domingo, 18 de maio de 2025

Mãos

 

Foram as dela que me comoveram mais,

Tocando-me com amor em seu momento

Mais indesejado, o que não quero jamais!

Momento de dor, angustia e sofrimento.


As mãos que me acariciavam com emoção

Que me transformava em criança outra vez

Amenizavam as minhas dores de coração

Hora a hora, dia a dia, ano a ano, mês a mês.


Lembro aquelas mãos, como lembro a vida,

Que vivia perto dela lá no sertão, ao luar...

Ela a me olhar, a me amar... Sempre dividida!


Entre um beijo e um afago e eu a escutar...

Os segredos da noite, o barulho do vento!

E ouço Deus, ainda, ela vindo em passo lento.


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 01.10.09

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