Ao amigo José Otávio Rangel de Ávila
Eu caço
Descalço
Caçando
Na vida
A vida
Que quero
E peço
Caçando
Encontrando
A fera
Que fere
Por fora
Mas não fere
Por dentro
Que já está
Ferido
Pela caçada
Que faço
Pois a caça
Que caço
Não está
Muito longe
Está perto
Tão perto
Que sinto
Está aqui
Não do lado
Não em cima
Não embaixo
Mas está...
Está aqui
Vejo
Pegadas
Sinto
O cheiro
Bem aqui
É familiar
Este andar
E descubro
Finalmente
Que a caça
Que eu caço
A fera
Terrível
Horripilante
Desafiante
Brilhante
Cintilante
Jamais vista
Eu avisto
Bem aqui
Mais que
Perto
Está no peito
Bem aqui...
Dentro de mim.
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