quinta-feira, 8 de agosto de 2024

De tantas...

 

Das tantas coisas do meu tempo de menino,

Lembro-me bem dos alforjes que eu fazia,

Queria pegar preá e conduzir o seu destino...

Oh! Muitas vezes era numa jaula que jazia!

 

Horas a fio ali entretido um buraco cavando,

Para depois colocar a tábua falsa e cobrir...

Com folhas secas e dormir assim sonhando,

Que de mansinho o bicho vinha ali a cair!

 

Quanta peripécia apronta-se quando criança,

Em simplicidade, beirando mesmo à loucura!

Sem pensar que o alforje da vida nos procura...

 

Desviamos e caímos! Vida... Que lembrança!

E o destino nos prende assim a essa saudade,

Do tempo em que éramos felizes de verdade!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 02.08.09

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