domingo, 21 de setembro de 2025

Masibindi


É um mistério, depois de todos esses anos,

Viver para um amor que eu desconhecia!

Os terremotos do meu ser fogem os planos,

E na noite sem luar, todo o meu ser esfria.


Choro todo dia tentando o tempo segurar!

Em vão! E os cruéis pássaros da solidão...

Infernizam minha triste vida, sem parar,

Olho o céu, estrelas... Lamentos, amplidão!


Ah! Infinito sussurrar de uma flor em dor,

Morrendo ao calor do desprezo no deserto!

De uma imensa culpa que não tem e o olor,


Esvai-se como perfume de sangue... É certo!

Oh, África! Masibindi, Zulu, mãe coragem,

Há de se ter, ao seguir na vida esta viagem!


Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.05.2012

19:53 [Noite]

Estilo: Soneto

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