Foram as dela que me comoveram mais,
Tocando-me com amor em seu momento
Mais indesejado, o que não quero jamais!
Momento de dor, angustia e sofrimento.
As mãos que me acariciavam com emoção
Que me transformava em criança outra vez
Amenizavam as minhas dores de coração
Hora a hora, dia a dia, ano a ano, mês a mês.
Lembro aquelas mãos, como lembro a vida,
Que vivia perto dela lá no sertão, ao luar...
Ela a me olhar, a me amar... Sempre dividida!
Entre um beijo e um afago e eu a escutar...
Os segredos da noite, o barulho do vento!
E ouço Deus, ainda, ela vindo em passo lento.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 01.10.09
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