Se for preciso renascer, eu morrerei...
Nesta hora de pura e simples nostalgia
O veneno mais puro do prazer eu beberei
Mergulhado nesse doce encanto da poesia.
Razão eu tenho se sobra pra esquecer
Esses momentos tormentosos que eu passo
E se a alma morre certamente eu vou morrer
É a consequência do destino que eu traço...
Pois há tempos me fugiu a doce alegria
Nunca me encontrei com a tal felicidade
Somente a poesia no meu triste dia
Penso em levar para toda a eternidade.
Três coisas descobri, desde menino,
- Amar não se pode só por brincadeira
- Dizer que não acredita no destino
- Perder a esperança na hora derradeira.
Assim, vivo, porque estou aqui para viver,
Mas logo em breve, verei outro sol nascer...
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 30.03.09
Mãe Pêda
Eram as de mãe Pêda as mãos
que sempre todos viam primeiro
foi a maternidade de centenas
na nossa pequena e bela feitoria
Não tinham outras não eram as dela
duas mãos grandes e macias
Doces mãos que recebiam todos e com
um grande sorriso nos lábios
Era quem dizia para o pai preocupado
é homem ou mulher aqui está o/a danado
E o pai feliz queria dizer a todos
da felicidade que chegara
E depressa pegava os fogos
e ia soltar no terreiro
Se fosse mulher era um tiro só
se fosse homem a alegria triplicava
Mas mãe Pêda tava ali, não arredava o pé
dava o primeiro banho com jeitinho bom
e depois que estava tudo muito bem
ia pra casa para o descanso merecido
Nós todos que fomos recebidos por ela
somos muito gratos por este ato de amor
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