento,
Em pensamento!
Ah! Ensanguentada alma,
Que não acalma,
Nem se cala...
Na revoltosa dor
Que se agiganta,
E na garganta,
O amargo fel
Da traição!
Quem, mesmo no céu,
Há de suportar?
Sofrimento eterno
Que o puro ser, tenta
Esquecer...
E aquecer
A vida,
A lida...
Com a liberdade,
A verdade
E o simples desejo
De paz!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 07.05.2010
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