quinta-feira, 8 de agosto de 2024

[Chorando]

 

Oh! Mar vermelho difícil de atravessar,

Talvez porque o vermelho seja sangue!

E as feras todas da água ali a me olhar...

Ando macio, que nem uma se zangue!

 

Posto que sou todo medo, prendo o ar,

Perco a fé, piso em pedras pontiagudas,

Grito, e estou chorando a dor que dá...

Não dos pés, mas das almas mudas!

 

Vão ali, a atravessar comigo em gotas,

E no fundo do mar... Cisternas rotas...

A solidão dessas terras fundas, o olhar,

 

As lágrimas que caem, a dor, o chorar,

Nada comove... Eu, em prantos, clamando,

Atravesso o vermelho mar, ainda chorando.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 09.02.2013

15h42min [Tarde]

Estilo: Soneto

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