Você... Soltou o pássaro...
Abriste a mão e ele voou
Não soubeste segurá-lo
Firmemente em tua mão...
Meu pássaro – diz ela – precisava
De liberdade... E por isso
Eu o soltei...
Mas por teres soltado
O teu pássaro, os caçadores
O mataram e tu és a única
Responsável...
Na tua mão talvez ele
Tivesse cantado mais feliz
Eu creio na ressurreição – diz ela
Portanto...
Não importa se creres
Ou não na ressurreição
O caso é que o pássaro morreu
Ele poderia ter vivido
Muito mais do que viveu
Claro, claro, poderia ter cantado
Muito melhor e mais alto
Mas não, você pensou na
Tal “liberdade” que terminou
Em um drama fatal do
Pobre pássaro... Que nem tempo
Teve de dizer adeus, de cantar sua
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