Ao meu primo Edivar Pereira Lima
Lá no fim da rua
Ruazinha de chão
Poeirenta que só
Lá estava minha grota
Tinha um sabiá
Um bem-te-vi
Tinha um pé de priquiteiro
Onde as pipiras vinham
Todo dia para comer
Frutas vermelhas e pretas
Naquele pé de priquiteiro
Lá no final da minha grota
Como eu amava aquela grota
Nos dias de chuva então...
A água barrenta, barrenta...
E eu lá tomando banho de chuva
E de água que corria da grota
Êta! Só sendo coisa de menino!
E menino travesso pra valer
Que ia no fim da grota...
No pé do priquiteiro
Estilingue em mãos, pedrinhas...
Só para jogar nas pipiras
No bem-te-vi e no sabiá!
Não acertava uma sequer
Pontaria não tinha nenhuma!
Mas era feliz, naquela grota.
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