Das tantas coisas do meu tempo de menino,
Lembro-me bem dos alforjes que eu fazia,
Queria pegar preá e conduzir o seu destino...
Oh! Muitas vezes era numa jaula que jazia!
Horas a fio ali entretido um buraco cavando,
Para depois colocar a tábua falsa e cobrir...
Com folhas secas e dormir assim sonhando,
Que de mansinho o bicho vinha ali a cair!
Quanta peripécia apronta-se quando criança,
Em simplicidade, beirando mesmo à loucura!
Sem pensar que o alforje da vida nos procura...
Desviamos e caímos! Vida... Que lembrança!
E o destino nos prende assim a essa saudade,
Do tempo em que éramos felizes de verdade!
Poeta Camilo Martins
Aqui, hoje, 02.08.09
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