Queridas matas como me matas
De tanta saudade e pesar
Tens tantas coisas em ti
Que outras matas estão a matar
Pássaros raros de rara beleza
Que outras matas a desejar
Passam os anos e envelhecem
E nem um deles elas conhecem
Posso vê-los de um por um
Pulando os galhos no pensamento
Só tenho grande quebrantamento
Do coração na recordação
Fico a pensar hora dia e noite
E tento colocar em versos
Meios tortos tanto a beleza como
A solidão da mata virgem vento a soprar
Mas a distância grande inimiga
Me deixa alegre e entristecido
Lembro da mata me vem satisfação
Não mais posso vê-la corta o coração.
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