domingo, 21 de setembro de 2025

Minha Vó

Toda vez para eu dormir

Minha vó me ninava

Contando estórias bonitas

Da lua e da estrela D’alva


Contava de lobisomem

Falava que os guaxinins

Passavam perto da lata

Para eu dormir logo senão me assombrava


Cantava uma musiquinha

Que eu nunca esquecerei

“Constância minha Constância

Não chore como eu chorei ...”


E de manhã logo cedinho

Naquele lindo amanhecer

Estava pronto o café

Mas eu saia correndo não queria nem saber


Minha vó muito jeitosa

Vinha logo me adular

E me ajeitava com carinho

Para eu me alimentar


Na preguiçosa ia sentar

Mas mal sabia o porvir

A arte que eu fizera

Para ela no chão cair


Até tirando mamão

O braço ela quebrou

Mas desta vez não fui eu

Quem alguma arte aprontou


Depois foi-se embora

Para a terra dos desvalidos

Minha vozinha querida

Fiquei com soluços contidos


Minha vó foi na infância

Tudo o que a gente eterniza

Quando cresce e não esquece

E não esquecerei mãeiza.

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