Essa velocidade infernal que me atormenta!
De um tempo que não para e velozmente
Separa o corpo que é pó e nem argumenta
Se quero ou não respirar mais pausadamente.
Os depósitos de lágrimas em vão acumulam!
Como açude cheio a transbordar as águas...
Meus olhos são verdadeiros, eles não simulam
O desejo insuportável de chorar as mágoas.
Como não chorar se a vida me é desfavorável?
Momento de decepção é o que estou vivendo,
Suportando pessoas falsas... Sou um miserável!
Acumulo milhas e milhas de choro e morrendo
De desejos contidos na mais pura desilusão!
Sou buraco negro... Perdido na própria explosão.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 14.07.09
Nenhum comentário:
Postar um comentário