sábado, 10 de agosto de 2024

Dhesejho

 

Aquela antiga porteira

no sitio do Antonino,

Na antiga feitoria, que

minha alma não esquece!

Onde eu ia correr e brincar

pela manhã, cedinho,

De estilingue na mão,

caçando passarinho...

Coisa mesmo, de infância,

pura alma de menino,

Quem não tem isso,

logo cedo, certeza, padece!

 

Hoje não vejo mais aquela

velha porteira, se foi...

Os cupins do tempo já

devoraram há muitos anos,

Mas quando paro e penso,

lágrimas... E a solidão!

Que queima e arrasa o

meu sentimento de emoção.

Pois ali encostado na

porteira, vendo vaca e boi...

Pensava no meu futuro e

fazia assim muitos planos!

 

Pobre alma de um menino

que não nunca morre,

E tudo se vai num futuro

incerto e duvidoso...

Hoje escolho os caminhos

que não quero percorrer,

Numa intenção de um

prazer que não vou conhecer...

Quando alcanço a glória,

ela pelos dedos se escorre,

E trago sempre comigo

um sofrido coração choroso!

 

Poeta Camilo Martins

Aqui, hoje, 30.10.09

09:55hs

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