À saudosa memória da vendedora de mingau
maranhense do meu tempo de criança em Teresina,
dona Maria do Pina.
Todas as noites estava ali, debaixo da luz do poste,
Na rua padre Acelino Portela, dona Maria do Pina!
Alguns chamavam de mungunzá e tem quem goste
De chamar de chá de burro, é gostoso e coisa fina...
Aqui no Sudeste chamamos de canjica essa iguaria...
Mas, só lembro que quando menino, ali na matinha,
Juntava garrafa, ferro velho e tudo quanto era latinha,
Pra vender e comprar o gostoso mingau de dona Maria!
Vendido no copo, com coco ralado e canela por cima...
Eu me deliciava ali com cada colherada que ia pra boca!
Que saudade do mingau maranhense de Maria do Pina!
Dou risadas, às vezes, pensando mesmo, que vida louca!
Eu até salivando, pensando na maravilha daquele mingau,
Que o tempo levou... Mas, na memória ficou... Menos mal.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 11.09.2021
10h53min [Manhã]
Estilo: Soneto
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