É um mistério, depois de todos esses anos,
Viver para um amor que eu desconhecia!
Os terremotos do meu ser fogem os planos,
E na noite sem luar, todo o meu ser esfria.
Choro todo dia tentando o tempo segurar!
Em vão! E os cruéis pássaros da solidão...
Infernizam minha triste vida, sem parar,
Olho o céu, estrelas... Lamentos, amplidão!
Ah! Infinito sussurrar de uma flor em dor,
Morrendo ao calor do desprezo no deserto!
De uma imensa culpa que não tem e o olor,
Esvai-se como perfume de sangue... É certo!
Oh, África! Masibindi, Zulu, mãe coragem,
Há de se ter, ao seguir na vida esta viagem!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 23.05.2012
19:53 [Noite]
Estilo: Soneto
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