domingo, 18 de maio de 2025

Marilene


Passava pela pequena rua

Olhava a face sua...

Era Marilene, a linda!

O belo rosto enquadrado

No quadro feito do portal

Da janela, onde ela ficava

Lindamente debruçada.

[Todas as manhãs... e tardes]

Um sorriso muito mais

Bonito e suave do que o de

Monalisa, de Leonardo!

Cabelos longos, pretos,

[nada de Rapunzel, pelo

amor de Deus!],

Olhos sem definição,

[[Pela distância que eu

os via]], mas, olhar de

De quem busca algo

No infinito...bochechas

Rosadas como maçãs...

E eu a pensar: como

Seria aquele “pedaço” do

Corpo, [o que eu não via],

Pois faltava no quadro!

Um dia me atrevi, queria

Conhece-la. Cheguei

De mansinho, perguntei

Seu nome e quis ficar

Bem perto, o suficiente

Para vê-la toda, e vi!

Contou-me sua vida,

E como perdera as duas

Pernas em um terrível

Acidente! Estava ali,

Agora, presa a uma cadeira

de rodas, pra sempre!

[Cá estou eu que nem o

Teófilo, afinal a Marilene

Existiu, existe ou existirá?]

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