Toda vez para eu dormir
Minha vó me ninava
Contando estórias bonitas
Da lua e da estrela D’alva
Contava de lobisomem
Falava que os guaxinins
Passavam perto da lata
Para eu dormir logo senão me assombrava
Cantava uma musiquinha
Que eu nunca esquecerei
“Constância minha Constância
Não chore como eu chorei ...”
E de manhã logo cedinho
Naquele lindo amanhecer
Estava pronto o café
Mas eu saia correndo não queria nem saber
Minha vó muito jeitosa
Vinha logo me adular
E me ajeitava com carinho
Para eu me alimentar
Na preguiçosa ia sentar
Mas mal sabia o porvir
A arte que eu fizera
Para ela no chão cair
Até tirando mamão
O braço ela quebrou
Mas desta vez não fui eu
Quem alguma arte aprontou
Depois foi-se embora
Para a terra dos desvalidos
Minha vozinha querida
Fiquei com soluços contidos
Minha vó foi na infância
Tudo o que a gente eterniza
Quando cresce e não esquece
E não esquecerei mãeiza.
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