domingo, 18 de maio de 2025

Malibu


Por que me perguntas, se eu choro um choro sentido,

Se quando eu choro, todo o sentido se vai ao vento?

Lá se vão meus passos na areia em nada convertido,

Não me siga por eles... Falsas marcas de momento!


Meu grito, hoje, é apenas um ecoar inconsequente...

Que o choro traduz em raios de luar sereno ao chão!

De minha boca nunca ouvirás os suspiros da mente,

No compassado tilintar... Qual sino velho, do coração!


Olhe o céu, repare o mar, nas praias da minha alma...

Lá tu estás, linda como Malibu! Num reflexo intenso!

E meu peito, sempre, impregnado de um amor imenso,


Aquele pôr do sol, na tarde quente, assaz bem calma...

A vida a nos levar, nas canoas frias, de nossa fantasia!

Agora, apenas olho para Malibu... Sem a tua companhia.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.08.2012

21h40min [Noite]

Estilo: Soneto


Manelim, memental? Nunca!


Manelim era meu primo, gente boa...

Nunca foi passado para trás à toa...

Deu uma de louco para se aposentar,

Quando conseguiu saiu a comemorar!


Bebia cachaça e dizia, sou louco, louco,

Pra matar um agora falta muito pouco!

Eu e meus irmãos dentro de casa chorando,

Morrendo de medo ficávamos ali orando...


Depois se revoltou porque o dinheiro vinha

Mas ficava com sua mãe, era uma coitadinha!

Mas ele quebrou o pau, queria era na sua mão,


Deu uma de mais louco ainda pra conseguir,

E, claro, a mãe não aguentou e assim então...

Passou a grana pra ele! Ficou bom e a sorrir!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 16.10.09

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