domingo, 21 de setembro de 2025

Minhas Matas


Queridas matas como me matas

De tanta saudade e pesar

Tens tantas coisas em ti

Que outras matas estão a matar


Pássaros raros de rara beleza

Que outras matas a desejar

Passam os anos e envelhecem

E nem um deles elas conhecem


Posso vê-los de um por um

Pulando os galhos no pensamento

Só tenho grande quebrantamento

Do coração na recordação


Fico a pensar hora dia e noite

E tento colocar em versos

Meios tortos tanto a beleza como

A solidão da mata virgem vento a soprar


Mas a distância grande inimiga

Me deixa alegre e entristecido

Lembro da mata me vem satisfação

Não mais posso vê-la corta o coração.

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