domingo, 18 de maio de 2025

Lisete Napoleão


Vens da doce princesa do sul, com sangue literário nas veias,

Como belíssima aracnídea, fostes tecendo tuas nobres teias!

Hoje o Piauí, Brasil e o mundo, conhecem tua arte e o teu dom...


Posto que a cada cor do arco íris da poesia, destes mais um tom!

Tens a grandeza de dourada águia, na essência do teu labutar,

E a admiração de todos, no teu jeito simples e sincero de amar!


Amar a arte, a cultura literária e amar ao teu redor, as pessoas...

Feito Atenas, deusa grega da sabedoria, tens para ti muitas coroas!

Contando em belas crônicas a vivência do nosso povo do Piauí,


Ou falando das coisas do amor, agregando valores, aqui e ali...

Fazendo o ajuntamento em agremiações literárias mui especiais,

És a própria extensão da poesia, na prossecução de hinos joviais!


Engrandeces a história da nossa terra e te tornas pra sempre imortal!

Cravar o teu nome na galeria dos benfeitores da humanidade, é vital.


Lobo


As trêmulas mãos, tenho agora,

Do nada veio a mansidão do dia...

Tudo o que eu queria, joguei fora!

Não há mais pedras no caminho,

Existe, sim, o que eu mais temia!

A dor, o olor, meu amargo vinho...


Por que, Deus, a vida é tão cruel?

Pouquíssimo tempo para sorrir...

Muito mais para sofrer e chorar!

Não há trégua, não há um revel...

Muita gente por aí, só a mentir,

Dizem que seu desejo é o amar!


No entanto o que se ver nas ruas,

São milhões de sofredoras nuas...

Almas sem alento, tristes, famintas!

Por cobertor, a própria pele, cintas...

Apertam o estômago vazio e a fome,

A matar um a um... Claro, não come!

Vai-se a noite e vem o amanhecer...


Não há nada novo, a não ser o dia,

Trazendo aquela velha conhecida...

Não há mais um bom envelhecer,

Felicidade se quis, mas já é tardia...

A boa alma já se encontra falecida!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 25.05.2013

17h33min [Tarde]

Estilo: Sexteto em rima livre

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