São daquelas estórias bem cabeludas
Que eu ouvia no tempo de criança
Como a do triangulo das bermudas
Que sempre me trouxe desconfiança...
Cabeça de cuia, coisa lá do Piauí
Até do meu querido rio Parnaíba
Onde eu sempre ia pescar lambari
Nunca o vi, nem abaixo e nem arriba.
Dizem que era um tal de Crispim
Que matou a mãe com um osso de boi
E numa mágica de pirlim-pim-pim
Cresceu a cabeça, afogou-se no rio e se foi.
Depois aparecia pra assombrar as Marias
Tinham que ser virgem e não podiam ser tias
Não era nada bobo esse cabeça de cuia
Pegava as meninas e levava para a tuia...
Mamãe me contava e mostrava com o dedo
Onde ele aparecia... E eu morria de medo!
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