Ao primo Ivan Mendes Lima
Ah! Meu brejinho querido
Que o tempo já secou
Onde eu ia todo dia
Ouvindo sapos e gias
Pegar peixinhos dourados
Coloridos e malhados
Meu brejinho cheiroso
Com flores de toda cor
Passarinhos a beber
Água pura e fresquinha
No meu brejinho de sonho
Na minha vida de amores
Naquele brejinho eu vivia
Naquela vida eu sonhava!
Êta coisa gostosa! É ser menino
Menino levado da breca, lélé...
Pois ali no brejinho feliz
Toda felicidade era vivida
Hoje só tenho na vida a dor
Da saudade do meu brejinho.
Que secou lá no sertão, mas que
Nunca secará no pensamento.
Nunca secará na paixão lá do
Fundo do meu triste coração.
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