segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Cabeça de Cuia

 

São daquelas estórias bem cabeludas

Que eu ouvia no tempo de criança

Como a do triangulo das bermudas

Que sempre me trouxe desconfiança...

 

Cabeça de cuia, coisa lá do Piauí

Até do meu querido rio Parnaíba

Onde eu sempre ia pescar lambari

Nunca o vi, nem abaixo e nem arriba. 

 

Dizem que era um tal de Crispim

Que matou a mãe com um osso de boi

E numa mágica de pirlim-pim-pim

Cresceu a cabeça, afogou-se no rio e se foi.

 

Depois aparecia pra assombrar as Marias

Tinham que ser virgem e não podiam ser tias

Não era nada bobo esse cabeça de cuia

 

Pegava as meninas e levava para a tuia...

Mamãe me contava e mostrava com o dedo

Onde ele aparecia... E eu morria de medo!

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