domingo, 21 de setembro de 2025

Minha Grota

                                                Ao meu primo Edivar Pereira Lima


Lá no fim da rua

Ruazinha de chão

Poeirenta que só


Lá estava minha grota

Tinha um sabiá

Um bem-te-vi


Tinha um pé de priquiteiro

Onde as pipiras vinham

Todo dia para comer


Frutas vermelhas e pretas

Naquele pé de priquiteiro

Lá no final da minha grota


Como eu amava aquela grota

Nos dias de chuva então...

A água barrenta, barrenta...


E eu lá tomando banho de chuva

E de água que corria da grota

Êta! Só sendo coisa de menino!


E menino travesso pra valer

Que ia no fim da grota...

No pé do priquiteiro


Estilingue em mãos, pedrinhas...

Só para jogar nas pipiras

No bem-te-vi e no sabiá!


Não acertava uma sequer

Pontaria não tinha nenhuma!

Mas era feliz, naquela grota.

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