Era maluca que vivia pela rua,
E eu menino levado da breca,
Gritava: olha a louca, perua!
E corria e caía, preso pela cueca.
Andava com uns gatinhos mortos,
Dentro de um saco em suas costas,
Muitos pedaços de ferros tortos,
E de cavalos e bois, as bostas...
Ou estrume, como dizia a maluca.
Era a Maria doida, de olho no Nelo,
Falava como se fosse boa da cuca,
“É bom cuidar do que é da gente, belo,
Senão o diabo vem ligeiro e carrega.”
A maluca filosofando não escorrega!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.11.09
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