Vens da doce princesa do sul, com sangue literário nas veias,
Como belíssima aracnídea, fostes tecendo tuas nobres teias!
Hoje o Piauí, Brasil e o mundo, conhecem tua arte e o teu dom...
Posto que a cada cor do arco íris da poesia, destes mais um tom!
Tens a grandeza de dourada águia, na essência do teu labutar,
E a admiração de todos, no teu jeito simples e sincero de amar!
Amar a arte, a cultura literária e amar ao teu redor, as pessoas...
Feito Atenas, deusa grega da sabedoria, tens para ti muitas coroas!
Contando em belas crônicas a vivência do nosso povo do Piauí,
Ou falando das coisas do amor, agregando valores, aqui e ali...
Fazendo o ajuntamento em agremiações literárias mui especiais,
És a própria extensão da poesia, na prossecução de hinos joviais!
Engrandeces a história da nossa terra e te tornas pra sempre imortal!
Cravar o teu nome na galeria dos benfeitores da humanidade, é vital.
Lobo
As trêmulas mãos, tenho agora,
Do nada veio a mansidão do dia...
Tudo o que eu queria, joguei fora!
Não há mais pedras no caminho,
Existe, sim, o que eu mais temia!
A dor, o olor, meu amargo vinho...
Por que, Deus, a vida é tão cruel?
Pouquíssimo tempo para sorrir...
Muito mais para sofrer e chorar!
Não há trégua, não há um revel...
Muita gente por aí, só a mentir,
Dizem que seu desejo é o amar!
No entanto o que se ver nas ruas,
São milhões de sofredoras nuas...
Almas sem alento, tristes, famintas!
Por cobertor, a própria pele, cintas...
Apertam o estômago vazio e a fome,
A matar um a um... Claro, não come!
Vai-se a noite e vem o amanhecer...
Não há nada novo, a não ser o dia,
Trazendo aquela velha conhecida...
Não há mais um bom envelhecer,
Felicidade se quis, mas já é tardia...
A boa alma já se encontra falecida!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 25.05.2013
17h33min [Tarde]
Estilo: Sexteto em rima livre
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