Outrora, éreis a formosa mulher da minha vida,
Que em meus sonhos eu endeusava feito santa...
Na ignorância, cego, cobria-te a minha manta!
E nem percebia que na alma ficava uma ferida.
Confesso, nunca tive o direito de pedir fidelidade,
Na minha ingenuidade, apenas te reguei, jardim...
Com as mais lindas e perfumadas flores, pra mim!
Olho, hoje, incrédulo, queria tê-las pela eternidade.
Oh! O que houve contigo, em que te transformastes?
Quanto eu queria te ver com aqueles olhos de antes,
Mas não consigo, aquele homem, creia, tu matastes!
Nem ao menos nos vis pensamentos, somos amantes!
O ódio que me vem na mágoa angelical de Madalena,
Deixe-me ver... Não tenho como perdoar... Que pena!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.09.2012
19:47 [Noite]
Estilo: Soneto
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