quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Como não chorar?

 

Essa velocidade infernal que me atormenta!

De um tempo que não para e velozmente

Separa o corpo que é pó e nem argumenta

Se quero ou não respirar mais pausadamente.

 

Os depósitos de lágrimas em vão acumulam!

Como açude cheio a transbordar as águas...

Meus olhos são verdadeiros, eles não simulam

O desejo insuportável de chorar as mágoas.

 

Como não chorar se a vida me é desfavorável?

Momento de decepção é o que estou vivendo,

Suportando pessoas falsas... Sou um miserável!

 

Acumulo milhas e milhas de choro e morrendo

De desejos contidos na mais pura desilusão!

Sou buraco negro... Perdido na própria explosão.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 14.07.09

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