Não, não tenho medo da velhice,
Que me ronda feito uma praga...
Ou da solidão em plena meninice!
Da mente insana ou a que vaga.
Não tenho medo da feroz morte,
Que enfim a todos sempre levará!
Traição, que há quem não suporte,
Ou um segredo, quem o guardará?
Tenho medo apenas de mim mesmo,
Que grito, feito um louco, em deserto...
Vagueando assim, sem rumo, a esmo!
E nas insônias, duvido do que é certo...
Pra depois me arrepender de ter medo,
Mas prometo esquecer... Amanhã cedo!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 30.10.2012
06:45 [Manhã]
Estilo: Soneto
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