Me espicho
no espaço
No aço que dói,
Seguindo uma estrada
Insólita para o seol...
Que não sei onde fica,
Nunca fui e nem vi.
Vou seguindo a mim
Mesmo e me perco
Mesmo assim...
Se me encontro num
Canto qualquer do
Universo, galáxia
Comprida com rabo
Pra frente, me espanto,
É urgente o que vejo
Incapaz de saber...
Mas sou eu que estou
Vindo ao contrário
Do vento, no tempo,
Sem espaço entre mim,
Não me reconheço e
Mereço uma boa risada
A quatro bocas, quatro
Mãos e o resto não
Defini na ebulição da
Solidez na mente...
Gasosamente se
Desfazendo
Em fumaça
Sem fogo.
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 23.09.09
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