Tempos, quando me entendi por gente,
nas ruas da nossa Feitoria... Olhar singelo,
Já perambulava simples e tranquilamente,
essa figura meiga, amada... Maria do Nelo!
Maluca de cabeça, mas doce de coração...
É filósofa por natureza, coisa a se refletir:
“Se a gente não cuida do que é nosso, então,
o diabo vem e carrega, sem mesmo dividir!”
Verdade, quando criança tinha medo dela!!
A sua roupa impecável de volta ao mundo...
Me deu uma carreira, escorreguei na gamela!
Equilibrei, corri sem perder um só segundo...
Hora jogava pedra na gente, outra carregava
gatos mortos em um saco e cuidava do Nelo!
Eu a vi no telefone do orelhão, conversava...
Talvez tivesse alguém, ela chamava de Belo!
Caminha pelas ruas, conversa, corre e pede...
está sempre com suas “joias” penduradas!
Ninguém para ela é tão ruim, cheira ou fede...
Apenas vive, horas alegres outras chateadas!
Hoje, vejo a mesma figura da minha infância,
parece até que para ela, o tempo não passa!
Maria do Nelo... Sem preocupação, ganância,
É a pura flor da inocência que nos abraça!!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 09.01.2013
10:02 [Manhã] – Estilo: Trova
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