Aquela
antiga porteira
no sitio do
Antonino,
Na antiga
feitoria, que
minha alma
não esquece!
Onde eu ia
correr e brincar
pela manhã,
cedinho,
De
estilingue na mão,
caçando
passarinho...
Coisa mesmo,
de infância,
pura alma de
menino,
Quem não tem
isso,
logo cedo,
certeza, padece!
Hoje não
vejo mais aquela
velha
porteira, se foi...
Os cupins do
tempo já
devoraram há
muitos anos,
Mas quando
paro e penso,
lágrimas...
E a solidão!
Que queima e
arrasa o
meu
sentimento de emoção.
Pois ali
encostado na
porteira,
vendo vaca e boi...
Pensava no
meu futuro e
fazia assim
muitos planos!
Pobre alma
de um menino
que não
nunca morre,
E tudo se
vai num futuro
incerto e
duvidoso...
Hoje escolho
os caminhos
que não
quero percorrer,
Numa
intenção de um
prazer que
não vou conhecer...
Quando
alcanço a glória,
ela pelos
dedos se escorre,
E trago
sempre comigo
um sofrido
coração choroso!
Poeta Camilo
Martins
Aqui, hoje,
30.10.09
09:55hs
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