quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Contando

 

Me espicho no espaço

No aço que dói,

Seguindo uma estrada

Insólita para o seol...

Que não sei onde fica,

Nunca fui e nem vi.

Vou seguindo a mim

Mesmo e me perco

Mesmo assim...

Se me encontro num

Canto qualquer do

Universo, galáxia

Comprida com rabo

Pra frente, me espanto,

É urgente o que vejo

Incapaz de saber...

Mas sou eu que estou

Vindo ao contrário

Do vento, no tempo,

Sem espaço entre mim,

Não me reconheço e

Mereço uma boa risada

A quatro bocas, quatro

Mãos e o resto não

Defini na ebulição da

Solidez na mente...

Gasosamente se

Desfazendo

Em fumaça

Sem fogo.

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 23.09.09

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