sábado, 10 de agosto de 2024

Declamei teu coração...

 

Eu sei, amor, do fundo do meu calabouço de solidão,

Eu vi que as minhas poucas feridas são mais fortes

Do que as muitas cicatrizes da alma e do teu coração.

Eu as tenho por puro amor e não jogando por sortes...

 

Fico aqui sem uma viva alma ao meu redor, brigando

Com meus fantasmas e respirando tua imagem viva,

A cada momento te chamo em pensamento, vagando

Em nostalgia e ébrio de um amor que só se esquiva...

 

Declamo para mim mesmo o teu coração, estranho,

Durmo e novamente... Pensando em ti me apanho!

Não temo o surto psicótico e nem a minha loucura...

 

O que temo é o remédio... Que nem assim me cura!

Já reparei as rugas no meu rosto, de puro sofrimento,

E sigo teu coração declamando até o último momento.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, Hoje, 27.05.2016

10h40min [Manhã]

Estilo: Soneto

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