Talvez a minha dor tenha sido não ficar,
Como Madalena, aos pés de Jesus Cristo!
Ter adormecido, quando Ele disse: Orar,
E odiado, quando Ele disse: Amar é isto,
Não perdoar quem nos faz mal, machuca!
Talvez a minha dor, foi negar a dEle, sim,
Ficar num paraíso só meu, cego com burca!
Perguntar ao céu: Por que pirlim-pimpim?
Talvez essa minha dor, seja simplesmente,
Apenas coisa da minha fantasia imaginária,
Que um dia, plantei como singela semente...
E hoje, muito tempo depois, mente ordinária,
Não me deixa viver em paz e me faz chorar!
Mas, meu aliado é o tempo, tudo isto vai passar.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 04.01.2013
20:27 [Noite]
Estilo: Soneto
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