Onde está a esperança que não chega,
Nessa esteira do tempo que é a vida?!
Circula, entra em cena, nuvem negra,
E mergulha em túnel, alma desfalecida!
Vozes no anoitecer, vidas desgraçadas...
Onde está a esperança que não me sorrir?
Cabelos brancos, vigor, forças ameaçadas,
Eis o caminho a percorrer, chegada, já vi!
Desde agora, eu sei, sou apenas cinzas...
A memória a percorrer lá atrás, a história,
Fraquejando aqui e ali, velhos ranzinzas...
Apenas relembrando momentos de glória!
Quando a realidade espia bem de perto...
E a esperança, vem assim de peito aberto?!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 29.01.2013
11:38 [Manhã]
Estilo: Soneto
Cinzento
Porque te escondes de mim, linda estrela da manhã?
Eu que tanto te venero e me entrego a ti todo dia...
Até quando a vida me será assim... Tirar meu talismã!
Vil destino que meu ser abomina e o coração esfria...
De que me vale olhar o céu, sem azul, assim, cinzento?
Devolvas minha estrela, não vivo sem ela, que solidão!
Fostes ao infinito, voltarás pela manhã? Oh, lamento!
Perturbação de pensamentos, espaço sideral, imensidão!
Tem piedade de mim, estrela, volta! Preciso do teu brilho!
O universo é maravilho... Por causa de uma estrela bela...
Não, não te escondas mais, posto que tu és o meu trilho!
Buraco negro, não engulas minha estrela, far-te-ei vomitar!
Pois como viverei esta minha miserável vida assim, sem ela?!
Venha estrela, pouco a pouco, venha... Estou a te esperar!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.12.2013
09h58min [Manhã]
Estilo: Soneto
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