À minha amada esposa Odinéia Martins
Eu já fui uma linda flor... Mas não tinha o perfume!
Quando fui flor, não tinha das flores esse costume...
Já fui uma lagarta... Não consegui ser uma borboleta!
Quando eu fui lagarta... Vivia triste ali, numa sarjeta...
Eu já fui um passarinho... Mas nunca cheguei a voar!
Quando fui um passarinho, ficava no ninho a chorar...
Já fui um lampião a gás... Mas não alumiei o mundo!
Quando eu fui lampião, ficava lá, num poço profundo...
Eu já fui até eu mesmo... Sem saber o que era viver!
Quando fui eu mesmo, a minha vida se resumia a você...
Daí me fiz de estrada para encontrar essa tal felicidade!
Então eu fui você... Um fenômeno raríssimo de acontecer!
Quando me ocorreu esta linda metamorfose, uma raridade...
Descobri que nós dois éramos um... Pra toda a eternidade!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 03.11.2016
15h40min [Tarde]
Estilo: Soneto
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