Mergulho dentro de mim,
Da janela de minha alma,
Para um profundo fim,
De transparente fauna.
De animais ferozes...
Que eu não conhecia,
Covardes e atrozes,
Da minha melancolia!
As feras terríveis que vejo,
É certo que não aceito,
Nunca foi o meu desejo...
Mas moram no meu peito.
Separo o trigo do joio,
Numa triste indignação,
Cambaleio, quero apoio,
Só encontro condenação.
E os bichos corroem tudo,
Sombra, vulto e coração...
Boquiaberto fico mudo!
E vai-se minha respiração.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 06.10.09
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