Por que me perguntas, se eu choro um choro sentido,
Se quando eu choro, todo o sentido se vai ao vento?
Lá se vão meus passos na areia em nada convertido,
Não me siga por eles... Falsas marcas de momento!
Meu grito, hoje, é apenas um ecoar inconsequente...
Que o choro traduz em raios de luar sereno ao chão!
De minha boca nunca ouvirás os suspiros da mente,
No compassado tilintar... Qual sino velho, do coração!
Olhe o céu, repare o mar, nas praias da minha alma...
Lá tu estás, linda como Malibu! Num reflexo intenso!
E meu peito, sempre, impregnado de um amor imenso,
Aquele pôr do sol, na tarde quente, assaz bem calma...
A vida a nos levar, nas canoas frias, de nossa fantasia!
Agora, apenas olho para Malibu... Sem a tua companhia.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 02.08.2012
21h40min [Noite]
Estilo: Soneto
Manelim, memental? Nunca!
Manelim era meu primo, gente boa...
Nunca foi passado para trás à toa...
Deu uma de louco para se aposentar,
Quando conseguiu saiu a comemorar!
Bebia cachaça e dizia, sou louco, louco,
Pra matar um agora falta muito pouco!
Eu e meus irmãos dentro de casa chorando,
Morrendo de medo ficávamos ali orando...
Depois se revoltou porque o dinheiro vinha
Mas ficava com sua mãe, era uma coitadinha!
Mas ele quebrou o pau, queria era na sua mão,
Deu uma de mais louco ainda pra conseguir,
E, claro, a mãe não aguentou e assim então...
Passou a grana pra ele! Ficou bom e a sorrir!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 16.10.09
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