Passava pela pequena rua
Olhava a face sua...
Era Marilene, a linda!
O belo rosto enquadrado
No quadro feito do portal
Da janela, onde ela ficava
Lindamente debruçada.
[Todas as manhãs... e tardes]
Um sorriso muito mais
Bonito e suave do que o de
Monalisa, de Leonardo!
Cabelos longos, pretos,
[nada de Rapunzel, pelo
amor de Deus!],
Olhos sem definição,
[[Pela distância que eu
os via]], mas, olhar de
De quem busca algo
No infinito...bochechas
Rosadas como maçãs...
E eu a pensar: como
Seria aquele “pedaço” do
Corpo, [o que eu não via],
Pois faltava no quadro!
Um dia me atrevi, queria
Conhece-la. Cheguei
De mansinho, perguntei
Seu nome e quis ficar
Bem perto, o suficiente
Para vê-la toda, e vi!
Contou-me sua vida,
E como perdera as duas
Pernas em um terrível
Acidente! Estava ali,
Agora, presa a uma cadeira
de rodas, pra sempre!
[Cá estou eu que nem o
Teófilo, afinal a Marilene
Existiu, existe ou existirá?]
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